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Doces Tentações

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

A Primeira Vez da Carina

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Tudo se passou há uns anos, na terra dos meus pais. Estava lá de férias da universidade e tinha lá um grupo de amigos de longa data. Ia à terra de férias e por vezes ao fim de semana, o que fazia com que conhecesse praticamente toda a gente da minha idade. À noite íamos até aos bares e conhecia sempre gente nova, quer de lá, quer fossem apenas lá passar férias, como eu. Tinha uma amiga mais próxima, com quem brincava na infância e fomos mantendo uma amizade mais próxima ao longo dos anos…

A tal amiga era a Sandra. Loirinha, muito gira, embora fosse um bocado maria-rapaz. Ela tinha namorado, o qual tinha uma boa casa, com piscina. Lá acabávamos por passar as tardes e até os dias inteiros, a fazer piscina e nas brincadeiras características de pessoal da nossa idade. Um dia, um dos amigos do Rui, o namorado da Sandra, foi até lá ter connosco. O rapaz também estudava em Lisboa, como eu. Era o André. Era forte, musculado, tinha uma voz incrível e umas mãos… Bem, brincadeira atrás de brincadeira, conversa atrás de conversa, o que é certo é que apaixonámo-nos, começámos a namorar e a coisa começou a ficar mais interessante…Mais íntima, ou seja, as coisas estavam gradualmente a tornar-se mais interessantes. Primeiro foram os beijos quase intermináveis, depois os beijos de língua, os beijinhos no pescoço, os apalpões nas minhas mamas, os beijos nas mamas, as mãos dele na minha vagina e os níveis de excitação sempre a aumentar. Eu ficava toda húmida e quase que tinha orgasmos só com os beijos dele e notava perfeitamente o inchaço nos seus calções, sempre que estávamos juntos.

Certo dia fintámos os meus pais. Disse-lhes que iria para a piscina do Rui e eles saíram para ir para a praia. Acabei por ficar em casa. Mais tarde apareceu o André e convidei-o para entrar. Fomos para a sala e invariavelmente lá começámos a curtir. A coisa aqueceu bastante e a nossa roupa acabou por sair. Pela primeira vez ele me viu toda nua, e eu a ele, claro.

Continuámos nos beijos, ambos extremamente excitados e ele veio para cima de mim. Tentou penetrar-me e eu não deixei. O rapaz não amuou e continuou aos beijinhos. Beijou-me as mamas, a barriga, até que chegou ao meu monte de vénus. Eu sentia-me toda molhada, tal era o grau de excitação e ele começou a beijar-me as virilhas, ora de um lado, ora de outro, soprou nos lábios da minha vagina e mergulhou nela. Nunca na vida tinha sentido sensação tão maravilhosa. Só mais tarde soube tratar-se de um orgasmo. Recordo-me como se fosse hoje. Senti um calor enorme lá em baixo, um calor dentro do peito, o coração quase a querer saltar do peito, a respiração descontrolada, as pernas a tremer, a vagina a contrair-se. Estava de olhos fechados e juro que vi estrelas, ao mesmo tempo que deixei de ouvir. Mantive-me de olhos fechados enquanto ele continuou a lamber. Estava prestes a explodir novamente quando abri os olhos e vi a Sandra, de pé, na porta do quarto. Estava tão excitada que nem quis saber. Entreguei-me novamente, mandando a cabeça para trás e fechando os olhos. Quando recuperei, já a Sandra estava nua, junto ao André, que, estupefacto disse:

- Que estás aqui a fazer?

- Tem calma – respondeu ela. E deu-lhe um beijo. Ao início senti uma sensação estranha, um ciúme…

Ela continuou a beijar o André, que se envolveu com ela, quando me viu a sorrir. Estavam abraçados, aos beijos e apalpões à minha frente enquanto eu me restabelecia do segundo orgasmo, quando ela disse:

- Querida, agora vou eu provar-te, enquanto o teu namorado me come por trás – E veio na minha direcção e abocanhou a minha vagina. Assim de gatas, vi o André, por trás dela, a entrar nela e os meus olhos alternavam entre a cara do André e a cara da Sandra, que mantinha uma expressão de puro prazer enquanto me lambia, de uma forma sublime, muito melhor que o André. Não aguentei e explodi novamente. Foi neste momento que ela se levantou e conduziu o André até perto de mim. Vi-a a baixar-se e a colocar o pénis do André na sua boca. Depois, agarrou-o e levou-o até à minha vagina. Eu estava louca de prazer e de desejo, mesmo após ter tido 3 orgasmos maravilhosos. Ela conduziu-o e ele entrou em mim, devagar. Senti uma dor aguda, como se tivesse vidros no interior da minha vagina, mas rapidamente passou. Ele iniciou um movimento de vai e vem dentro de mim, conduzido pelas mãos da Sandra, até que ela se levantou e veio para junto de mim. Apalpou-me as mamas e disse-ma ao ouvido:

- Nem imaginas há o tempo que eu desejava que este momento chegasse – e beijou-me na boca, enquanto o André continuava a trabalhar a minha vagina com o seu membro. Ela colocou-se de pé em cima do sofá e pela primeira vez pude ver a sua vagina. Foi dobrando as pernas e aproximou a sua vagina da minha boca. Não me neguei e tentei retribuir o enorme prazer que ela me tinha proporcionado. Não sei quanto tempo passámos nesta posição, a coisa foi-se dando, o André a acelerar os seus movimentos dentro de mim, a Sandra a gemer cada vez mais alto, até que veio novamente aquela explosão de prazer. Acho que atingimos o orgasmo os três ao mesmo tempo.

 

As férias de Verão

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Os raios de sol atingiam-me com uma força quente, como que a carregar-me de energia, ao mesmo tempo que contrastavam com a frescura da água da piscina, deixando uma sensação extremamente agradável.

- Alexandre, anda, faz uma corrida comigo.

- Que me dás se eu ganhar?

- Vou pensar em qualquer coisa…

- Então está bem. 3, 2, 1, já! – E partimos frenéticos a dar umas braçadas que rapidamente nos iriam levar ao outro extremo da piscina. Tinha que me esforçar, para ver o que a Madalena me iria dar caso eu ganhasse. Era uma miúda da minha idade, já com curvas femininas bem definidas e acentuadas. Aquelas sardas na cara deixavam-me sem jeito sempre que a fitava olhos nos olhos, aqueles olhos de uma cor não definida, entre o azul e o cinzento. Ela era linda de morrer, encantava-me e deixava-me sempre com o coração acelerado quando me dirigia alguma palavra. Gostava tanto de poder namorar com ela…

- Cheguei primeiro!

- Fizeste batota!

- Não fiz não!

- Fizeste sim!

- Como o podes afirmar?

- Eu vi-te a colocar os pés na parede da piscina para dar balanço…

- Não interessa. Cheguei em primeiro lugar. Quero o meu prémio. Que me vais dar?

- Hum! – E voltou-me as costas e nadou em direcção ao local onde nos encontrávamos antes. Fui atrás dela.

- Diz-me, Madalena. Que me vais dar?

- Estou aborrecida contigo. Vou sair da água – E acto contínuo saiu da piscina e deitou-se na toalha. Fiquei a observá-la. Tinha umas formas que me provocavam um nó na garganta, de tanto me agradarem. Resolvi sair também e deitei-me ao seu lado. Agarrei no frasco do protector solar e prontifiquei-me para rectificar a película da parte de trás do seu corpo. Ela não se fez rogada. Comecei a esfregar-lhe as costas mais numa base de massagem que pelo acto de espalhar protector solar. Ela aparentava estar a gostar. Voltei à carga:

- Temos contas para ajustar.

- Ai sim?

- Sim. Quero saber que me vais dar.

- Não sei ainda. Deixa-me pensar… - E eu fui continuando a espalhar protector, agora já nas suas pernas. Era uma tentação, um verdadeiro vício, poder tocar, massajar aquele corpo fantástico. Provocava-me em mim sensações que me eram totalmente desconhecidas, mas bastante agradáveis. Deitei-me a seu lado e fiquei a imaginar como seria beijar aqueles seus lábios e sentir o seu corpo de encontro ao meu. Era algo pelo qual eu já ansiava, mesmo sem saber muito do que teria que fazer numa situação dessas. Era claramente inexperiente e esta era a primeira rapariga com quem eu tinha tamanha proximidade. Ouvimos os amigos contar as suas histórias de encontros românticos com outras miúdas, julgamos que sabemos tudo o que fazer e como fazer, até chegar a nossa vez de nos encontrarmos numa situação dessas. Era como eu estava agora. A Madalena era filha de uns amigos dos meus pais e estava a passar uns dias comigo na minha casa, a aproveitar as férias de verão para fazer um pouco de piscina e cimentar uma amizade comigo que era desejada pelos pais de ambos. Era uma excelente oportunidade para dar uns passos no meu relacionamento com o sexo oposto, dado que ela se dava bastante bem comigo. Havia que aproveitar. Levantámo-nos, agarrámos nas toalhas e dirigimo-nos para dentro de casa. Foi cada um para seu quarto. Eu tomei um banho rápido, sequei-me e vesti uns calções e uma camisola. Saí do meu quarto e fui para o quarto dela. Entrei no quarto e ela tinha acabado de vir do banho. Estava somente com a toalha enrolada à volta do seu corpo. Não pareceu importar-se com a minha presença, pelo menos de uma forma negativa, pelo que me sentei junto dela na sua cama. Olhei intensamente para ela e perguntei-lhe:

- Tens namorado?

- Para que queres saber isso?

- Mera curiosidade. Lembrei-me de te perguntar.

- Não, não tenho namorado, nem faço tensões de arranjar tão cedo.

- Mas não tens curiosidade em saber como é namorar?

- Eu já sei.

- Sabes?

- Sim. Uma amiga minha tem namorado e contou-me tudo o que há a saber.

- A sério?

- Sim.

- Tudo?

- Sim, tudo.

- Mesmo tudo?

- Sim.

- Então já deves pelo menos saber beijar – Confesso que não estava mesmo nada à espera da sua atitude. Desconheço se a mesma foi provocada por ela gostar de mim, por não se importar ou por desejar demonstrar que era uma rapariga sabida. Avançou o corpo na minha direcção e beijou-me os lábios. Fiquei extasiado e senti algo estranho no meu corpo, algo com que não contava. O meu membro acordou e fiquei com uma erecção incrível, ao ponto de doer. Retribuí o beijo com sofreguidão, ao mesmo tempo que as minhas mãos acariciavam os seus ombros, depois os braços… o lençol de banho acabou por descair e os seus seios ficaram visíveis. Acariciei-os com ambas as mãos. Sentia muita vontade de estar com ela, o meu coração batia a um ritmo avassalador, a minha respiração era ofegante, como se estivesse numa enorme corrida. Notei o mesmo da parte dela, uma respiração ofegante e uns pequenos gemidos à medida que as minhas mãos exploravam o seu corpo. Sentia-me imensamente feliz e com vontade de seguir em frente, de ir mais além, e deixei uma mão deslizar para o meio das suas pernas. Ela gemeu. Fiquei surpreendido por esta sua reacção, bem pelo facto de senti-la extremamente húmida e quente, entre as pernas, por baixo dos pelos púbicos. Ela agarrou o meu membro por cima dos calções e ficámos assim por uma eternidade, agarrados um ao outro, a acariciarmo-nos, mesmo que essa eternidade tenha passado nuns brevíssimos minutos, que pareceram anos. Fizémos uma pausa após ela ter dado um gemido mais alto e ter revirado os seus olhos. Imaginei que estivesse a ter imenso prazer e eu tinha vontade de avançar, de fazer com ela como tinha visto fazer naquelas revistas que os rapazes vêem nos colégios, nos intervalos das aulas. Tinha a teoria e queria iniciar-me na prática. Ela afastou-me devagar do seu corpo, agarrou no lençol de banho e cobriu-se novamente e ficou uns largos momentos a olhar para mim. Eu não sabia se havia de sentir vergonha ou orgulho pelo estado de excitação que ostentava por baixo dos calções. Por fim ela disse:

- Gosto muito de ti, Alexandre.

- E eu de ti, Madalena.

- Estávamos prestes a dar um passo muito importante e julgo que ainda não estamos preparados para o fazer.

- Porque não haveremos de estar preparados?

- Ora, porque nenhum de nós ainda deu esse passo.

- Sim, mas sabemos o que é preciso.

- Pois sabemos, mas não passámos dessa barreira.

- Tens razão – E ela começou a vestir-se. Acompanhei visualmente todos os movimentos que ela fazia. Foi uma oportunidade única para poder observar todos os contornos do seu belo corpo feminino que muito desejo me provocava. Quando acabou de se vestir, aproximou-se de mim, olhou-me nos olhos e beijou-me nos lábios. Fiquei novamente surpreendido, como se tivesse sido o nosso primeiro beijo.

- Vamos ter com a tua mãe?

- Vamos – E saímos porta fora. A minha mãe estava no jardim e estava acompanhada. Assim que me viu disse:

- Alexandre, chega aqui, por favor – Sem lhe dizer nada, aproximei-me da mesa onde ela se encontrava sentada, no jardim. A seu lado estava uma bela mulher com os seus trinta anos de idade. Tinha formas voluptuosas, era loira e tenho uns olhos azuis que eram no mínimo magnéticos.

- Apresento-te a professora Paula.

- Muito gosto, senhora professora – E aproximei-me para lhe dar dois beijinhos. Gostei bastante do seu perfume, o qual se introduziu imediatamente nas minhas narinas, resultando numa experiência muito agradável. Nunca tinha sentido este aroma, mas gostei bastante. Após nos cumprimentarmos, a professora disse:

- Que belo rapaz, Natércia.

- Obrigado, professora Paula – respondi eu, meio envergonhado com o descaramento das palavras da Paula e pela forma como ela me observava, de alto a baixo.

- Trata-me só por Paula, Alexandre. Deixa lá a professora na escola.

- Certamente, Paula – respondi, esboçando um sorriso em resposta ao dela.

- Madalena, venha conhecer a professora Paula – a Madalena, que tinha ficado um pouco atrás, avançou na direcção da Paula e cumprimentou-a também com dois beijinhos.

- A Madalena é filha de um casal amigo e é excelente aluna. Passou com distinção, ao contrário do Alexandre, que parece preferir andar a brincar lá pelo colégio, em lugar de estudar… - disse a minha mãe. Senti-me comprometido e meio envergonhado por causa desta atitude, mas fiz por não deixar que tal se notasse.

- A Paula janta connosco. Por falar nisso, vamos jantar? – Todos nós anuímos afirmativamente e lá entrámos para a sala de refeições. O jantar foi servido e mantivemos uma conversa informal, sobre diversas banalidades, até que a minha mãe voltou à carga:

- A Paula é professora de matemática. Talvez tenha tempo para dar umas explicações ao Alexandre, não? – A Paula pareceu surpreendida com o pedido disfarçado da minha mãe, mas anuiu afirmativamente e disse:

- Claro que sim. Podemos começar amanhã.

- Mas, mãe…

- Não há mas, Alexandre. Pago um balúrdio para andares naquele colégio e não quero passar a vergonha de te ver a perder um ano.

- Está bem, mãe – lá fui forçado a dizer.

- Então amanhã após o almoço podes por lá passar – disse a Paula.

- Então e a Madalena? – Perguntei eu. Ela fulminou-me com o olhar, enquanto a minha mãe respondia:

- A Madalena, como é uma excelente aluna, não necessita de explicações, pelo que poderá ficar aqui por casa, á sua vontade.

- Ok, então amanhã lá estarei – E o resto do jantar decorreu sem qualquer situação digna de registo, até que tivemos indicação de que poderíamos abandonar a mesa. Eu e a Mafalda fomos para o seu quarto, onde conversámos mais um bocadinho:

- Mafalda, não queres namorar comigo?

- Tem calma, Alexandre. Mal demos uns beijinhos e já queres namoro?

- Sim, quero. Quero que saibas que não me és indiferente.

- Como assim?

- Ora, não me és indiferente….

- Sim, mas que queres dizer com isso? – E ela estava com uma expressão meio divertida, que me fez corar um pouco.

- Pronto, gosto de ti!

- A sério?

- Sim, Mafalda.

- Vou pensar no teu caso – e fitou um ponto não definido na parede, parecendo ter começado a pensar em alguma coisa. Aproveitei, aproximei-me dela e dei-lhe um beijo na face. Ela sorriu, olhou para mim e retribuiu com um beijo na boca – Tudo está bem encaminhado, pensei. Tenho é que conquistá-la, por forma a conseguir ter algo mais sério com ela. Não posso terminar estas férias virgem. Ficámos no seu quarto mais umas duas horas, a namoriscar e a falar de trivialidades, a brincar e a rir. Coisas próprias de miúdos com 15 anos de idade.

Quando fui para a cama foi-me difícil conciliar o sono, vindo-me à memória, como que instantâneos de momentos passados com a Mafalda, de partes do seu corpo. Senti-me cheio de desejo por ela e por várias vezes tive a tentação de sair do quarto e ir ter com ela. Finalmente lá consegui adormecer.

No outro dia, após o pequeno almoço, lá fomos até á piscina e fizemos as nossas brincadeiras habituais, mais o novo ritual de espalhar protector solar pelo seu corpo, que desta vez já foi feito com alguma malícia. Ela aparentava gostar dessa postura da minha parte, de tomar a iniciativa. Pelo menos sorria de forma voluptuosa quando olhava para mim. Eu é que já tinha uma enorme dificuldade para esconder as minhas erecções por baixo do fino tecido dos meus calções, situações estas que não eram alheias à Mafalda, que olhava com uma expressão gulosa para o meu membro.

A manhã lá se passou, almoçámos os 3 (o meu pai anda pelo estrangeiro, nos seus negócios), eu não abordei o assunto para ver se o mesmo passava despercebido, mas a minha mãe não se esqueceu e, no final do almoço disse:

- Alexandre, em cima da mesa do hall de entrada está lá um envelope com a morada da professora Paula. Faz lá o favor de vestires umas calças e uma camisa, apanhar um táxi e ir à explicação.

- Sim, mãe – com uma expressão que dava bem a entender o quanto estava entediado com esta solução. Fui mudar de roupa, coloquei um pouco de água de colónia (para impressionar positivamente), chamei um táxi e quando este chegou, meti-me a caminho. No trajecto pensei nas formas desta bonita professora e dei por mim a concluir que até sou um gajo sortudo, sempre rodeado de mulheres bonitas. Quando cheguei à morada indicada, paguei ao taxista e toquei à campainha. Tratava-se de uma moradia. A Paula apareceu à porta. Vinha com uma camisa de dormir praticamente toda transparente, a qual deixava ver bem as suas curvas. Pensei que afinal as explicações de matemática até que podem vir a tornar-se interessantes. Entrei em casa e segui-a. Fomos para uma sala bastante iluminada, pelo facto de ter umas enormes janelas em vidro que davam para o jardim. Sentámo-nos à mesa e imediatamente reparei que o tampo da mesma era de vidro, o que me permitia ir acompanhando visualmente a parte inferior do corpo da Paula, a qual era perfeitamente visível, até o facto de não ter roupa interior.

Começámos a fazer exercícios vários sobre diversas matérias e ela certamente que se terá

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apercebido que de vez em quando não era propriamente para o papel que eu estava a olhar. As mulheres não fazem nada por acaso e quando mostram é unicamente porque o querem fazer. Eram assim duas lições que eu estava a apreender ao mesmo tempo, uma de matemática e uma outra, sobre comportamento feminino. A dado ponto, ela arrumou o caderno e disse que já tínhamos tido uma boa sessão hoje, mas não se mostrou com intenções de me conduzir imediatamente à porta de casa. Em vez disso começou a falar comigo:

- Ora diz-me lá, Alexandre, já tens namorada?

- Não, Paula, infelizmente ainda não tenho-

- Olha que reparei que a rapariga que está lá em casa convosco é muito gira.

- De facto é, sim.

- Ela daria uma excelente namorada para ti, rapaz – E enquanto conversava comigo, ia entreabrindo as suas pernas. Eu já estava num estado lastimável, dada a visão que me era oferecida, das suas coxas e do seu sexo. Estava com uma erecção incrível, a qual já era completamente impossível de disfarçar, mesmo com um cruzar de pernas muito apertado. Ela estendeu uma mão por baixo da mesa e colocou-a em cima do vulto que empurrava o tecido das minhas calças. Eu já transpirava e ela continuou:

- Então mas porque não namoras aquela linda rapariga?

- Ehh.. eu.. bem… eu não tenho assim muita experiência…

- Pois bem, nunca estiveste com uma mulher?

- Não estive não…

- Vamos ter que resolver isso, ao mesmo tempo que recuperamos a matemática. Eu explico tudo – e ao mesmo tempo que esboçava um sorriso malandro, agarrou-me o membro com força. Eu já não tinha posição para estar e ela, ao mesmo tempo que me dizia o que estava a fazer, abriu-me a braguilha e libertou o meu muito tumefacto membro que se ergueu das calças agora abertas, como se tivesse sido impulsionado por uma mola. Ela começou a masajá-lo com um movimento constante para cima e para baixo e, a dado momento ajoelhou-se e colocou-o na sua boca. Nunca tinha imaginado aquela sensação, húmida e quente, com a língua a mexer-se por baixo do pénis, enquanto os seus lábios o apertavam num movimento de vai-vem. O meu coração cavalgava acelerado que nem um cavalo selvagem e senti algo que nunca antes havia sentido. De repente, não consegui suster-me e senti-me a esvaziar todo o meu poder dentro da sua boca, ao mesmo tempo que me faltava o ar e quase caía desmaiado no chão. Ela limpou-se à camisa de noite, voltou a sentar-se na cadeira, olhou para mim e disse:

- Alexandre, como tua primeira lição, hoje tiveste um orgasmo, vieste-te, expeliste sémen para dentro da minha boca, mas aguentaste muito pouco. Amanhã, quando acordares, masturba-te, acaricia-te até teres um orgasmo.

- Para quê?

- Dessa forma, se tiveres um encontro sexual, irás resistir muito mais tempo sem teres um orgasmo.

- Então mas o objectivo não é mesmo esse, de ter um orgasmo?

- É, sim, mas quanto mais tempo conseguires retardar o teu orgasmo, mais possibilidade terás de poder providenciar um orgasmo à mulher com quem tu estejas.

- Ok, já percebi.

- Então vá lá, rapaz. Amanhã quero-te aqui à mesma hora, para continuarmos o nosso estudo – E deu-me um beijo na boca. Depois levantou-se e encaminhou-me à porta, despedindo-se de forma normal, com dois beijinhos.

Fui o caminho todo a pensar no que tinha acontecido nesta tarde e no maravilhoso que se encerra numa nova descoberta. Nunca em tempo algum imaginei que pudesse vir a ter tanto prazer como o que tinha experimentado hoje, e daquela forma pouco ortodoxa para mim. Julgava que o homem só tinha prazer na vagina da mulher. Havia tanta coisa que eu não imaginava…

Ao jantar, sentia-me alheado, ainda a pensar na tarde tão bem passada com a Paula e a minha mãe e a Mafalda tiveram que se esforçar um pouco mais que o normal para captarem a minha atenção. Disse-lhes que estava cansado, após a explicação de matemática e após a minha mãe me ter questionado nesse sentido, disse-lhe que a professora Paula me daria nova explicação no dia seguinte, o que a deixou bastante contente. Mal imaginava ela o que a sua amiga andava a fazer ao seu filho, e tive vontade de rir, com o orgulho da nova experiência adquirida estampado no rosto.

Após o jantar apareci novamente no quarto da Mafalda. Ela parecia-me cada vez mais bonita, com a tonalidade bronzeada que estava a ganhar. Disse-lhe:

- Olha, tive saudades tuas.

- A sério? Não acredito

- A sério, Mafalda.

- És um mentiroso. Estás apenas a dizer isso por interesse.

- Nada disso. É a mais pura das verdades.

- Ok. Olha, e que tal correu a explicação de matemática?

- Correu bastante bem.

- Foi? A sério?

- Sim, a sério.

- Sabes, tu tens ar de gostar um pouco de tudo, mas a matemática não parece ser uma das muitas coisas pelo que te consegues interessar.

- Dizes tu. Conheces-me pior do que tu imaginas.

- Ou conheço melhor do que tu imaginas… - e neste momento demos um beijo nos lábios, o qual teve o condão de voltar a despertar em mim vontades que estavam meio adormecidas, após a tarde maravilhosa por que tinha passado. As nossas mãos percorreram o corpo um do outro e fiquei novamente com a impressão que a Mafalda tinha atingido um patamar elevado de prazer.

Acabei por ir para o meu quarto, onde ouvi um pouco de música enquanto pensava em tudo o que tinha acontecido durante o dia e enquanto não conseguia conciliar o sono. Tinha sido muita emoção para um dia só…

No outro dia repetimos o mesmo programa e acabámos na piscina após o pequeno almoço. Espalhei novamente o protector solar no corpo da Mafalda e brinquei um pouco com ela, ao mesmo tempo que sentia vontade de ir ter novamente com a professora.

Após o almoço lá apanhei o táxi e dirigi-me à casa da Paula. Lá tive mais uma aula de explicação de matemática e outra aula sexual. Desta vez já ía preparado e consegui reter o meu orgasmo por muito mais tempo, o que bastante alegrou a Paula, que se orgulhou duplamente dos seus dotes de pedagoga.

Os dias sucederam-se e em todos eles aprofundava as minhas práticas com a Paula, ao ponto de já ter uma proficiência considerável nas lides sexuais. Ao mesmo tempo, sentia-me a entrosar cada vez mais com a Mafalda e sabia que mais dia menos dia iriamos dar o grande passo. Já tinha ensaiado várias vezes com a Paula e já sabia exactamente aquilo que deveria fazer e até aquilo que não deveria fazer.

Certa noite, por não conseguir dormir, resolvi voltar ao quarto da Mafalda. Curiosamente ela ainda não estava a dormir, pelo que entrei e sentei-me na sua cama.

- Então, Mafalda, aceitas ou não namorar comigo? – perguntei-lhe.

- Hummm… deixa-me pensar.

- Vá lá, rapariga.

- Mas tu ainda és um jovem inexperiente.

- Pois sou, mas juntos poderemos descobrir muita coisa.

- Ai sim? E se corre mal?

- Não corre nada mal, garanto-te – e neste momento abracei-a e dei-lhe um faustoso beijo nos lábios, o qual nos incendiou de imediato. As nossas mãos correram ávidas para o corpo um do outro, começando imediatamente a tarefa de explorar, de conferir prazer. Aproveitei e despi-me. Foi a primeira vez que a Mafalda me viu assim, à sua frente, com o meu membro entumescido pela antecipação do prazer que lhe iria dar e roubar ao mesmo tempo. Comecei a despi-la e ela não ofereceu resistência. Beijei-lhe e mordisquei as suas orelhas, o seu pescoço, o seu queixo, desci para

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os seus seios que pareciam peras rijas. Lambi e mordisquei os seus mamilos e senti as nossas respirações a ficar ofegantes. Ela gemia de prazer com as minhas carícias. O meu coração parecia querer saltar do peito, tal era a velocidade veloz a que batia. Por fim retirei-lhe os calções do pijama e pude, pela primeira vez, ver a sua rachinha, por baixo de um tufozinho de pelos. Coloquei o meu saber em prática e comecei a lambê-la. Não tardou muito para que ela se começasse a contorcer com prazer e a gemer muito mais alto, até que explodiu num violento orgasmo, uma, outra e ainda outra vez. Estávamos ofegantes quando eu comecei a colocar-me em cima dela. Disse-lhe que gostava muito dela, que estava apaixonado por ela, enquanto ela abria as suas pernas e se sujeitava ao inevitável. Entrei bastante devagar dentro dela e assim que a glande estava no seu interior, senti que algo se havia aberto de par em par. Comecei a movimentar-me devagar, para dentro e fora dela. Ela apertava-me os braços, as costas, o pescoço. Continuei o meu movimento, sentido uma vontade imensa de explodir, de me vir abundantemente, mas tendo aprendido a refrear este desejo, aguentei bastante tempo, pelo menos até que ela soltasse um pequeno grito e a sua vagina começasse a apertar, em convulsões, o meu pénis. Deixei-me ir e explodi dentro dela. Tínhamos tido a nossa primeira relação sexual e tinha sido verdadeiramente mágico. Ficámos ofegantes, deitados lado a lado e assim que recuperámos o fôlego, ela disse-me:

- Sim, querido, aceito namorar contigo…  

Devaneios Profissionais III

Chegados ao trabalho, tomámos café juntos e depois foi cada um para os seus afazeres. Levámos uma semana tranquila, com interacções minimamente aceitáveis e sem grandes exageros. No início da semana seguinte, fui chamado ao gabinete. Para além da Carina, estava lá uma outra senhora, sentada na cadeira de frente para a secretária.

- Que deseja, Dra. Carina? – Pus um ar formal para não dar a entender a ninguém que tínhamos muita informalidade entre nós.

- Olha, Alexandre. Está aqui a Dra. Celeste, responsável dos Recursos Humanos. Já a conhecias?

- Bom dia, Dra. Celeste. Já nos tínhamos cruzado, mas ainda não tinha tido a oportunidade de a conhecer. – E avancei para a Dra. Celeste e dei-lhe um aperto de mão, que ela retribuiu com um sorriso. Tratava-se de uma senhora dos seus quarenta e poucos anos de idade, loira e de formas meio opulentas, mas extremamente sexy.

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Era particularmente bela, com um nariz meio empinado, olhos azuis e umas grandes pestanas, que lhe conferiam uma enorme beleza.

- Chega aqui, Alexandre – Disse a Carina. Desloquei-me até junto da secretária. Ela levantou-se e chegou bastante próximo de mim.

- Estava aqui a falar com a Dra. Celeste e decidimos fazer-te uma prova.

- Uma prova?

- Sim, Alexandre. Queremos saber o quanto estás interessado em trabalhar connosco.

- O meu interesse é total, Dra. Carina.

- Quer então dizer que te poderemos colocar à prova…

- Sim, claro que sim. Mas também penso que não será necessária nenhuma prova – Comecei a ver a vida a andar para trás. Que raio tinham estas duas malucas pensado para me fazerem? Sempre tenho cumprido com as minhas responsabilidades…

- Mas estás ou não disposto a ser colocado a toda a prova? – Questionou a Carina, de uma forma mais intensa. Ela e a outra doutora mantinham uma troca de olhares que denotava uma elevada cumplicidade. Pensei nas minhas alternativas e na altura, caso me negasse ao que esta maluca me estava prestes a fazer, que eu não fazia a mínima ideia do que fosse, certamente passaria a ser mais uma persona non grata  que muito rapidamente seria substituído e me tornaria substituível em toda e qualquer função. Como sabia que estava cheio de telhados de vidro, principalmente por me ter envolvido com a Carina, não tinha alternativa senão em alinhar no jogo, mesmo sem saber as regras para jogar o mesmo.

- Claro que sim. Vamos a isso!

- Foste tu mesmo que disseste, recorda-te disso! – E avançou na minha direcção. Olhando para a outra doutora começou por passar uma mão pelos meus ombros, desceu pelo peito, barriga e zás, agarrou o meu membro por cima das calças. Instintivamente dei um pequeno salto. Ela olhou-me nos olhos, colocando um dedo sobre a minha boca e disse:

- Este rapazinho está bem abonado, ó Celeste.

- Já o levaste ao castigo, aposto…

- Ora, que estavas tu à espera? – E, acto contínuo, libertou o meu membro de dentro das calças, agarrando-o com vigor.

- Somente nunca o provei, algo que vou resolver mesmo agora – E, colocando-se de joelhos, abocanhou o meu membro e começou a fazer um penilingus com todo o preceito. Já a dra. Celeste estava de pernas abertas, acariciando os seus fartos peitos com uma mão, enquanto a outra se passeava por cima das suas cuecas brancas.

- Que visão maravilhosa, Carina. Acho que vou ter que provar um pouco disso… - Sentia-me completamente usado por aquelas duas, uma mera peça de carne com um falo. A outra levantou-se da cadeira e ajoelhou-se junto da Carina. Também ela queria um pouco de mim e começaram as duas a masturbar-me com as suas bocas ávidas de sexo. Eu, como seria de imaginar, já estava com um grau de excitação extremo.

De repente, a Carina colocou-se de pé, deu-me um beijo e disse:

- Vais ser bonzinho, não vais, Alexandre? – Ao que eu anuí afirmativamente com um movimento de cabeça. A Carina, num movimento súbito afastou os objectos que se encontravam em cima da sua secretária e, agarrando a Celeste pelo braço, indicou-lhe a secretária, onde esta acabou por se deitar. A Carina arrancou-lhe as cuecas com uma força extrema e, agarrando-me pelo membro, conduziu-me até à vagina da sua companheira de aventura. Ela estava tão lubrificada que não custou rigorosamente nada a entrar. Iniciei um movimento de vai-vem enquanto a Carina massajava as mamas da Celeste, que gemia bastante alto, tal era o nível de excitação e de prazer a que estava a ser sujeita por toda aquela situação. Agarrei as suas pernas com força e continuei a trabalhá-la, até que o expectável orgasmo veio e fez com que a Celeste desse um pequeno gritinho e arqueasse as costas. Imediatamente a Carina veio colocar-se à minha frente, ajoelhada e voltou a meter o meu membro na sua boca, enquanto o manipulava com uma mão. Não consegui aguentar por muito tempo. Agarrei-a pelos cabelos enquanto explodia na sua boca. A coisa foi de tal modo intensa que tive que me sentar numa cadeira, até me recompor.

Entreolhámo-nos os três e todos nós tínhamos um sorriso na face. Foi a Celeste que interrompeu o silêncio que se fez sentir:

- Bem, parece-me que o rapaz leva jeito…

- Leva, não leva?

- Leva, pois! Excelente escolha, Carina – E enquanto olhavam ambas para mim, enquanto se arranjavam, a Celeste prosseguiu:

- Temos rapaz para subir na hierarquia – E ambas deram uma gargalhada, ficando eu completamente ignorante do que elas estariam a pensar. Estava feito. Agora era eu que me teria que vergar, e a duas tipas, em lugar de ser apenas a uma. Que será que me teriam destinado?

Devaneios Profissionais II

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No dia seguinte fui chamado novamente ao seu gabinete. A forma de me tratar alterou-se substancialmente. Com as paredes da sua sala como testemunhas, lá me lançava um “querido isto” e “querido aquilo”. O que fui eu fazer? Pensei para mim e decidi-me por alinhar no jogo, mas de forma passiva. Estava farto de saber que, caso o nosso caso amoroso corresse mal, tal iria repercutir-se na relação de trabalho, o que eu estava longe de desejar pois estava bastante contente com o meu trabalho.

- Que costumas fazer fora do horário de trabalho, querido? – perguntou-me.

- Gosto muito de chegar a casa e ouvir um bocado de música e beber qualquer coisa enquanto vou até ao computador. E tu?

- Já sabes como é, coisas de mulher, escolher a roupa para ir para a lavandaria, arrumar a que entretanto fui buscar, ler um bom livro…

- Parece-me interessante.

- Nem sempre. Gostaria de poder chegar a casa e não ter que fazer rigorosamente nada.

- Mas, não tens um companheiro?

- Tenho sim, uma pessoa… mas vivemos em casas separadas. E tu?

- Comigo é igual. Tenho uma pessoa mas também vive cada um na sua casa.

- Que interessante…

- Pois é, de facto. Consigo preservar o meu espaço…

- Também assim penso, apesar de…

- Apesar de…

- Apesar de já sentir a necessidade de avançar, de assentar.

- Compreendo. Já tive uma fase assim, mas passou-me.

- Não sentes a necessidade de partilhar o teu espaço, as tuas coisas com alguém?

- Actualmente não. Quando é para se namorar namora-se. Quando é só para estar pelo lar, está-se…

- Hummm… de certeza?

- Absoluta, menina.

- Gostei desse teu “menina” – Sorri para ela e ela devolveu-me um sorriso malandreco, o qual não sei se me faz bem se faz mal. Que loucura foi esta que tu foste arranjar, ó Alexandre? Bolas, pá! Com tanta gaja tinhas logo que saltar para cima da tua chefe… - Deixa-me nas nuvens, sabias?

- Ainda bem – E sorri-lhe novamente.

- Olha, porque não vamos jantar? Tens alguma coisa planeada?

- Não tenho nada planeado, e tu?

- Não. Quando acabar isto, saímos, ok?

- Combinado. – E saí do gabinete. Quando me dirigia para a minha sala, não deixei de pensar que era terrena pantanoso, o que eu estava agora a pisar cheio de confiança. Que se lixe, só se vive uma vez. Vai correr tudo bem.

Ao final da tarde, ela entrou na minha sala e de forma despreocupada perguntou:

- Então, vamos?

- Vamos, pois. Deixa-me só desligar aqui o PC – E lá fomos. No elevador, mantivemo-nos em silêncio, mas não deixámos de olhar um para o outro de forma cúmplice, como se estivéssemos prestes a colocar em prática um elaborado plano de assalto. Fomos para a garagem, onde ela tinha o carro e chegados ao mesmo, ela passou-me as chaves para mão:

- Conduz, ok?

- Eu não me importo de conduzir, mas não sei bem para onde vamos.

- Não te preocupes, que eu ensino-te o caminho – E deu-me um beijo nos lábios. A mulher está mesmo embeiçada, pensei, enquanto entrava no carro e colocava o mesmo em funcionamento. Arrancámos e seguimos pela cidade fora, com as indicações dela. Acabámos por parar frente a um edifício do início do Séc. XX. Da porta veio um sujeito que, para além de me abrir a porta, prontificou-se para ir arranjar um lugar para estacionar o carro. Entrámos no edifício, subimos ao primeiro andar, através de uma larga escadaria com tapete ao longo dos degraus em pedra e eu já estava a pensar para mim em quanto me iria custar esta aventura quando um indivíduo, vestido de fato escuro e lacinho nos cumprimentou e levou até uma pequena sala onde se encontrava apenas uma mesa. Ela tinha telefonado para cá a marcar, de certeza, ou então é cliente assídua da casa. Comecei a ganhar mais respeito por esta mulher de quem, afinal, não sabia rigorosamente nada.

Sentámo-nos frente a frente, fizemos os nossos pedidos da extensa carta e ficámos a aguardar. Ela sorriu e disse:

- Há muito tempo que aguardava por este momento…

- A sério?

- Sim, a sério. Nós fizemos tudo ao contrário…

- Tudo ao contrário?

- Sim, primeiro fizemos amor e só depois é que viemos jantar juntos.

- Eu diria que são contingências…

- Boas contingências, então…

- Olha, e o teu companheiro?

- Ele está por fora, no estrangeiro…

- Ah, muito bem.

- E a tua companheira?

- Está na casa dela.

- Pois deixa-a estar que está muito bem – Dava para inferir da conversa que esta seria apenas uma aventura. Espero não ser cuspido fora como o caroço de um pêssego quando ela se fartar de me comer, não pude deixar de pensar. Entretanto chegaram os pedidos e iniciámos a refeição, acompanhada de um tinto muito bom que me arrisquei a pedir. Já que é para fazer sangue com o preço do jantar, venha mais qualquer coisa. Até ao final do mês terei muito tempo para me queixar deste jantar.

Acabámos o prato principal e, durante uma amena conversa, ela disse, de repente:

- Ó meu Deus, perdi o brinco direito Será que caiu para o chão? – Como cavalheiro que sempre fui, prontifiquei-me para esquadrinhar cada centímetro do chão à procura do dito brinco.

- Eu vou ver se o encontro! – E, após ter colocado o guardanapo em cima da mesa, lá mergulhei debaixo da mesa. Foi a primeira vez que observei as pernas dela assim tão de perto, o que transformou a experiência em algo de pessoal. Como se ela estivesse a ler o meu pensamento, (aliás, só podia mesmo), entreabriu as pernas mostrando-me toda a glória da sua feminidade, mesmo no lusco fusco que se encontrava debaixo da mesa. Agarrei no brinco que brilhava junto ao um dos seus sapatos, coloquei-o no bolso da minha camisa e não resisti a percorrer com a minha língua pela sua perna, desde o pé até ao joelho. Mesmo debaixo da mesa consegui ouvir o seu longo suspiro. Ela ergueu a perna e tocou-me com o sapato.

Resolvi emergir de debaixo da mesa, antes que as coisas se descontrolassem. Dirigi-me junto dela, e coloquei o brinco em cima da mesa. Os nossos olhos quase se acariciavam mutuamente, tal era a intensidade do nosso olhar…

- Obrigado, querido. Tinha a certeza que encontrarias o meu material, tal como eu consigo encontrar o teu – e dito isto, passou com uma mão por cima do enorme volume que podia ser visto debaixo das minhas calças.

O resto do jantar passou-se literalmente a correr, na medida da ânsia selvagem que tínhamos um pelo outro. Até o empregado terá ficado a pensar que não gostámos de algo, pela pressa com que pedimos a conta e desaparecemos daquele espaço.

À saída já se encontrava o carro dela em frente da porta. Entrámos e ela arrancou, fazendo escorregar com ruído as rodas no asfalto. A pressa transformara-se em emergência de estarmos juntos. Enquanto acelerava pelas ruas da cidade, deu-me um lascivo beijo nos lábios, que teve o condão de colocar o sangue a ferver nas veias, com o misto de antecipação do prazer e do perigo que representava aquele acto tresloucado enquanto ela conduzia de forma frenética.

Chegados à vivenda onde ela vivia, ela estacionou o carro na rua, desligou o motor e disse:

- Anda, segue-me! – Como é claro, obedeci e segui-a. Quem a visse a entrar em casa, imaginaria que estaria aflita por utilizar a casa de banho…

Mal entrámos em casa, envolvemo-nos num fortíssimo abraço, no qual os nossos corpos doíam de fome um pelo outro. As roupas foram arrancadas uma a uma, fazendo montes desajeitados pelo chão do hall de entrada e da sala, enquanto nos beijávamos sofregamente. Empurrei-a para cima do sofá e comecei a chupar-lhe os mamilos, enquanto as nossas mãos frenéticas analisavam com vontade todos os recantos dos corpos um do outro. Rapidamente desci para a sua barriga, que beijei, indo a descer, em direcção ao seu graal, o monte de vénus e assim que o beijei, sentia-a a abrir ainda mais as suas pernas, oferecendo-me a vista maravilhosa do seu sexo devidamente depilado.

Beijei os grandes lábios, deixando a minha língua fazer-se notar com a sua humidade e temperatura. Senti-a a latejar. Ela tinha tido um orgasmo somente com a antecipação do que se iria seguir. Decidi mesmo assim avançar, sem a deixar recuperar o fôlego e mergulhei a minha língua dentro dela, que nesta fase estava completamente inundada pelos seus sucos. Tilintei o seu clitóris com a ponta da minha língua, enquanto mergulhava um dedo dentro dela, esfregando a parte de cima, rugosa, do interior da sua vagina. Não demorou muito que ela explodisse novamente, tendo começado também aos gritos, tal era o prazer que estava a sentir. Eramos dois animais selvagens que se encontravam numa refrega após anos enjaulados. Levantei-me do chão, rodei-a, de forma a ela ficar voltada para as costas do sofá e penetrei-a assim. Ela ainda não tinha acabado de se recompor do enorme orgasmo que havia sentido e já gemia intensamente de prazer, enquanto eu executava a minha dança de vai vem com os meus quadris e com o meu membro dentro dela. Não durou muito tempo até explodirmos os dois num violento orgasmo, tendo eu caído extenuado para cima dela. Ficámos assim durante largos momentos, até recuperarmos a respiração. Tinha sido uma experiência fantástica.

Sentei-me no sofá, exausto, enquanto ela se levantou. Vasculhou as coisas que havíamos deixado cair no chão e regressou com um maço de cigarros na mão. Acendeu dois cigarros e deu-me um. Fumámos em silêncio. Foi ela que interrompeu:

- Queres tomar alguma coisa?

- Aceito um wiskie, querida. – Ela levantou-se e serviu dois copos. Regressou para perto de mim e sentou-se no sofá, dando-me um copo.

- Então e agora? – Perguntei.

- Agora continuamos a nossa vida de forma descontraída.

- E conseguiremos?

- Não me digas que não consegues dar umas quecas sem te apaixonares.

- Claro que consigo.

- Então é mesmo isso que faremos.

- Ok, combinado. Gosto de ti.

- Eu também gosto de ti. Darás um excelente amante – E beijámo-nos languidamente. Naquela noite fiquei lá em casa, para o pequeno almoço e de manhã fomos juntos para o trabalho. Não sei bem o que acabara de iniciar, mas para já tinha sido mesmo muito bom…  

Devaneios profissionais I

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Após ter percorrido meia cidade e ter passado uns bons vinte minutos no café em frente, lá me resolvi por me deslocar para o edifício. Antes de atravessar a estrada, perdi uns quantos segundos a olhar de baixo acima aquele enorme bloco envidraçado, sede da empresa que me havia recrutado. No primeiro dia tinha a ideia de causar boa impressão e chegar um pouco antes da hora de entrada, por forma a tentar pelo menos conhecer um pouco os cantos à casa, antes de começar a trabalhar. Dirigi-me à recepção, onde me identifiquei e, tendo perguntado onde ficava o Gabinete de Mercados Externos, indicaram-me que ficava no décimo primeiro andar, no mesmo da Divisão de Relações Internacionais. Já se podiam ver umas quantas pessoas a entrar no edifício e o fluxo fazia-se em direcção aos elevadores. Acompanhei o mesmo, tendo apanhado um elevador para o andar que me haviam indicado. Ao chegar lá, reparei que tudo era vidro, tal como o exterior do edifício. Dirigi-me ao secretariado, tendo uma jovem elegante oferecido os seus préstimos, levando-me à minha sala, a qual era partilhada com um colega, que já lá se encontrava. Apresentei-me, e iniciámos a habitual conversa acerca dos objectivos de trabalho, o que estava a ser feito e o que iria ser feito, e aqueles assuntos normais para quem está novo num trabalho e quer inteirar-se do mais possível. Após cerca de duas horas, perguntei-lhe se havia alguma sala de fumo, tendo recebido a resposta que não. O pessoal normalmente ía à rua para esse fim. Resolvi ir fumar um cigarro, não sem antes ter dado uma volta pelo piso, o qual estava cheio de gente, a entrar e a saír das suas salas envidraçadas e ao fundo de um dos corredores, vi uma porta que dava acesso para uma das escadas do edifício. Resolvi tentar a minha sorte e fui até lá. Abri a porta que dava para o patamar e assim que lá cheguei, ouvi uma voz feminina. Olhei para a direita e estava uma bela rapariga morena, cabelos compridos, com um vestido curto, sentada nas escadas a fumar e a falar ao telefone. Pela sua voz dava para perceber que estava irritada. Apercebi-me do teor da conversa e tinha a ver com o seu companheiro. Discutiam por causa da aquisição de uma nova casa que ele havia decidido sem a consultar. Remeti-me ao meu silêncio e aos meus pensamentos, enquanto acendi o meu cigarro e pus-me a admirar a rua, lá em baixo e a normal movimentação que ocorria na mesma. Passados uns momentos, ouvi a sua voz, atrás de mim:

- Desculpe, tem um cigarro que me possa oferecer? – Olhei e era ela. Já havia desligado o telefone e estava com cara de poucos amigos, mas a fazer um esforço por ser gentil. Era o mínimo dos mínimos, já que me estava a pedir um cigarro.

- Claro que sim. – Disse-lhe, de resposta e avancei na sua direcção enquanto tirava o maço de cigarros do bolso da camisa e lho entregava. Ela retirou um cigarro do seu interior e devolveu-me o maço. Estiquei o meu braço direito na sua direcção e acendi o isqueiro. Ela agarrou o cabelo e aproximou a ponta do cigarro da chama que eu lhe oferecia. Por fim, olhou para mim e disse:

- Muito obrigada. – E, após ter dado uma grande passa no cigarro e expelido o fumo, olhou para mim e disse:

- Sou a Carina.

- Muito gosto, menina Carina. Sou o Alexandre. – E estendi a minha mão direita na sua direcção, a qual ela apertou, esboçando um sorriso simpático. A esta distância dava perfeitamente para ver os seus olhos negros, encimados por grandes pestanas, o que lhe conferia um ar de boneca muito apetecível. Sorri também na sua direcção e afastei-me uns dois passos. Nessa altura deu para, da forma mais despercebida que me foi possível, admirar as suas pernas, as quais pareciam ter sido desenhadas na tela de um grande artista. Eram roliças e deixavam-se ver desde os tornozelos até mais acima, onde terminavam as suas meias, já nas coxas, e mais acima ainda, onde já se vislumbrava o tecido acetinado da sua lingerie. Apesar de não estar propriamente de pernas abertas, era possível ver-se. Notei nesse momento que os seus olhos olhavam para os meus e terão interceptado a mirada que eu estava a tirar à sua roupa interior. Esboçou um sorriso maternal, como se tivesse acabado de assistir à traquinice feita por uma criança, e disse:

- Não me recordo de o ter visto por aqui.

- Pois não terá visto, não. Hoje é o meu primeiro dia.

- Então seja muito bem-vindo. Tenho a certeza que irá gostar.

- Acredito no que diz, pois já estou a gostar. – Ela sorriu, mas com um esgar meio malandreco, que lhe deu uma outra expressão completamente diferente à sua bela face, cada vez mais interessante. Deu mais duas passas no cigarro, apagou o que restava do mesmo no copo de café que tinha ao seu lado e esticou a sua mão direita na minha direcção, para que eu a auxiliasse a levantar-se do seu assento improvisado. Estendi a minha mão direita e puxei-a ligeiramente na minha direcção. Ela ajeitou o vestido, olhou para mim e disse:

- Havemos de nos ver mais vezes, Alexandre. Parece-me que somos os únicos fumadores neste piso. Até já. – E dito isto, abriu a porta de vidro e seguiu, corredor fora. Fiquei a observá-la enquanto se afastava, a admirar as suas maravilhosas pernas e a forma perfeita como meneava as ancas ao andar, o que lhe conferia um caminhar extremamente feminino, em cima daqueles sapatos de salto alto. Acabei por fazer uma retrospectiva destas primeiras horas no novo trabalho, enquanto acendia mais um cigarro e olhava novamente lá para fora, para a cidade que pulsava do lado de fora daquele edifício.

Regressado ao meu local de trabalho, continuei com a minha conversa com o meu colega de gabinete, a inteirar-me o máximo possível do trabalho, das aplicações informáticas e dos procedimentos em vigor.

Os dias passaram-se e ao fim de uma semana já me sentia perfeitamente integrado naquele novo trabalho, já conhecendo os meus objectivos e tendo missão atribuída. Já trabalhava a todo o vapor. Tinha-se passado todo este tempo e nunca mais tinha visto a Carina. Não dei importância a esse facto. Afinal, só a tinha visto uma única vez.

Ía regularmente ao patamar fumar um cigarro e era também este o meu escape do trabalho, a minha pausa higiénica que me fazia muito bem à mente, ao mesmo tempo que o tabaco fazia mal. Estava lá fora no patamar, envolto nos meus pensamentos quando a porta se abriu. Era a Carina.

- Bom dia, Alexandre.

- Bom dia Carina. Como tem passado?

- Bem, obrigado.

- Bons olhos a vejam. Julguei que havia desaparecido, como nunca mais a vi…

- Estive lá fora, na sede da empresa. – Disse, enquanto se sentava no degrau da escada e acendia um cigarro. Após algum tempo, reparei que ela olhava para mim com ar algo pensativo.

- Fale-me um pouco de si. Quem é o Alexandre?

- Sou um novo colaborador da empresa, mas não serei nenhuma arma secreta, pode estar descansada.

- Isso de armas secretas… Ui! Algumas são tão secretas que nem elas próprias sabem que o são. – E deu uma pequena gargalhada, motivada pelo que havia acabado de dizer. Ri-me também, pois achei engraçado o que ela tinha dito e gostei muito da sua forma de rir. O seu sorriso era contagiante. Fazendo um esforço sobre-humano para não ficar estrábico, consegui dar uma mirada às suas pernas maravilhosas, as quais cada vez me pareciam mais e mais apetecíveis. Lá estava aquela pequena nesga da roupa interior a desafiar os meus globos oculares a mirarem-na mais atentamente, o que se tornava uma verdadeira tentação. Mais uma vez fiquei com a certeza de que ela havia interceptado a minha mirada, tendo reagido da mesma maneira, com um sorriso e sem se mostrar envergonhada ou intimidada, nem tão pouco fazendo qualquer esforço por alterar a posição em que estava sentada, o que resultava em algo absolutamente sensual sem, no entanto ser vulgar. Conversámos mais um pouco, antes de seguir cada um para a sua sala. Nos dias seguintes lá nos fomos encontrando naquele espaço e desenvolvemos uma certa empatia um pelo outro, conversando bastante e ela sempre com aquelas lindas pernas expostas e sem se importar quando me apanhava inadvertidamente a olhar para elas.

Cerca de um mês depois, confidenciou-me que iria chefiar o Gabinete de Mercados Externos, ou seja, iria ser a minha chefe. Na altura fiquei mesmo sem saber se aquela seria uma boa ou uma má notícia, mas dei-lhe os meus parabéns e mostrei-me entusiasmado.

Andava contente com o facto de estar a dar-me bastante bem com a minha futura chefe, mas havia algo que me deixava pensativo. Quase todas as vezes que nos cruzamos no corredor, sinto uma das suas mãos a roçar a minha braguilha. Será coincidência? Só pode, pois apesar de nos darmos bastante bem, as nossas conversas nunca enveredaram para um plano mais íntimo.

Passada uma semana, recebemos a notícia de que tínhamos um novo chefe do Gabinete de Mercados Externos. Era ela que acabava de ascender a esta posição de liderança. A partir de agora iriamos ver-nos sem ser exclusivamente no vão das escadas a fumar. Iriamos trabalhar juntos, pensei. Não tardou muito até que chegou o momento de ser chamado ao seu gabinete. Era um espaço amplo, de enormes janelas, o que lhe conferia imensa luminosidade. A mesa de vidro, usada como secretária, era fora do usual mas extremamente agradável, particularmente quando a nossa linda chefe está sentada na mesma. A Carina demonstrou o seu profissionalismo por ter abordado apenas assuntos de trabalho, aos que eu fui respondendo, com os elementos de que dispunha. Reparei que estava sentada de pernas entreabertas, o que me facultava a visão da sua lingerie acetinada. Desta vez optei por dar a impressão de nem reparar nesse pormenor. Afinal seria extremamente complicado se desenvolvesse certo tipo de intimidades com a minha chefe directa.

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A dado momento, reparei, pela visão periférica que a Carina tinha aberto mais as pernas e acompanhou este movimento com os seus olhos inquiridores, fixados em mim, como que a avaliar se eu havia notado o gesto dela. Fingi não reparar e continuei a fazer a minha pequena dissertação sobre o assunto de trabalho que estava em discussão naquele momento. Ela pediu-me a confirmação de uns elementos sobre o mercado de Itália e tive que me ausentar, por forma a ir imprimir a informação para lha apresentar. Devo ter demorado uns dois minutos. Sentei-me frente a ela e reparei que as suas pernas já estavam unidas. Fiz por não ligar, enquanto lhe facultava a informação que ela me solicitou, até que ela disse:

- Agora temos aqui uma enorme diferença. – No imediato não percebi o que ela queria dizer nem o consegui relacionar com o assunto que estávamos a discutir, e ela prosseguiu:

- Temos aqui esta parte completamente exposta. – E entreabriu novamente as pernas. Pela minha visão periférica consegui aperceber-me de que havia uma certa diferença entre este momento e o tempo todo em que ela estava com as suas cuecas à mostra. Fiz por me aproximar mais da mesa, por forma a que ela me indicasse no papel qual era a diferença e, aproveitando o desvio dos seus olhos para o papel, tirei uma mirada rápida através do tampo de vido da mesa e reparei que já não tinha roupa interior. Respirei fundo. A coisa era mesmo a sério. Ela queria qualquer coisa comigo, apesar de nunca o ter dito em aberto. Aquilo que ela disse de forma inteligente fez todo o sentido para o que se passava debaixo da mesa e no assunto de trabalho que estávamos a debater. Mais uma vez não dei a entender que havia visto o que quer que fosse, o que fez com que ela abrisse ainda mais um pouco as suas pernas. Agora tinha mesmo a certeza absoluta?

- Estás a acompanhar-me, Alexandre? E olhou-me com um ar malandro, ao mesmo tempo que apontava para o papel.

- Estou, pois. – Agora também tinha a certeza que estava metido numa bela encrenca. A minha chefe! Porra! Respirei fundo e, sempre a olhá-la nos olhos, desafiei:

- E que tal se fossemos fumar um cigarro?

- Vamos. – E levantou-se da sua cadeira. Abri a porta, dando-lhe passagem. Quando ela passou por mim, senti de novo o roçar da sua mão na minha braguilha, mas agora de forma ostensiva, enquanto me olhava nos olhos. Fiquei imediatamente com uma enorme erecção. Aquela mulher era-me tudo menos indiferente, mas era a última mulher com quem eu me poderia envolver neste momento. Acompanhei-a até às escadas onde costumávamos fumar. Peguei-lhe numa mão e ela olhou para mim. As suas pupilas estavam dilatadas, Fiquei com a certeza absoluta, só pelo seu olhar, que me desejava e eu não lhe podia resistir. Arrastei-a escadas abaixo, descemos apenas dois lanços de escadas. Agarrei-a pelo pescoço e dei-lhe um beijo intenso, ao mesmo tempo que lhe amassava as mamas. Senti uma imensa voltagem que passava pelos nossos corpos em chamas e era chegado o momento de consumar tudo. Virei-a com brusquidão, tendo-a encostado com a cara na parede. Num ápice abri a minha braguilha e libertei o meu membro que já latejava. Ergui a sua saia e deslizei para dentro dela. Não eram dois humanos que ali estavam, mas sim dois animais irracionais com o cio. Comecei um movimento vai e vem com bastante intensidade e como ela começou a gemer muito alto, tive que lhe tapar a boca com força. Tudo foi violento, a cadência do acto e principalmente o enorme tsunami que coincidiu com o meu orgasmo. Deixámo-nos cair no chão, completamente ofegantes. Ela ainda gemia, fazendo pressão com as suas pernas, uma na outra. Fizemos por nos recompor e após termos ajeitado a roupa, subimos para o nosso patamar, onde fumámos um cigarro em absoluto silêncio. Assim que terminei o meu cigarro, sai daquele espaço sem lhe dirigir qualquer palavra, apenas um breve olhar, que a apanhou sentada no lanço de escadas, ainda de cigarro na mão e uma expressão cândida no seu semblante pensativo.

Vizinha indiscreta

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Era mais um fim de tarde de sexta-feira. Finalmente consegui entrar em casa. Vinha completamente exausto. Esta semana tinha sido extremamente exigente em termos de trabalho. Larguei as chaves e o telefone na mesa do hall de entrada, pousei a pasta no chão e dirigi-me ao quarto, ao mesmo tempo que ia desapertando a roupa. Precisava urgentemente de um banho, como se fosse possível a água lavar de mim todo o cansaço e tudo o que me incomodava relativamente aos acontecimentos da última semana.

Após um banho demorado, vesti um roupão, fui até à sala e coloquei no sistema hi-fi, um álbum de Diana Krall, alto e a bom som. Fui até à cozinha, escolhi uma garrafa de vinho tinto, sem me importar muito com o rótulo da mesma, abri a garrafa e despejei uma boa porção para o interior de um grande copo de balão e fui para a sala. Aterrei no conforto do sofá e, dando um grande trago no néctar que comigo trazia, deixei-me envolver pela semi-obscuridade que já se ia apoderando do que restava do dia. Estava entregue aos meus pensamentos quando me apercebi, por mero acaso que no prédio em frente, a luz de um apartamento que estava ao mesmo nível do meu 6º andar estava acesa e as cortinas estavam todas abertas. Comecei a pensar em quem poderia habitar aquele espaço e qual seriam as características da sua personalidade, para se permitir a ter as luzes acesas com as cortinas todas abertas. De repente, vi uma figura feminina a deslocar-se naquele espaço. Estava apenas de saia e soutien e aparentava ter alguma pressa, pois deslocava-se com velocidade de um lado para o outro. Comecei a segui-la com algum interesse, pois mesmo a esta distância era possível distinguir os seus traços, que me levavam a concluir tratar-se de uma mulher bela e de curvas generosas, com uma bela cabeleira ruiva. Vi que foi ao seu quarto, acendeu as luzes, mexeu numas gavetas e voltou a sair, tendo-se dirigido para um outro compartimento, que julguei tratar-se do quarto de banho. Olhei em meu redor e conclui que ela ou quem quer que seja jamais me veriam, dado o facto de eu estar às escuras no meu apartamento. Recostei-me mais confortavelmente no sofá, dei outro trago no copo de vinho e preparei-me para o que quer que seja que se seguisse do outro lado da rua, naquele apartamento. Passados uns minutos, ela saiu do quarto de banho, com um lençol de banho enrolado à cintura e com uma toalha a envolver a sua cabeça. Deu para constatar que aquela mulher era detentora de um magnífico par de seios, grandes e firmes, agora que estavam sem a clausura do soutien. Foi para o quarto e assim que chegou perto da cama, desenrolou o lençol de banho e acabou de se secar, mostrando-me de forma involuntária, o seu corpo em toda a sua glória. Confesso que me senti extremamente excitado, tanto pela belíssima fisionomia feminina que me era dada a ver, mas principalmente por estar a ter esta visão de forma furtiva. Senti-me como uma criança que descobre o acesso ao frasco dos rebuçados pela primeira vez. Continuei a observar o que se passava naquele apartamento. Após se ter secado, vestiu uma tanguinha branca, calçou umas meias brancas, até às coxas, colocou o soutien e começou a tratar do cabelo. Secou e penteou-o e de seguida vestiu um lindo vestido azul. Executou todas estas acções no mínimo de tempo possível, o que dava a entender que estaria com pressa para ir a algum lado, talvez um encontro. Saiu de casa e já não a voltei a ver nessa noite, até porque acabei por adormecer no sofá, exactamente onde me encontrava.

No outro dia de manhã, ao acordar, reparei que as cortinas estavam encerradas. Fui tomar um banho, vesti-me e saí de casa, para ir tomar o pequeno almoço na pastelaria do quarteirão. Passei pelo quiosque e comprei um jornal e um livro de sudokus, fumei um cigarro enquanto sentia na pele os primeiros raios de sol, naquele dia primaveril. Entrei na pastelaria e sentei-me na mesma mesa que costumava ocupar. Ficava ao fundo da sala, voltada para a entrada.

- Bom dia, Sr. Alexandre.

- Bom dia, menina Anabela. – Era a empregada mais bem disposta com quem já me havia cruzado. Era bonitinha e tinha sempre um sorriso pronto para toda a gente. Por vezes interrogava-me como seria possível estar sempre com alto astral, parecendo nunca ter dias menos bons no trabalho ou na sua vida pessoal.

- Que vai desejar hoje?

- Pode trazer-me um café e um pastel de nata.

- Trago já. – E desapareceu atrás do balcão a fim de satisfazer o meu pedido. Comecei a ler as letras gordas no jornal, talvez por não encontrar um artigo que me interessasse, até que a Anabela veio com o meu pedido. Agradeci e nesse momento vi-a a entrar na pastelaria. Olhei para o relógio, a fim de tentar identificar uma rotina. Eram 9 horas e cinco minutos. Ela sentou-se não muito longe de mim, pelo que foi possível sentir a sua fragância, a qual entrou de rompante nas minhas narinas. A esta curta distância era possível constatar que era extremamente bela, com grandes olhos azuis, sardas na face e um nariz que, mesmo sendo de proporções grandes, ficava extremamente bem naquele belo conjunto. Pude pela primeira vez ouvir a sua voz quando fez o seu pedido. Tinha um timbre de locutora de rádio. Fiquei encantado e dei por mim a olhar para ela, até que os nossos olhos se cruzaram. Como nesse momento não desviou o olhar, acabei por lhe acenar e dar os bons dias, a que ela retorquiu. Resolvi voltar ao meu jornal e passados uns 20 minutos ela saiu.

Durante a semana, nunca mais a vi no seu apartamento, uns dias porque eu cheguei demasiado tarde e outros porque as cortinas não se encontravam abertas. Só voltei a vê-la na manhã do sábado seguinte, na pastelaria e sensivelmente à mesma hora, pelo que o meu esforço por verificar a hora acabou por compensar. Assim que entrou no espaço, dirigiu-se para a mesa ao lado da minha e antes de sentar, deu-me os bons dias, tendo eu respondido, não sem esboçar um largo sorriso. Passados uns minutos, ouvi a sua voz:

- Desculpe, a sua cara não me é estranha. Mora aqui perto?

- Sim, moro aqui bastante perto. – Respondi. Não lhe ia dizer que sou o seu vizinho da frente e que gosto bastante de a ver passear-se por sua casa nua ou em trajes menores.

- Eu moro naquele prédio voltado a sul. – E apontou nessa direcção.

- Ai sim? Muito bem. Olhe, já agora, sou o Alexandre. – E levantei-me da cadeira e estendi a minha mão direita na sua direcção. Ela olhou para a mão e agarrou-a. Deu para notar quão singelas eram as suas mãos, com dedos finos e compridos.

- Muito gosto, sou a Isabel. – E sorriu. Aproveitei e perguntei-lhe, já que estava de pé:

- Importa-se que me sente à mesa consigo?

- De modo algum, faça favor. – E assim fiz. Ficámos uns largos segundos a sorrir enquanto os nossos olhos se cruzavam num olhar. Tinha que partir o gelo e dizer alguma coisa. O silêncio pode ser de ouro, mas nestas alturas pesa como o chumbo. Disse-lhe:

- Eu trabalho em investimentos, sou broker e negoceio em acções. E a Isabel, pode-se saber o que faz?

- Eu trabalho por conta própria. Tenho uma empresa de importação de joias.

- Não imaginava uma senhora a trabalhar nesse ramo.

- São outros tempos, estes que agora decorrem.

- Muito bem. E o negócio, está a correr bem?

- Não me posso queixar, em boa verdade.

- Óptimo. Isso são boas notícias. Então e tem muito trabalho?

- Algum. Porque pergunta?

- Apenas porque poderíamos almoçar juntos num destes dias. – Ela sorriu, parecendo ficar agradada com a ideia do almoço. Contudo, respondeu:

- Almoçar iria ser difícil, dado que ando normalmente em viagem pelo país e até no estrangeiro. – Não me sentindo rejeitado, e aproveitando a nega para almoço, insisti:

- Nesse caso teria que ser um jantar. Que diz?

- Seria uma excelente ideia. Por que não? – Ficámos um bom bocado à conversa, sempre de forma muito bem disposta, até que ela, olhando para o relógio, disse:

- Alexandre, peço-lhe que me desculpe mas tenho que sair.

- Ora essa, esteja à vontade. – Ela levantou-se, pegou na sua mala, esticou-me a mão e disse:

- Tive imenso gosto.

- Igualmente, menina Isabel. – Já de pé, peguei-lhe na mão e não pude deixar de a levar aos meus lábios, tendo colocado nela um beijo carnudo. Ela sorria, meio enrubescida. Tirou a mão, voltou-se e dirigiu-se para a porta. De repente parou e, olhando para trás, perguntou-me:

- Próximo sábado, à mesma hora?

- Certamente que sim. Espero por si. - Deu meia volta e saiu porta fora, sempre com uma passada acelerada. Fiquei a pensar naquela mulher e na forma como nos havíamos cruzado, interrogando-me acerca do futuro e da inevitabilidade de um dia ela vir a descobrir que eu sou o seu vizinho da frente, do outro lado da rua e que tinha acesso à vista de tudo o que se passava na sua casa, desde que ela mantivesse as cortinas abertas.

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Passaram-se três dias. Na terça-feira à noite, após ter chegado a casa e ter comido alguma coisa, estava estirado no sofá da sala quando vi luz do outro lado. Era ela! Fiquei imediatamente alerta para tudo o que pudesse acontecer daquele lado. Embora não fosse muito dado a obsessões, o facto de estar há alguns dias a aguardar por novidades, fazia de mim o mais atento espectador de tudo o que pudesse vir a passar-se naquela casa. Ela foi até ao quarto e uma após outra, libertou-se de todas as peças do seu vestiário. Fiquei bastante satisfeito por a ver assim mais uma vez. Ela seguiu pela casa fora e de quando em quando rodopiava sobre os seus pés, o que bastava para concluir que estava alegre e bem disposta e que estaria a ouvir música. Foi até à cozinha e despejou uma qualquer bebida num copo e bebeu tudo, de um trago. Era possível vê-la pois toda a casa se encontrava iluminada e todas as cortinas abertas de par em par. No meu local privilegiado podia vê-la em toda a sua glória, enquanto deambulava pela casa. De seguida foi até ao quarto. Mexeu no roupeiro, na cómoda e depois sentou-se em frente ao toucador. Voltou-se na minha direcção, colocando um pé em cima da cadeira e, de forma muito calma, foi-se penteando. De onde estava eu podia ver tudo, com enorme clareza. Podia ver os seus belos seios e o tufo de pelo que encimava a sua vagina, a qual desafiava todas as minhas forças, mesmo aquela relativa distância. Ela estava absolutamente convidativa e toda ela era deliciosa. Eu sentia o sangue a pulsar nas veias, como se queimasse, por todo o corpo. Tive que ir à cozinha buscar uma bebida pois o espectáculo que me era dado a assistir suplantava em muito, tudo aquilo que a minha imaginação pudesse criar. Voltei à sala, recostei-me no sofá e fiquei a observar. Após ter acabado de se pentear, foi para a sua cama e sentou-se, com as costas apoiadas na cabeceira. Consegui ver que ela percorria todo o seu corpo com as suas mãos. Primeiro o pescoço, depois o tronco, a barriga, as pernas. Ela estava de olhos fechados. A sua mão direita aflorou um dos seus seios, massajando-o. Seguidamente, prendeu o mamilo entre o seu dedo polegar e o indicador, tal e qual como eu faria caso estivesse com ela. Comecei a imaginar como seria se fosse eu a encarregar-me daqueles momentos de bem estar daquela bela mulher. Enquanto se encarregava dos mamilos com a mão esquerda, a mão direita avançou para a sua barriga. Já estava a ver no que tudo aquilo ia dar, pelo que a minha atenção e interesse aumentaram ainda mais, e de forma exponencial. Agora a mão direita avançou para o seu baixo ventre. Ela tinha as pernas entreabertas e a mão deslizou sobre aquele tufo de pelos, massajando os mesmos e descendo ainda mais um pouco, Ela deveria estar no mínimo no mesmo nível de excitação em que eu me encontrava, pois já não podia suportar muito mais a visão de tudo aquilo e conter-me. Vi que ela levou a mão direita à sua boca, provando a sua própria seiva, saboreando os seus próprios sucos. Eu já dava urros de excitação, ao ver aquele filme a desenrolar-se à minha frente. A mão voltou a descer para o seu baixo ventre e era possível identificar o movimento feito pelo seu braço, o que tornava fácil de imaginar o que os seus dedos estariam a fazer lá em baixo. Toda ela se contorcia de prazer e os seus movimentos tornavam-se cada vez mais céleres, ao mesmo tempo que a minha excitação se materializava numa enorme erecção e um apelo selvagem à cópula. Eu estava absolutamente enfeitiçado por aquelas imagens. Ela acelerava os movimentos e quase que a conseguia ouvir a gemer, apesar de toda esta distância. Os seus movimentos tornaram-se mais e mais frenéticos, até que a vejo arquear as suas costas e a levantar um braço, hirto, nos ares. Ela havia chegado ao climax. Para mim foi demais. Tinha tamanha energia em mim, e que necessitava urgentemente de libertar, que vesti umas calças de fato de treino, uma camisola, calcei umas sapatilhas e saí pela porta de casa fora. Estava completamente desvairado e as imagens que havia acabado de ver tinham-me toldado completamente o juízo. Os cheiros da vegetação naquele mês de Março ainda complicavam mais as coisas. Saí de casa, como que a dar resposta a um apelo da mãe natureza. Estava completamente vencido pela esmagadora vontade de atravessar a rua e ir tocar à porta dela. Quando já me encontrava em frente ao seu prédio, é que a minha consciência conseguiu intervir, mandatando-me para desaparecer dali para fora. Como iria eu explicar à Isabel que estava a tocar à porta pois tinha visto tudo e tudo o que vi me agradou bastante?

Dei um passeio grande. Percorri uma grande distância e a uma boa velocidade. Só cerca de hora e meia mais tarde retornei a minha casa. Precisava daquilo, daquele escape para queimar toda aquela energia que me queimava e consumia. Afinal, desde que tinha terminado a minha relação com a Raquel há 3 meses, que não sabia o que era sexo nem estar ou ver outra mulher da forma como ela havia vindo ao mundo.

Quando entrei em casa espreitei pela janela e vi que a Isabel havia desligado as luzes e que estava deitada sobre a cama. Resolvi ir tomar um duche e ir deitar-me. Tudo aquilo que se tinha passado naquela noite tinha sido por demais intenso. Resolvi ir dormir, enquanto pensava na Isabel e como seria estar nos seus braços, tocar o seu corpo nu com toda a superfície do meu corpo, como seria fundir-me com ela… Acho que estava a ficar um pouco obcecado…

No resto da semana não voltei a vê-la, apesar de estar permanentemente a olhar para o seu apartamento. Definitivamente tinha ficado completamente enfeitiçado por aquela linda mulher, de quem tão pouco sabia. Restava-me esperar por sábado, dia provável para a reencontrar na pastelaria, dado que não tinha o contacto dela.

E finalmente chegou a manhã de sábado. Sentia-me eufórico com o iminente reencontro com a Isabel e com a possibilidade de, de alguma forma, tentar aprofundar os nossos laços e mitigar a natural distância que existia entre nós. Saí rapidamente de casa, depois de ter tomado banho e de ter envergado uma indumentária que embora fosse casual, tinha um quê de aprumo, por forma a dar uma boa imagem de mim. Fui rapidamente para a pastelaria, não sem antes ter passado pelo quiosque e ter adquirido um jornal. Fumei o meu cigarro da ordem, após o que entrei na pastelaria e ocupei, não o meu lugar habitual, mas sim o lugar onde havia estado sentado à mesa com a Isabel no sábado anterior. Fiz o meu pedido à simpática Anabela e olhei para o relógio. Eram 9 horas em ponto. Estaria quase a concretizar-se aquilo por que tanto esperava. Comi o bolo anteriormente requisitado à empregada, bebi o café e tentei olhar para as notícias que enchiam o jornal que tinha comigo. Estava constantemente a interromper a minha leitura para olhar para a entrada da pastelaria, o que acontecia de cada vez que alguém se aproximava da porta. Os minutos foram-se desenrolando dentro do relógio e o ponteiro já acusava as 10 horas quando resolvi desistir. Era nítido que hoje a Isabel não compareceria no café. Teria assim que aguardar até ao sábado seguinte para poder voltar a revê-la. Levantei-me, paguei o pequeno almoço à Anabela e quando me aproximava da porta da rua, ouvi a sua voz atrás de mim:

- Sr. Alexandre!

- Sim, diga. – Era a Anabela que, saída de trás do balcão, vinha na minha direcção.

- Peço imensa desculpa. A senhora que aqui esteve na semana passada, a D. Isabel, deixou hoje bem cedo este envelope para lhe entregar e com a azáfama da casa esqueci-me completamente. – E estendeu-me o envelope, fechado, onde se poderia ler o meu nome, numa caligrafia bastante elaborada.

- Obrigado, Anabela. Ela esteve cá hoje? E como sabe o nome dela?

- O sr. Alexandre é muito distraído. Ela é cliente antiga da nossa casa. Esteve cá hoje sim, logo pelas 8:00.

- Obrigado, Anabela.

- Desculpe, Sr. Alexandre.

- Não faz mal. Até para a semana. – E desta forma dirigi-me para fora do estabelecimento. Dei uns quantos passos e abri finalmente o sobrescrito. No seu interior estava uma folha de papel, perfumada, e o seguinte escrito: “Rua Almirante Gago Coutinho, Nº 20, 6º andar, 19:30. Traga vinho e apetite”. Fiquei extremamente feliz com este desenvolvimento. Ela convidava-me para jantar hoje. Nada mau, pensei. Fui propositadamente a uma daquelas lojas gourmet por forma a adquirir uma garrafa de bom néctar. Afinal a efeméride merecia que eu me esmerasse. Resolvi levar duas garrafas de um reserva fantástico de 1995. Se a coisa corresse de feição, talvez fosse necessário proceder à abertura da segunda garrafa, pensei. Regressei a casa e arranjei alguma coisa para me entreter enquanto as horas não chegavam aquela hora agora tão desejada. Estava num estado de euforia que mais fazia lembrar um miúdo no primeiro dia de férias de Verão. Durante a tarde pude constatar que a Isabel estava a preparar a minha ida lá a casa. Da janela da minha sala foi possível observá-la a arranjar a mesa da sala e mais tarde, a sair do banho e a vestir-se. Tinha optado por uma lingerie e meias pretas e um vestido preto e vermelho. Assentava-lhe lindamente, pelo menos já eu sabia de antemão que iria ser bem recebido, mas ainda assim preferia o vestido que ela tinha vestido na outra noite, o azul. Sorri com toda esta situação, o que acabou por me acalmar um pouco mais. Já eram horas de sair de casa e dar a volta ao quarteirão, por forma a não ir directamente da minha casa para a casa dela, não fosse ela estar atenta a esse pormenor. Havia que manter a minha morada no mais absoluto sigilo, sob pena de ela ter motivos para se aborrecer comigo. Agarrei no saco com as duas garrafas de vinho e iniciei a minha deslocação. Minutos antes da hora combinada lá estava eu a tocar à campainha. À saída do elevador, lá estava ela, à porta de casa, aguardando por mim. O seu sorriso era maravilhoso, sincero, o que o tornava contagiante. Deu-me dois beijos e disse:

- Foi muito difícil dar com a casa?

- Nem por isso. Com as indicações precisas por si dadas, tudo ficou mais fácil. – Entrei em casa e fiquei inebriado com o seu perfume, um aroma muito bom, que me invadiu as fossas nasais e me deu vontade de a agarrar e beijar o seu pescoço. Segui-a até à cozinha.

- Não vou fazer cerimónias consigo, Alexandre.

- Ainda bem. Tenho pouco jeito para grandes efemérides.

- Ainda bem. Já vi que trouxe vinho. Porque não abre uma garrafa e me dá um pouco a beber? – Abriu uma gaveta do armário da cozinha e retirou de lá um saca-rolhas que me entregou. De seguida retirou dois copos do armário e nessa altura já eu tinha uma das garrafas abertas. Despejei vinho nos dois copos e estendi-lhe um, que ela aceitou. De seguida, quis brindar, tendo tocado com o seu copo no meu. Dei um trago. De facto, tratava-se de uma excelente colheita. Caso tudo o resto viesse a correr mal, apesar das expectativas, pelo menos o vinho era muito bom.

- Tenho um prato de carne no forno, mesmo a terminar. Quer ajudar-me a levar o resto das coisas para a mesa?

- Certamente que sim. Vamos a isso. – Disse e secundei-a a levar uns quantos pratos de aperitivos e acompanhamentos para a sala. De seguida regressámos à cozinha e ajudei-a a fatiar a carne previamente assada no forno. Dispus as fatias numa travessa e, agarrando na mesma, bem como no copo de vinho e na garrafa, dirigi-me para a sala.

O jantar resultou numa experiência extremamente agradável, tanto pelas iguarias que a Isabel tinha preparado para o mesmo, como pela nossa conversa. Descobri uma empatia fantástica entre nós. No final do jantar, ela perguntou se desejava tomar café e foi até à cozinha, tendo reaparecido com duas chávenas de café que colocou sobre a pequena mesa de chá, frente ao sofá. Levantei-me da mesa e tomei assento no sofá. A Isabel foi também buscar dois copos e uma garrafa de um wiskie de puro malte com bem mais de 18 anos. Deleitei-me só com a visão da garrafa. Ela serviu uma boa porção nos dois copos e uma vez mais brindámos. Sentia-me saciado e já meio tocado, pelas duas garrafas de vinho e pelo magnífico wiskie e imaginei que o mesmo se passasse com a minha anfitriã. Ela estava linda, de copo na mão e olhava para mim, com um sorriso estampado no rosto. Tinha as pernas cruzadas, o que me permitia ver as suas pernas e grande parte das suas coxas. Era uma visão extremamente agradável que me forçava a um esforço fora do comum para manter o contacto visual com os seus olhos e não com o seu corpo. Conversámos um pouco, sobre variadíssimos assuntos, até que ela sugeriu que jogássemos um jogo. Levantou-se, saindo da sala, tendo regressado com um tabuleiro de jogo. Colocou o mesmo em cima da mesa, preparando o mesmo para que nós pudéssemos jogar e, olhando para mim com uma expressão malandreca no seu olhar, perguntou:

- Tem muita roupa?

- Porque pergunta?

- Ora, porque vamos jogar e os prémios obtêm-se pelo adversário a despir uma peça de roupa, sempre que perca. – Olhei para ela com uns olhos incendiados de excitação, ao mesmo tempo que não fazia qualquer esforço por esconder a minha admiração pelas regras de jogo tão inusitadas. Começámos a jogar e em pouco tempo perdi o meu casaco e a minha camisa, ficando somente em tronco nú.

- Gosto do que estou a ver. – Disse ela, dando mais um trago na bebida.

- Pois eu tenho a certeza que irei gostar muito mais do que esse vestido esconde. – Ela sorriu, com ar malicioso e foi a minha vez de ganhar uma partida. Ela levantou-se, dirigiu-se a mim, voltou-se e pediu ajuda com o fecho do vestido, o qual eu abri de forma delicada. Ela voltou a afastar-se e, olhando para mim com uma expressão bastante provocadora, deixou o vestido cair aos seus pés. As suas mãos afagavam o seu corpo, percorrendo os braços e a sua barriga. De seguida, desceu uma mão até às suas cuecas e disse:

- Ainda tenho muita roupa, até que consigas aqui chegar…

- Podemos sempre fazer alguma coisa quanto às regras do jogo. – No meu olhar eram facilmente identificáveis as minhas intenções para com ela, o que não lhe escapava, pois ela estava atenta.

- Ai sim? Então e como poderás fazer isso?

- Simples. – E de um salto, levantei-me, cheguei-me a ela e enlacei-a com o meu braço esquerdo, ao mesmo tempo que com a mão direita desviava os cabelos da sua face. Tinha as pupilas dilatadas e estava meio ofegante na altura que os meus lábios tocaram nos seus. Estávamos ambos com imensa fome um do outro e aquele beijo, muito rapidamente se transformou numa acção carregada de lascívia. Nesta altura as nossas mãos percorriam freneticamente o corpo um do outro e estávamos entregues ao momento, de forma selvática. Retirei-lhe o soutien e comprimi as suas grandes mamas contra o meu peito cabeludo, o que me deu imenso prazer. De seguida, deslizei a minha mão direita por baixo do elástico das suas cuecas e senti-a completamente inundada e quente, muito quente. Foi neste momento que ela se afastou um pouco e disse:

- Talvez o melhor mesmo é irmos para o quarto, não?

- Para onde quiseres, querida. – E acto contínuo, peguei nela ao colo e dirigi-me ao quarto. Quando lá cheguei, pousei-a em cima da cama e tirei as minhas calças, os boxers, os sapatos e as meias. Ela levantou-se e empurrou-me para cima da cama e, colocando-se por cima de mim, olhando-me nos olhos, disse:

- Acho que vou querer amarrar-te à cama. Deixas?

- Claro que sim, querida. – Nem pensei no perigo que poderia correr ao concordar numa manobra desta natureza executada por uma mulher que acabava de conhecer. Ela saiu de cima de mim, dirigiu-se à cómoda e retirou uns grandes lenços e começou por me amarrar as mãos aos ferros da cabeceira daquela cama de aspecto clássico. Depois amarrou os meus tornozelos e, começando a andar à roda da cama, disse:

- Agora estás completamente à minha mercê. – E abriu a gaveta da mesa de cabeceira, retirando de lá um taser, o qual activou, olhando para mim. Quando vi aquele pequeno raio eléctrico no aparelho, contorci-me todo num enorme esforço por me libertar, apenas interrompido pelas suas palavras:

- Tem calma. Isto serviu apenas para verificar que estavas bem preso. – Sosseguei, até porque ela pousou o aparelho em cima da mesa de cabeceira. Olhando para mim, despiu as suas cuecas e subiu para cima da cama, tendo-se colocado de pé por cima da minha cara. Olhando para mim, perguntou:

- Gostas do que vês? – Na minha perspectiva eram bem visíveis as suas grandes mamas, bem como o seu sexo molhado.

- Claro que sim. Imagem muito sugestiva.

- Estás a vê-la? – perguntou, colocando as suas mãos por cima das suas pernas e ao redor da sua vagina.

- Sim, vejo-a.

- Quero que a comas, que a comas toda. – E acto contínuo sentou-se na minha cara. Pude pela primeira vez sentir o cheiro almiscarado da sua vagina, ao mesmo tempo que a minha língua se enterrou naquelas carnes de sabor meio salgado e ácido, como se estivesse numa prova gastronómica de especiarias. Estava louco de desejo, sentimento esse que era agudizado pelo facto de me encontrar manietado e completamente vulnerável à vontade dela, fosse ela qual fosse. A minha língua começou a trabalhar aquela fenda do prazer e quando finalmente cheguei ao clitóris, pude ouvir um gritinho de prazer. Ela estava a gostar e os seus movimentos por cima de mim aceleravam cada vez mais, ao mesmo tempo que a sua barriga ora se encolhia, ora se distendia, tal era o prazer que estava a sentir. Passados uns bons momentos, ela deu meia volta por cima de mim e mantendo-se sentada na minha boca, agarrou o meu membro, iniciando com as mãos um delicioso movimento de vai e vem. Eu sentia o meu membro a latejar, tamanha era a minha excitação. De repente, senti algo quente e húmido na minha glande. Era a sua boca. Com a língua, desenhava arabescos no meu membro, até que o introduziu na sua boca, não demasiado, apenas o suficiente para a encher. Neste momento iniciou um movimento ascendente-descendente com os seus lábios no meu membro, o qual acabou por se ritmar com o seu corpo e com a forma como o mesmo estava a reagir ao trabalho da minha língua no seu clitóris. Senti que não aguentava mais e que a qualquer momento iria explodir de prazer e ela parece ter reparado nisso, pelo que abandonou o magnífico penilingus que estava a executar. Afastou a sua vagina da minha cara e rodando novamente, ficou com a sua cara em frente à minha. Agarrou-me o pau com uma mão e disse-me:

- Agora vais foder-me, não vais, querido? – E empalou-se no meu membro. Nesta altura eu sentia-me senhor de uma erecção incrível, dado o elevado grau de excitação. Ela começou um movimento de vai e vem compassado, tendo-se baixado por forma a expor à minha boca as suas magníficas mamas. Aproveitei a ocasião e, de forma alternada, encarreguei-me de chupar os seus mamilos, o que pareceu agradar bastante á minha companheira, a qual acelerou a marcha em cima do meu pau.

Não demorou muito tempo até a sentir a estremecer pela força do orgasmo que tomou conta de todo o seu corpo e os seus gritos de prazer fizeram com que também eu não me contivesse, tendo libertado a enorme tensão testicular dentro dela.

Ela deitou-se a meu lado, ofegante e passámos assim uns minutos, até que ela me deu um beijo e disse:

- Venho já, vou só ali beber um pouco de água. – E abandonou o quarto. Eu continuava amarrado à cama, o que já era um pouco desconfortável. Quando ela regressou, sentou-se na cama e ficou uns momentos a olhar para a janela do quarto, até que disse:

- Olha, há movimento no apartamento do prédio em frente. – De forma completamente involuntária, estiquei-me e olhei para lá. Ela olhou para mim e disse:

- Tem calma. – E esticou-se, deu-me um beijo na boca e depois, perto do meu ouvido disse, com uma voz doce e sensual:

- Achas mesmo que eu me exporia da forma como o fiz se não soubesse a quem me estaria a expor?

- Já me conhecias?

- Já nos cruzámos várias vezes. És mesmo distraído pois nunca me viste na pastelaria. - Fiz um esforço por não reagir ao que ela me havia dito. Afinal o caçador foi à caça e foi caçado, pensei…

Sedução de Verão

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Era um dia de Verão normal, passado na praia, no Algarve, entre amigos de longa data. Uns mergulhos, muita brincadeira e ao final da tarde, umas imperiais (antes canecas) na esplanada do bar da praia. Foi precisamente entre copos de cerveja que acabei por conhecer duas raparigas. As mesmas foram-me apresentadas por um dos meus amigos. Fiquei a saber que uma era neta de um dos habitantes da vila onde eu estava a passar férias e a outra era uma amiga dela que vinha passar férias com ela. Foi precisamente essa segunda rapariga que me chamou a atenção. Era morena, alta, cabelo escuro e corpo atlético. Infelizmente não era muito dotada em termos de seios, mas era bonita e bastante simpática. Acabámos por conversar um bocado durante a nossa sessão de copos naquela tarde. Depois, no regresso à vila, continuámos a nossa conversa. Achei tratar-se de uma rapariga bastante interessante e fiquei com alguma esperança de a voltar encontrar na vila, durante a noite.

Após o jantar, lá fui ter ao bar da vila onde tinha quase a certeza de reencontrar a Manuela (era este o seu nome). Chegado ao bar, bebi um café e pedi um wiskie, o qual fui bebendo devagar, enquanto sentado ao balcão, envolto nos meus pensamentos, particularmente o que haveria de dizer à Manuela quando me cruzasse novamente com ela, por forma a manter a sinergia positiva que tínhamos tido de tarde.

Passados longos minutos, resolvi dar uma volta pelas galerias do bar. Este bar era uma coisa fantástica, com várias salas, sendo possível passar lá uma noite inteira sem fazermos ideia da totalidade de pessoas que estariam no espaço.

Numa das salas, sentadas num sofá, lá estavam elas, a Manuela e a sua prima, Patrícia, mas já estavam dois “galifões” de volta delas. Estes rapazes eram muito conhecidos na localidade pelo seu sucesso no engate de jovens incautas, pelo que pensei imediatamente que a noite estava perdida, ou seja, não iria ter oportunidade de falar mais um pouco com ela. Resolvi cumprimenta-las à distância, enquanto tomava lugar num outro sofá que existia no espaço. Reparei que ambas pareciam interessadas no que quer que fosse a conversa que os dois engatatões lhes dirigiam, mas ainda assim, de quando em vez, os meus olhos cruzavam-se com os olhos da Manuela, e esses pequenos momentos eram mágicos. Aquele olhar parecia querer dizer alguma coisa para além de um mero cumprimento.

A noite passou-se e chegou a altura das duas amigas se irem embora. Despediram-se dos dois “melgas” e de mim e saíram porta fora. Fiquei com a certeza de que a minha janela de oportunidade havia sido ultrapassada por causa de um jantar que havia demorado tempo demais.

Mais tarde, apercebi-me que os seus interlocutores haviam ficado um pouco frustrados com a saída ainda relativamente cedo, das duas amigas. O facto de elas não lhes terem dado grande importância constituía uma oportunidade de eu ver reatada a muito agradável conversa que tínhamos tido durante a tarde.

A noite foi passando e eis que encontrei o meu amigo que nos havia apresentado. Disse-lhe o que sucedera e ele perguntou-me se estaria disposto a ir à cidade, na sua companhia, juntamente com as duas jovens. Respondi-lhe que sim e saímos ambos do bar. Fomos no carro dele, e estacionámos a uma certa distância da casa de família onde ambas estavam alojadas. Como ele era da terra, sabia perfeitamente qual era a janela do quarto da Patricia e arremessou umas quantas pedrinhas para o vidro da mesma. Como resultado, surgiu uma jovem bem disposta, a qual ficou muito alegre por nos ver. Convidámo-la a vir connosco à cidade, convite este que ela aceitou imediatamente, tendo ido chamar a Manuela.

Posicionámo-nos junto à janela do quarto da Patrícia, por forma a auxiliar as duas jovens, que saíram pela janela. Estavam imbuídas de uma certa euforia, pela experiência que estávamos todos a iniciar, o que era bastante agradável.

Entrámos no carro e iniciámos a marcha em direcção á cidade. Elas quase que suplicavam para que fossemos a uma qualquer discoteca, as quais naquela altura de Verão estavam apinhadíssimas de gente, mas eu e o meu amigo António tínhamos uma ideia diferente. Rumámos a um condomínio que ficava junto a uma das praias e estacionámos o carro. Aquela hora não se avistava ninguém nas ruas, pelo que pensámos que ali perto não haveria nenhum local de diversão nocturna que estivesse aberto aquelas horas. Continuámos a andar. Estavamos todos imensamente divertidos. Após termos caminhado uns minutos, chegámos a uma enorme rocha, na falésia. Havia um caminho que dava ao interior da mesma, estando este caminho iluminado. Lá mais à frente vimos um elevador, o que muito nos surpreendeu. Apanhámos o elevador e fomos desembocar directamente no meio de uma enorme festa com muita gente e música ao vivo.

Era um bar todo feito em madeira, apoiado na falésia, o qual dava para a areia de uma das mais maravilhosas praias do Algarve. Imediatamente nos integrámos na festa que estava a decorrer, dançando, bebendo uns bons copos de sangria e, desde cedo, de forma tácita, verificámos que a Patrícia dava-se mais com o António e a Manuela gostava mais de estar comigo.

Estivemos naquele ambiente divertido durante umas duas horas, até que alguém teve a ideia de irmos dar um passeio na praia, junto ao mar. Assim fizemos. Estava uma noite fabulosa, com um luar intenso, que iluminava os rochedos sobranceiros à água, bem como os nossos rostos, cujas expressões denotavam mais alguma coisa, para além da boa disposição proporcionada pelo convívio e pelos copos. O mar estava extremamente calmo, com umas ondas minúsculas que cresciam junto à areia, deixando-se cair na mesma, de uma altura não superior a uns 10 cm. Fomos caminhando e quando já estávamos um bocado afastados da zona do bar, lancei o desafio de irmos tomar banho. A Manuela mostrou-se extremamente entusiasmada, mas subitamente disse:

- Mas eu não tenho fato de banho…

- Não faz mal, vais de roupa interior – disse-lhe eu, em resposta.

- Mas, depois de me molhar, ficará tudo transparente – retorquiu.

- Não faz mal. É de noite e só aqui estamos nós. Ninguém verá nada – acrescentei, a tentar convencê-la a alinha na minha ideia. O António e a Patrícia disseram logo que não iriam à água.

A Manuel despiu-se num ápice, tendo ficado somente de cuecas e, talvez levada por alguma timidez, correu imediatamente para dentro de água, tendo dado umas boas braçadas, afastando-se da areia. Eu despi-me e, somente de boxers, mergulhei naquela água tépida e nadei na sua direcção. Quando cheguei perto da Manuela apercebi-me que ela estava em estado de euforia. Olhámo-nos nos olhos sem nada dizer, por momentos e enlaçámo-nos num abraço apertado. As nossas bocas procuraram-se, batalhando contra toda e qualquer resistência, por forma a permitir que os nossos lábios se tocassem num beijo muito quente, de pura lascívia. Os nossos corpos entrelaçaram-se com violência, como se estivéssemos finalmente a cumprir algo que havia sido prometido incessantemente desde há muitos anos atrás. Conseguia sentir o meu coração quase a saltar fora do peito, tal a excitação do momento. Resolvi tirar os meus boxers e coloca-los no braço direito, e convidei a Manuela a tirar as suas cuecas, o que ela fez de imediato, se hesitar. Enlaçámo-nos novamente num intenso abraço, enquanto as nossas bocas se voltavam a unir num beijo de pura luxúria selvagem. O meu membro erecto, latejante, descobriu imediatamente aquele refúgio escaldante da Manuela. Penetrei-a de um só golpe, arrancando um suspiro por parte dela e senti de imediato as suas unhas nas minhas costas. Iniciámos um delicioso movimento de vai vem, durante o qual esquecemos tudo, onde estávamos e até o facto de estarmos bastante próximos do outro casal, que tinha permanecido na areia. Ao fim de uns minutos que mais pareceram uma eternidade, a Manuela colocou a sua boca no meu ouvido esquerdo, e com uma voz carregada de desejo disse-me que deveríamos ir para o outro lado da enorme rocha. Assim fizemos. Ela arrancou a nadar e eu fui atrás. Nadava de forma bastante vigorosa, talvez ansiosa por continuar a nossa contenda sexual. Assim que chegámos à praia, do outro lado do rochedo, coloquei os meus boxers no chão, para que ela se sentasse em cima e deitei-me a seu lado. Agora queria prová-la, toda! Comecei pelos seus pequenos seios mas de mamilos erectos. Agarrei, chupei, mordisquei, enquanto me sentia cada vez mais e mais entusiasmado pelos gemidos que a Manuela ia soltando. Fui beijando o seu ventre e descendo, até aquele tufo de pelos. A minha língua finalmente entrou naquela vagina quente e húmida e pude provar o seu sabor, meio mulher, meio sabor a água do mar. Tilintei o seu clitóris com a ponta da minha língua, ao mesmo tempo que um dedo indicador aflorava a entrada daquela vagina quente e iniciou a exploração do seu interior. A Manuela gemia cada vez mais alto, e a sua respiração rápida e intensa demonstrava o seu enorme grau de excitação. Senti que a conduzi a um enorme orgasmo, pois todo o seu corpo se arqueou, tendo levado a sua púbis para a frente, bem de encontro à minha boca. Toda ela tremia e os pequenos lábios ainda se contraiam descontroladamente quando os aflorei com a cabeça do meu pénis. Desta vez entrei mais devagar, sentindo o pulsar que ainda tomava conta do seu corpo, após aquele violento orgasmo. Entrei com a totalidade do meu membro erecto e iniciei um movimento de vai-vem. O grau de excitação era tal que não foram necessárias mais que meia dúzia de estocadas vigorosas para nos entregarmos na loucura de um orgasmo que nos arrancou urros animalescos, tal a sua intensidade.

Quedámo-nos lado a lado, ofegantes e sorridentes com tão maravilhosa experiência. Após nos termos recomposto, demos um enorme beijo, banhámo-nos mais um pouco naquelas águas calmas e fomos ter com a Patrícia e o António, que tinham ficado do outro lado do enorme rochedo.

Na noite seguinte, sentado ao balcão do bar, fui abordado por um dos dois “melgas” que na noite anterior tinham estado de volta das duas amigas. Começámos a conversar e a dado momento ele revelou-me que estava nos seus planos conquistar uma das duas amigas enquanto elas estivessem cá de férias. Dei um grande trago no meu wiskie, olhei-o nos olhos e desejei-lhe boa-sorte, com um enorme sorriso que naquele momento me aflorou a face.     

 

 

Sedução no Oriente

Olhei pela janela. Que visão magnífica! O Sol, quase a pôr-se ao longe, tingia as nuvens  e o horizonte de tonalidades de vermelho e laranja. Deixei-me ficar, longos minutos a observar esta visão maravilhosa, em verdadeira contemplação enquanto os meus pensamentos divagavam longe, tentando fugir à inevitabilidade da razão. Dei por mim a pensar nos acontecimentos dos últimos dias, principalmente no facto de ter terminado a minha longa relação com a Marta. Sentia a falta dela, e como o sentia….

De repente, sou interrompido por uma voz doce:

- Deseja tomar alguma coisa? – Olhei para ela. Era uma ruiva, de média estatura, fartos seios escondidos debaixo daquela camisa da farda. Era muito atraente. Cativava somente com o seu olhar.

- Sim, por favor. Traga-me um puro malte.

- Certamente. Volto já – Voltou costas, mostrando ser detentora de um corpo bem esculpido. Praticaria

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desporto, de certeza. Tinha umas pernas bem torneadas, realçadas por aquelas meias de seda preta e pela posição imposta pelos saltos altos. Afinal esta viagem poderia vir a ser interessante, pensei, regressando aos meus pensamentos, que não me tinham abandonado um único minuto desde que o avião partira, há cerca de 3 horas atrás. Olhei o relógio e não consegui esconder uma expressão de espanto, por ter passado tanto tempo e eu ainda não ter começado a preparar a reunião. Tinha que defender um plano de investimento de risco em Hong Kong, preparar a apresentação aos potenciais investidores e só me apetecia abandonar-me naquela letargia em que me encontrava, acompanhado dos meus pensamentos.

- Aqui tem. Faça bom proveito – Olhei e lá estava ela, a hospedeira ruiva, com o copo na mão e com um sorriso que me queria parecer ser um pouco mais sincero que o meramente profissional. Agradeci, sorri-lhe e ergui ligeiramente o copo em sua direcção, como que a saudá-la num brinde. Ela sorriu novamente e antes de se ir embora ainda disse:

- Caso necessite de alguma coisa, estarei ao seu dispor. Basta pedir.

- Obrigado. Não me esquecerei de o fazer. – Disse, sorrindo-lhe e achando-lhe cada vez mais piada. Ela virou costas e regressou às suas tarefas, que até nem seriam muitas, dada a fraca ocupação da classe executiva. Sim, a empresa caprichou e investiu mesmo a sério em mim. Agora viajava em executiva. Que diferença relativamente à económica, particularmente nestas viagens enormes de muitas e longas horas, pensei, de mim para mim. A vida até que me corria bem, tirando o facto da Marta. Que se lixe a Marta! Pensei eu. Estou farto de estar para aqui a carpir mágoas por causa de uma mulher, com tanta mulher bonita e interessante que existe por esse mundo fora. Dei por mim com capacidade mental para vergar a meus pés todo esse novo mundo de lindas mulheres, sem a Marta. Num impulso coloquei a mão no ar. A bela hospedeira viu e começou a caminhar na minha direcção. Quando chegou perto de mim, perguntou:

- Deseja mais alguma coisa? Em que o posso ajudar?

- Peço desculpa, mas há pouco não retive o seu nome.

- Pois não reteve não – E esboçando um magnífico sorriso, continuou – Eu não lho disse.

- Não? Então foi isso. Fiquei tão tocado com a sua enorme beleza que nem tive acção para lhe perguntar o nome. – Ela deu uma pequena gargalhada e respondeu:

- Sou a Patrícia, mas os meus amigos tratam-me por Paty.

- Muito gosto, Alexandre ao seu dispor, bela hospedeira. – Enquanto lhe dizia isto, estendi a minha mão direita na sua direcção. Ela retribuiu. Em lugar de lhe dar um simples aperto de mão, puxei gentilmente a sua mão até mim e olhando-a nos seus lindos olhos de menina irrequieta, apliquei um terno beijo no seu pulso, dizendo-lhe:

- Encantado. – Houve ali magia, pura alquimia naquele momento. Ela olhou-me nos olhos, com uma expressão doce, encantadora, enquanto o meu coração começava a galopar no peito, num misto de emoções, provocadas pela visão daquela bela mulher, fardada de forma sensual e do ténue aroma de um intenso perfume que havia sentido no seu pulso. Ambos acusámos o toque e a nossa reacção, em simultâneo, foi de dar uma pequena gargalhada. Fitámo-nos durante uns segundos, podendo quase ler os pensamentos um do outro, através do nosso olhar e fizemos um esforço por nos recompor deste pequeno choque, apesar da vontade nos querer impelir em sentido contrário. Paty retirou a sua mão de forma graciosa, deu-me um olhar que encerrava um pouco de tudo, de alegria, de vivacidade e até de malícia. Deu meia volta e regressou aos seus afazeres.

Olhei novamente pela janela. No horizonte apenas se via uma ténue claridade cor de laranja, pois o sol já se havia escondido no Oeste longínquo. Fiquei novamente entregue aos meus pensamentos, os quais corriam céleres. Dei um grande trago no wiskie de boa qualidade e senti aquela chama a descer garganta abaixo, como que a consumir-me, alimentando a enorme caldeira de fogo que eu já sentia dentro de mim. Que mulher fantástica! Pensei. Dei por mim a imaginar como seria, estar com a Paty fora do seu local de trabalho. Aquele avião, a 35.000 pés de altitude e a mach 0,90 acabou por me proporcionar experiências que eu não estava de todo à espera. Mas era necessário regressar à realidade e a verdade é que eu tinha uma reunião para preparar, pelo que agarrei no meu PC e comecei a trabalhar, o que fiz intensamente até à hora do jantar. A Paty passou e com um sorriso maravilhoso disse que o jantar iria ser servido, pelo que teria que arrumar o que quer que estivesse em cima da pequena mesa. Assim fiz. A Paty passou e deixou o tabuleiro do jantar, o qual era pleno de boas iguarias. Comi com vontade, acompanhando a refeição com um bom vinho, o qual foi gentileza do pessoal de bordo. Quem senão a minha querida Paty? Após terminar a fausta refeição fiz sinal, e lá veio o café expresso, acompanhado de mais um wiskie de boa qualidade. Passados largos minutos, passou novamente a Paty. Desta vez trazia um carrinho e recolhia os tabuleiros do jantar. Debruçou-se sobre mim, para levantar o meu tabuleiro, mas a sua mão foi mais além e agarrou o meu membro, por cima das calças, ao mesmo tempo que respondia à minha expressão de espanto e imediata erecção, com um piscar de olhos e um beijinho, dado no ar. Confesso que fiquei louco com aquela sua atitude. Fiquei a observá-la enquanto se afastava. Que mulherão! Pensei. Que par de pernas, que mulher perfeita! Tive que me conter para não ceder à imensa energia que me impelia a saltar da minha cadeira e a procurá-la. Fiquei ansioso, à espera que ela regressasse, para me meter com ela, mas o destino estava prestes a pregar-nos uma partida. Nesse momento ouviu-se nos altifalantes a voz do comandante:

- Senhoras e senhores passageiros, iremos entrar agora numa zona de forte turbulência. Por favor apertem os vossos cintos de segurança. Por razões de segurança, o serviço de bar encontra-se encerrado até indicação em contrário. Faço votos de continuação de boa viagem. – Lá mais à frente via a Paty a sentar-se numa das cadeiras destinadas á tripulação e também ela apertou o cinto de segurança de acordo com o solicitado. O resto da viagem acabou por não ser mais que uma sucessão de pulos em poços de ar e trepidação em toda a aeronave. Tive que me acomodar à ideia de que nada teria de mais tórrido com a Paty que aquilo que havia sucedido, dado que poucas milhas já faltavam para aterrarmos em Hong Kong. E assim acabou por suceder. O comandante informou que nos encontrávamos a fazer-nos à pista. Aterrámos sem grandes sobressaltos. O avião fez o seu táxi e lá acabou por parar. Começou o normal corropio na cabine, com pessoal a agarrar as suas bagagens de mão e a fazer fila para sair da aeronave. Também me coloquei em fila, com a minha pequena mochila às costas. Junto da saída dei de caras com ela. Fez um enorme sorriso, deu-me um pequeno abraço e um beijo na face. Nada disse, dado estar também o comissário de bordo a despedir-se dos passageiros. Saí do avião e comecei a caminhar na manga, em direcção à porta do aeroporto. Ainda me voltei para trás e pude observar a Paty a despedir-se de outros passageiros. Nem olhou para mim. Prossegui. Na zona das bagagens havia uma sala de fumo, para onde me dirigi imediatamente. Tinha mesmo que fumar um cigarro, após todas aquelas horas de abstinência forçada. Joguei a mão ao bolso da camisa, tirei maço de cigarros e vinha mais qualquer coisa, para além do maço. Tirei calmamente um cigarro, acendi-o e tirei uma enorme baforada. Olhei novamente para o que tinha na mão e, para além do maço de cigarros, tinha um cartão de visita. Na parte da frente tinha escrito um nome – Helen A. Lee – e uma morada de Kowloon. No verso, estava escrito, a esferográfica o nome da minha querida Paty e a marca de uns lábios, no vermelho deixado pelo resíduo de baton de um beijo. Fiquei intrigado. Que seria aquilo? Voltei a colocar o cartão no bolso, acabei de fumar o cigarro, fui levantar a minha mala e tratei das formalidades de chegada a esta nova cidade.

No dia seguinte, após uma noite meio dormida, por causa do jet lag, do farto pequeno almoço no hotel, lá fui para a minha apresentação. Contudo, aquela mulher não me saía do pensamento. Acho que fiquei apanhado pela Paty e mesmo pensando que muito dificilmente a iria ver novamente, não podia deixar de pensar nela. Não conseguia parar de o fazer. Fiz a minha apresentação, que foi um enorme sucesso, mas acabei por declinar o convite para almoçar com o anfitrião. A minha curiosidade estava ao rubro, relativamente ao cartão que a Paty me havia deixado no bolso sem que eu tivesse dado conta. Tinha que saber mais, tinha que ir lá. Acho que era o chamamento do Oriente, algo mais forte que eu me impelia a procurar saber mais acerca daquele cartão. Logo que me foi possível, vim para a azáfama que se vivia no meio das ruas de Hong Kong. Pessoas aos milhares, todas com o azimute traçado e a caminhar depressa em direcção ao seu destino. Chamei um táxi. Já sabia que o mais fácil seria mostrar o cartão com a morada ao taxista, que ele certamente que saberia levar-me até lá. O taxista ía falando uma mistura de mandarim com inglês e acelerava por aquelas ruas cheias de tráfego. Não fazia a mínima ideia de onde me encontrava nem por onde estávamos a seguir. Estava completamente perdido. As ruas sucediam-se umas às outras e virávamos ora à esquerda, ora à direita. Lá acabámos por parar numa ruela. O Taxista indicou uma porta de um edifício. Paguei e saí do táxi, que arrancou imediatamente, de regresso à confusão daquela cidade.

Era um edifício com traços antigos, que contrastava um pouco com o resto da cidade, na actualidade pujante. Tinha dois enormes portões em madeira e nada de campainha, apenas um puxador numa das portas. Olhei para ambos os lados e naquela ruela, aparentava ser a única pessoa. Respirei fundo e resolvi bater com força no puxador. Passados segundos a porta abriu-se e uma figura masculina, um verdadeiro colosso asiático acenou e balbuciou qualquer coisa que depreendi que fosse a perguntar ao que vinha. Resolvi mostrar-lhe o cartão. Ele olhou para mim, abriu mais a porta e fez um gesto para que eu entrasse. Olhei mais uma vez para a rua e decidi-me a entrar. O indivíduo fez um gesto para que o seguisse e levou-me para uma enorme sala, toda decorada a rigor. Mesmo sem ser um entendido, acho que todas as peças que lá se encontravam eram seculares, senão milenares.

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Cheirava intensamente a incenso, mas um aroma bastante agradável, depois de me habituar ao mesmo. Fiquei só, apenas com os meus pensamentos. Pensei por várias vezes em ir-me embora e que raio me tinha dado na cabeça para ter entrado, mas acabei por decidir ficar. A curiosidade revelou-se superior a tudo o resto.

Ao fim de uns minutos, uma mulher entrou na sala e dirigiu-se a mim. Era morena, asiática, estava vestida a rigor, com um daqueles vestidos chineses. Era extremamente bonita, exótica. Olhou para mim e disse, num inglês perfeito:

- O senhor não é de cá, de Hong Kong.

- De facto não sou não.

- E ainda assim veio dirigido à Madame Helen Lee. Muito pouco vulgar, para um ocidental, mas vamos lá. Irei prepará-lo. Acompanhe-me por favor. – Fiquei sem saber exactamente quem seria a Helen nem o que faria, mas resolvi acompanhar a minha interlocutora. Ela levou-me por corredor após corredor, o que demonstrava que o edifício deveria ser enorme, muito maior do que se adivinhava quando se olhava a sua entrada. Finalmente entrámos num quarto. Ela fez um gesto, apontando para a marquesa que se encontrava bem no meio do quarto e disse-me:

- Faça o favor de se despir e de ficar à vontade. Eu demorarei apenas uns instantes – E assim saiu, deixando a porta fechada atrás de si. Eu observei a marquesa, a decoração do quarto e resolvi começar a despir-me. Afinal não passava de um salão de massagens, pensei. Já me encontrava totalmente despido e sentado na marquesa quando a minha interlocutora regressou. Trazia uma chávena na mão e chegando junto de mim, disse-me:

- Trago-lhe um tónico, o qual é essencial para que este tratamento surta o devido efeito. Faça favor de beber tudo – olhei para ela meio desconfiado relativamente ao conteúdo da chávena, agarrei na mesma e, vendo um olhar inocente na chinesa, resolvi beber. Era uma mescla de sabores exóticos, que variavam entre o amargo, o doce, o seco e o picante. Entreguei a chávena de volta e deitei-me na marquesa. Comecei a ficar meio tonto e ouvi uma outra voz, agora diferente, mais melodiosa e sensual, que me disse:

- Descontraia. Irá ficar meio tonto mas deixe-se levar pelas suas sensações. Não lute contra os efeitos

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da bebida – E assim fiz. Fechei os olhos e vi tudo a girar à minha volta. Comecei a sentir mãos no meu corpo, a pressionar pontos específicos. A dado momento, cada toque no meu corpo parecia ser feito com um ferro em brasa. Sentia-me terrivelmente excitado, ao sentir os diversos toques no meu corpo e aquela voz, aquela voz maravilhosa que mais que ouvir, parece que a sentia dentro de mim. Abri os olhos e olhei em redor. O quarto estava totalmente transformado. Estava cheio de belas mulheres nuas, que se revezavam a tocar o meu corpo, um pouco por todo o lado. Parecia que o tecto do quarto tinha desaparecido, sendo substituído por um imenso azul. Sentia-me cada vez mais excitado e começaram a surgir imagens mentais de faces femininas, lindas, de mulheres nuas, com os seus seios expostos, a acariciarem-se umas às outras, até que senti que cada uma delas se empalava no meu falo, enquanto as outras continuavam a acariciar o meu corpo. As sensações eram cada vez mais intensas, sentia-me cada vez mais excitado, o ambiente estava cada vez mais pesado, carregado de gemidos femininos, eu estava cada vez mais tonto, parecendo que toda a realidade me fugia. Por vezes havia dragões que passavam a voar por cima de nós, tudo era já um conjunto de luzes, de cores, de sabores, de sensações e sentia-me cada vez mais próximo do orgasmo libertador, enquanto as mulheres se sucediam em cima de mim e podia sentir os seus sexos em chamas, como que a agarrar o meu, até que explodi numa imensa convulsão provocada por um prazer que me cegou, um prazer que eu nunca havia sentido antes e tudo ficou escuro de repente. Mergulhei no vazio.

Sentia-me zonzo, tudo andava á roda. Respirei fundo e resolvi lutar contra esta sensação. Abri os olhos e fiquei extremamente admirado. Estava numa cama de casal, era a cama do meu quarto de hotel. Os sintomas inebriantes parece que sumiram de um momento para o outro, pelo medo de tudo o que eu não tinha consciência de ter acontecido comigo até ter chegado ali. Sentei-me na cama, destapei-me e vi o meu corpo nu. Apalpei-me e procurei alguma evidência de alguma violência que tivessem exercido para comigo, de alguma cicatriz, alguma coisa que evidenciasse que teria que pagar cara a minha audácia do dia anterior. Não encontrei rigorosamente nada. Estava tudo no seu sítio. Resolvi levantar-me. A minha roupa estava arrumada na cadeira do toucador. Revistei os bolsos, tirei um cigarro e acendi-o com vontade. Tirei umas quantas passas enquanto pensava na loucura do dia anterior e em tudo o que havia sucedido para eu aparecer no meu quarto de hotel. Consultei as horas. Eram 10 horas da manhã. Resolvi ir ao wc. Quando me fui aproximando, ouvi ruído vindo de lá. A água do chuveiro estava a correr. Pensei que eventualmente tivesse sido eu que a tivesse deixado aberta e entrei de imediato no wc a fim de a fechar. Confesso que não estava minimamente preparado para a enorme surpresa que acabava de ter – estava uma mulher no meu wc, uma bela mulher russa, a banhar o seu corpo escultural nas águas que eram projectadas pelo chuveiro. Fiquei momentaneamente sem reacção, simplesmente a admirar aquele quadro de enorme beleza. Foi nesse momento que ela se voltou e, vendo-me, acenou-me e disse um “olá” bastante descontraído. Era não mais nem menos que a minha adorada Paty. Sem pensar duas vezes, atirei com o que restava do cigarro para dentro da retrete e entrei na banheira. Ela sorriu de forma maliciosa, por me ver junto dela e por constatar que o meu membro já apresentava uma rigidez bastante viril. Abracei-a e ela limitou-se a dizer:

- Estava a ver que nunca mais vinhas ter comigo…..   

A reunião e a fusão

O táxi parou onde lhe foi possível, no meio da avenida, naquele dia em que parecia que todos os condutores sem excepção resolveram trazer as suas viaturas para a cidade, tal o volume do trânsito, congestionado, com o característico hino de buzinadelas e impropérios atirados pela janela por parte de alguns condutores, e dirigidos a outros que, regra geral, não se deixavam ficar atrás na ofensa.

Abri a carteira, tirei uma nota qualquer, entreguei-a ao condutor, dizendo-lhe para guardar o troco, coloquei a pasta debaixo do braço, abri a porta e saí, mergulhando naquela barafunda infernal. Da forma como me foi possível lá acabei por vencer a avenida, tendo chegado à porta daquele edifício enorme, quase tão alto como as poucas nuvens que hoje insistiam em decorar os céus da cidade. Entrei de rompante no lobbie e corri para o elevador, onde um empregado, com indumentária formal, aguardava pelo próximo passageiro do seu ascensor.

- Bom dia. Para que piso vai, senhor?

- Para o 23º, por favor. – a porta do ascensor abriu-se e o empregado, com um gesto, convidou-me a entrar. Assim fiz. No espelho vi que a porta se fechava atrás de mim, não sem que antes o empregado tivesse tomado lugar no ascensor. Aproveitei para ajeitar a gravata e limpar uma gota de suor que surgira entretanto na testa. Voltei-me para a frente, consultei o relógio. Faltavam dois minutos para a hora combinada. Não contive um longo suspiro. Estava absorto nos meus pensamentos, particularmente na elevadíssima importância da reunião que iria ter agora com o CEO desta multinacional, a qual poderia ditar de forma decisiva, o futuro da minha carreira, no imediato. Estava mandatado pelo Conselho de Administração da minha empresa para conduzir as negociações tendentes à fusão com a empresa com cujo responsável iria agora reunir-me.

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Não conseguia esconder o meu estado de nervosismo e ansiedade pelo que estava prestes a passar-se. Respirei fundo. O empregado, olhando para mim, accionou o manípulo do ascensor, colocando-o na posição de subida. Era um ascensor incrivelmente antigo, até com uma certa patine no espelho, o que contrastava em absoluto com a decoração moderna daquele edifício. Interrogava-me eu acerca do motivo pelo qual assim era e tudo começou a fazer mais sentido quando finalmente chegámos ao nosso destino, a porta do elevador se abriu e o empregado assinalou a porta de saída com um gesto cordial. Ao saír do elevador senti-me a mergulhar num local do passado. Praticamente tudo era feito em pedra, as paredes, colunas um pouco por todo o lado, plantas altas, quase a chegar ao tecto e até o balcão do secretariado era em pedra. Confesso que mesmo estando de algo forma habituado a algum luxo, senti-me um pouco deslocado naquele espaço que era no mínimo grandioso. Deitei-me imediatamente a imaginar que quem quer que seja que dirigisse um tal espaço, eventualmente responsável também por tão fausta decoração, teria forçosamente que ser alguém absolutamente inflexível e até excêntrico, o que não abonaria de todo a meu favor caso surgisse algum diferendo durante a negociação que eu estava prestes a tentar conduzir e que abonasse a favor da empresa que eu vim representar.

Abandonando os meus pensamentos e procurando não revelar qualquer impacto pela envolvência do espaço, dirigi-me ao atendimento. Do outro lado do balcão estava uma mulher de cerca de trinta anos. Era morena, com cabelo muito escuro, tinha uns olhos azuis intensamente penetrantes, uns lábios num tom vermelho vivo que não podiam ser mais convidativos. Vestia uma saia cinzenta, pelos joelhos e uma camisa branca, com apenas aquela quantidade de botões aberta no decote, o suficiente para obrigar um homem como eu a fazer um esforço por não olhar directamente para o volume que se notava no seu peito. De relance deu para constatar que se tratava de um magnífico exemplar do sexo feminino, com uma figura maravilhosa.

- Sr. Alexandre, muito bom dia. Já o aguardávamos – fiquei surpreendido por uma mera secretária estar a par da minha vinda e do meu nome, mas procurei não o demonstrar quando respondi:

- Muito bom dia. Tenho uma reunião agendada para esta hora.

- Muito bem. Queira por favor aguardar que a Dra. Mafalda já o irá receber. Entretanto deseja tomar alguma coisa? Um café, talvez?

- Aceito um café, por favor. – E desloquei-me para a zona de espera, constituída por alguns sofás e uma mesa, também esta em pedra. Não pude deixar de me interrogar sobre quem seria esta Dra. Mafalda. Como seria ela? O quão difícil iria ela tornar a minha missão hoje? Estava mais uma vez envolto nos meus pensamentos e nas minhas considerações quando a secretária regressou com o café. Neste momento foi possível vê-la em todo o seu explendor, a forma como meneava as ancas ao andar em cima daqueles lindos sapatos de salto altíssimo e o enorme sorriso que me ofereceu enquanto me estendia a chávena. Tomei o meu café e pensava para mim que tal talvez não tivesse sido boa ideia, pois sentia-me cada vez mais ansioso e nervoso pela antecipação do que se iria passar de seguida. A secretária veio novamente ter comigo e, estacando à minha frente, disse-me:

- Sr. Alexandre, queira acompanhar-me por favor. A Dra. Mafalda irá recebê-lo agora. – Já tinha terminado o café, pelo que agarrei na minha pasta e segui-a. Neste momento o meu estado de espirito resumia-se a uma curiosidade ansiosa. Chegámos a duas enormes portas em madeira de carvalho envelhecido, com ferragens num metal que me arriscaria ser precioso. A secretária abriu as duas portas de par em par e, com um gesto, introduziu-me no enorme salão. Tratava-se de um espaço ainda mais rico que tudo o que eu tinha visto até então, naquele edifício. Tudo em pedra, de tons cinzentos, uma área com uma enorme mesa de reuniões guarnecida com grandes cadeirões de madeira, mas ainda assim de aspecto bastante confortável, grandes quadros pelas paredes, mas colocados de forma estrategicamente pensada, mas o que mais me cativou foi a janela, ou antes, a parede que dava para o exterior, pois a mesma era totalmente em vidro, oferecendo uma vista magnífica sobre o resto da cidade, a qual se estendia até ao azul do mar, ao fundo. Fiquei imediatamente apaixonado por aquele espaço fantástico.

- Seja bem-vindo, Alexandre – a voz era de uma de uma loira estonteante, a qual tinha envergado um lindo vestido azul, bastante subido nas pernas e com um decote que quase chegava ao seu umbigo. Quando lhe apertei a mão, constatei imediatamente que as negociações iriam ser extremamente difíceis, pois seria assaz difícil deixar de pensar naquele corpo estrategicamente quase despido à minha frente e ainda ter que argumentar e raciocinar na melhor forma de dar conta do meu trabalho.

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- Bom dia. Muito gosto, Dra. Mafalda.

- Trate-me apenas por Mafalda, por favor. – quando disse esta última frase, parecia que o fez num sussurro.

- Certamente, Mafalda. Obrigado. - Tentando recompor-me, tomei lugar junto à cadeira que ficava em frente à mesa da Mafalda, uma enorme mesa em vidro atrás da qual iria ficar a minha interlocutora, num cadeirão majestoso. Aguardei que a Mafalda se sentasse e só nesse momento tomei lugar na cadeira que me estava destinada. Neste momento quis mostrar iniciativa e comecei por dizer:

- A Mafalda sabe bem qual o intuito desta reunião. Fui mandatado pelo conselho de administração da minha empresa para representar o mesmo, pelo que me foram reconhecidos plenos poderes – Ela interrompeu-me:

- Devem tê-lo em muito boa conta, Alexandre. Olhe que não é muito comum não ser o CEO a conduzir negociações desta natureza – Pela forma sem rodeios como ela acabara de dizer o que disse, deu para constatar que ela tinha tanto de belo como de perigoso, o que me desconcertou um pouco, quase tanto como a visão mais que privilegiada que eu tinha de tudo o que estava debaixo da sua mesa, onde se incluía o seu magnífico par de pernas.

- Assim o penso – retorqui, concluindo que a batalha começou. Tentei de alguma forma liderar o processo, demonstrando iniciativa, mas foi em vão, pois ela cortava todas as minhas intervenções, pedindo mais e mais elementos, de uma forma intensa e até desconcertante, como se já os conhecesse de antemão ou aquilo que deveria procurar. Pensei que ela deveria ter a lição muito bem estudada e até alguma informação privilegiada sobre a minha empresa, o que acabava por me desarmar na negociação. Inevitavelmente comecei a acusar algum nervosismo até que, a dado momento, deixei cair no chão a minha pasta, o que fez com que todo o seu conteúdo se espalhasse. Imediatamente comecei a tentar reunir as minhas coisas, o que não consegui fazer antes que a secretária estivesse junto de mim, de joelhos, a ajudar-me a reunir as minhas coisas. Após termos colocado tudo em cima da mesa de apoio, de eu ter agradecido a ajuda e de já estar novamente sentado na minha cadeira, a minha interlocutora, dirigindo-se à secretária, disse:

- Obrigado, Margarida – e olhando intensamente para mim, em tom jocoso, continuou:

- O Dr. Alexandre precisa da sua ajuda preciosa – confesso que pensei que a Mafalda estava de alguma forma a fazer uma piada com a secretária, o que achei um pouco inapropriado, tendo procurado disfarçar um esgar sarcástico que assomou o meu rosto. Inapropriada foi também a visão das pernas da Mafalda, as quais estavam abertas debaixo da mesa, mostrando até a quem não quisesse ver, que não tinha roupa interior. Estou metido numa alhada, pensei. Nesse momento senti a mão da Margarida por cima das minhas calças, deslizando rapidamente para o meu membro. Reagi, fazendo por me levantar, mas sendo imediatamente dissuadido pela Mafalda que disse, com um tom de voz meloso:

- Se o Alexandre estiver verdadeiramente interessado em levar a bom porto esta nossa negociação, terá que se entregar aos cuidados da Margarida – senti-me num turbilhão de sentimentos: Por um lado revoltado comigo próprio pois senti que estava demasiado vulnerável nas mãos daquela mulher encantadora, por outro lado desgostoso pois esta seria a única forma de levar a bom porto a fusão das duas empresas e por fim, maravilhado por ser alvo das atenções de duas mulheres maravilhosas. Acabei por me abandonar nas mãos da Margarida e acontecesse o que tivesse que acontecer. Recostei-me na cadeira, a Margarida tornou-se interventiva, liderando todo este processo de sedução que agora se iniciava, com decisão deu-me um enorme beijo com aqueles lábios de um vermelho vivo como a lava de um vulcão, o meu vulcão, o nosso vulcão, que estava prestes a entrar em erupção. Abriu-me a braguilha e retirou para a liberdade da sua mão, o meu membro, o qual já latejava de excitação. Do outro lado da mesa, pude ver que a Mafalda já havia exposto os seus seios, percorrendo ambas as pernas com as suas mãos, num espectáculo auto erótico. A Margarida olhou-me nos olhos e disse:

- Vamos lá ver como correm estas negociações, Alexandre – e acto contínuo abocanhou o meu membro, obrigando-me a fazer um enorme esforço mental por resistir sem explodir de imediato, tal era o grau de excitação puramente animal que me dominava. E pelos vistos não era apenas a mim. Aquele enorme salão encheu-se de gemidos enquanto prosseguíamos nas nossas negociações puramente sexuais. Levantei-me da cadeira e libertei-me do resto da roupa que ainda tinha vestida. Agarrei a Margarida pela cintura e sentei-a no meu colo. Ela colocou-se a jeito e empalou-se no meu falo. Começou num movimento de vai vem, de costas para mim. Era fantástica, a visão dos seus cabelos a ondularem com os seus movimentos. Fantástica também e extremamente excitante, a visão da Mafalda, já junto à Margarida, e a acariciar os seus seios, na nossa frente. Ergui a Margarida no ar e levei-a até junto da mesa. Penetrei-a por trás e comecei um movimento de vai vem com uma cadência generosa. A Mafalda subiu para cima da mesa, tendo-se posicionado bem à frente da Margarida, a qual iniciou um cunilingus delicioso à Margarida, enquanto eu a bombava por trás. Poucos minutos passaram até que todos nós explodimos em uníssono, num orgasmo fantástico, verdadeira ode aos deuses do prazer e da perdição. Demos por nós os três deitados pelo chão, extenuados com a nossa aventura. Fui o primeiro a reagir, tendo-me colocado de pé e começado a vestir-me. Elas compuseram-se e a Margarida, assim que estava em condições, abandonou-nos, não sem antes me ter dado um grande beijo, com sabor a sexo e carregado de hormonas.

Recompostos, ambos sentados nas suas cadeiras, a Mafalda interveio:

- Dou por finalizadas as negociações e vamos avançar com a fusão. Os documentos estão aqui e poderá assinar, na qualidade de mandatado. O CEO da empresa já assinou pela nossa parte. Procurando retomar uma postura profissional, agarrei na bela caneta que ela me estendia e assinei todos os documentos. Assim que terminei, ela deu-me as minhas cópias e deu por finalizada a negociação. Chegando mais perto de mim, passou as suas mãos pelos meus ombros, deu-me um beijo na boca e disse:

- Tive imenso gosto. Espero que venhamos a ter mais oportunidades de fazer muitas e profícuas negociações.

- O prazer foi todo meu – atirei-lhe com um sorriso, em jeito de retribuição. Após me ter conduzido à porta, já não pude ver a Margarida, tendo iniciado o meu percurso de regresso, duplamente satisfeito, quer pela situação maravilhosa por que havia passado, quer pelo sucesso das negociações. Sentia-me regozijado pelo sentimento de missão cumprida.

Assim que saí do elevador, e ao atravessar o lobbie, fui abordado por um segurança:

- Dr. Alexandre?

- Sim – respondi – Em que posso ajudar?

- Sr. Dr. A CEO pede que o acompanhe à sua viatura pois ela quer dar-lhe uma palavrinha – após ter anuído afirmativamente, segui o segurança, o qual me acompanhou até ao exterior do edifício e me abriu a porta de um magnífico Maserati parado à porta do edifício. Entrei e fiquei admiradíssimo ao ver no seu interior a Margarida, com um sorriso maravilhoso. Imediatamente perguntei:

- Vamos aguardar pela Mafalda? Disseram-me que era a CEO que desejava falar comigo – ao que a Margarida me respondeu:

- Alexandre, eu sou a CEO e a Mafalda é a minha secretária – fiquei boquiaberto com tal revelação. O carro arrancou e iniciou-se a primeira  daquelas que eu desejava serem muitas e apetitosas viagens pelas ruas do prazer, na companhia desta bela mulher.

 

 

 

 

Uma Dra e a sua paciente

- Sr. Alexandre!

- Sim. - Faça favor de me acompanhar. A Dra. Irá recebê-lo. – Fechei a revista que estava a ler e dei uma olhadela à sala de espera. Já era o último ocupante da mesma. Levantei-me e acompanhei a funcionária. Ao chegar à porta do gabinete, abriu a mesma, fez-me sinal para entrar e disse-me que a Dra. não iria demorar. Pediu que me sentasse e

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ficasse à vontade. Entrei. Atrás de mim senti a porta a fechar-se. Olhei em pormenor para o interior do consultório. Estava mobilado com muito bom gosto, com uns traços clássicos, que se revelavam nas madeiras envernizadas e não pintadas, nas cortinas numa cor bordeaux e numas molduras douradas na parede. Numa delas estava um diploma de curso. Aproximei-me. Era o diploma da Dra. Margarida. Nas restantes molduras, dois diplomas de pós-graduação. Traduz confiança aos pacientes, pensei eu. Na sala, e ao lado da secretária da Dra. estava um armário antigo mas em muito bom estado de conservação. Nele podia ver uma miríade de livros científicos, a maior parte deles em língua inglesa e sobre a maior parte das patologias mentais conhecidas. Achei que deveria ser estimulante ler acerca de todas aquelas maleitas e acompanhá-las no dia a dia dos pacientes que visitavam a sua clínica. Neste momento a porta abriu-se. Voltei-me e vi-a. Deveria ter cerca de 1,60 mts, loira, extremamente bonita, bem maquilhada mas sem ser em excesso, vestia uma saia preta pelos joelhos e uma blusa vermelha por baixo da bata branca que trazia aberta à frente. Estava de saltos altos o que fazia com que as suas pernas se destacassem. Eram uma perfeição. - Boa tarde. Sou a Dra. Margarida. – Disse, enquanto me estendia a mão. Retribuí o gesto. Reparei que tinha umas mãos com dedos compridos, de unhas pintadas de vermelho, a condizer com o vermelho do baton. Era uma mulher deslumbrante. Cheguei imediatamente essa conclusão, nesta rápida avaliação. - Boa tarde. Sou o Alexandre. – Respondi, enquanto sentia o seu perfume a inundar o meu pavilhão olfactivo. Tratava-se de um perfume requintado, doseado com parcimónia mas ainda assim inebriante. Com um gesto em direcção à cadeira que se encontrava em frente à sua secretária, convidou-me a sentar-me. Assim o fiz, logo que ela tomou assento por trás da secretária. Cruzei as pernas e olhei intensamente para aqueles seus olhos azuis. Antes que fosse ela a começar, com as perguntas da praxe, tomei a iniciativa e disse: - Com uma Dra. tão bela não haverá certamente um único paciente que não lhe dedique toda a sua atenção. - O Sr. Alexandre joga sempre ao ataque, como agora? Parece que não perde tempo. – O tiro acabara de saír pela culatra, pensei eu. Prossegui: - Só mesmo quando tenho a enorme felicidade de ser recebido por uma Dra. tão deslumbrante como a Margarida. – Ela pareceu sorrir. Afinal o tiro havia sido certeiro, e não fiquei assim tão chamuscado de pólvora, pensei eu, esboçando um sorriso. - O que o traz à minha consulta, pode saber-se? – Entrava logo o lado profissional em cena, fazendo por cortar qualquer conversa menos formal. Continuei a olhá-la nos olhos. Era um esforço quase sobre-humano, manter o contacto visual com os seus olhos e dominar a força hercúlea que empurrava os meus olhos um pouco mais para baixo, para a posição ocular que permitisse vislumbrar a imagem majestosa de um magnífico e volumoso par de seios que podiam apenas ser vistos com o recurso à minha visão periférica. - Dra. Margarida, sou Inspector da Polícia Judiciária e actualmente estou a investigar um crime que poderá envolver uma sua paciente. - Quem, posso saber? – Mostrando uma expressão grave, sinal que o seu enorme à vontade poderá de alguma ter sido afectado com o que acabava de lhe dizer. - Certamente que sim. Trata-se de uma Mariana Gomes, 38 anos e ligada a um grande grupo económico. – A Dra. Margarida olhava para mim atentamente, com uma sobrancelha franzida. Esta tipa, quando enraivecida deve ser o diabo, pensei eu, ao ver a sua expressão facial. - Ahh sim, estou a ver perfeitamente. A Mariana ainda esta semana esteve cá no consultório. - Qual o diagnóstico dela, Dra? A sua expressão mostrou um misto de admiração e determinação. Olhou para mim com uma expressão muito séria e disse: - Sr. Inspector, saberá muito bem que a relação médico-paciente é confidencial. Não me está a pedir que viole essa garantia da minha paciente, pois não? – Mantinha a sua expressão grave e eu, muito calmamente prossegui: - Sei sim, Dra. Mas também sei que existe algo mais que a mera relação médico-paciente entre si e a menina Mariana. Estarei errado? – Apanhei-a totalmente de surpresa. Olhou para mim com uma expressão de fera encurralada. Muito calmamente prossegui: - Trata-se apenas de uma conversa off the record, Dra.. Conto com toda a sua colaboração por forma a poder ajudar a Mariana e a Dra.. Se eu souber quais as fraquezas da Mariana, será uma forma de vos defender. - Ajudar como? Defender do quê? – Balbuciou. - Corremos perigo? – Quando perguntou isto, já se notava uma pequena dose de inquietação na sua voz. Era mais que notório que a visada nas minhas perguntas não lhe era indiferente. - Correm sim – Prossegui - Risco de vida. - Mas….. Como é possível? Que fizemos nós? Que fez ela de tão grave para corrermos riscos? – Estava completamente desarmada. Toda aquela pose de fêmea alfa tinha caído por terra. Levantou-se da cadeira. Levava uma mão no queixo, o que mostrava que as suas ideias deveriam estar a correr à velocidade da luz. Fitava o infinito. Deu uns quantos passos pela sala e de repente veio para perto de mim e colocou-me uma mão no ombro. Perguntou: - Mas…. A Mariana…. Está bem? – Notava-se um certo desespero quando fez a pergunta. Gostei de ver a sua expressão naquele momento. Estava verdadeiramente preocupada, mas não era preocupação de médica, havia ali algo mais, havia sentimento. Coloquei a minha mão por cima da mão dela, olhei-a nos olhos e disse-lhe: - Tenha calma. Não sabemos do paradeiro da Mariana mas tudo leva a crer que ela estará bem. Como quem lhe quer mal sabe que ela costuma encontrar-se consigo, tanto este espaço, como a sua morada ou dos seus familiares e amigos estão comprometidas. Não estará em segurança em nenhuma delas. - Então, que posso eu fazer? – Perguntou, mostrando que estava abalada com toda a situação. - Vamos fazer o seguinte: Agora vai ligar à sua amiga e vai dizer-lhe para ela esperar por nós na estação do Cais do Sodré. Trata-se de um ponto central, de passagem de muita gente e é essencial que ela esteja num local assim até que possamos ir ter com ela. – A Dra. assim fez. Ligou à Mariana e explicou-lhe tudo tal como eu lhe tinha dito. Ficámos de passar por lá dentro de trinta minutos. A Margarida despediu-se da funcionária e saímos. Chegados ao meu carro, abri-lhe a porta do lado do passageiro e fiz-lhe sinal para que entrasse. Ela assim fez. Fechei a porta, contornei o carro e entrei. Assim que coloquei o carro a trabalhar, Margarida perguntou: - Como vai ser agora? Para onde vamos? - Muito fácil. Tenho em mente o local ideal para ambas estarem desaparecidas durante uns tempos. – Respondi. Ela mantinha uma expressão grave. Não falou durante todo o caminho, limitando-se a ir olhando pela janela durante o trajecto. Aparentava estar realmente preocupada com toda esta situação. Ao chegar à estação do Cais do Sodré parei o carro. Disse-lhe para ligar novamente à Mariana e que lhe dissesse que eu a iria buscar junto à placa do terminal 2. Ela assim fez. Antes de saír disse-lhe para se manter no carro e não atender qualquer chamada telefónica. Avancei em direcção ao terminal, cruzando-me com dezenas de pessoas que iam atarantadas com os seus afazeres. Dirigi-me ao terminal 1 e encostei-me à parede. Puxei de um cigarro com a maior descontracção. Acendi, tirei uma grande passa, e assim que aquela primeira nuvem de fumo se dissipou, comecei a observar a gare. Olhei calmamente para a direita e depois para a esquerda, a tentar identificar alguém que pudesse estar a fazer vigilância em relação à Mariana, a qual já tinha identificado, bem junto à placa do terminal. Tratava-se de uma morena escultural, cabelos muito escuros e pernas estonteantemente torneadas, o que se tornava visível pelas leggings que vestia. Era uma mulher que também não me deixava indiferente. Que sorte tinha eu tido com este processo, pensei eu. Todas as pessoas que eu conseguia visualizar aparentavam estar compenetradas no seu destino, umas saindo da gare e outras entrando, consultando os seus relógios, olhando para as placas informativas ou sentadas a ler qualquer coisa. Já a Mariana, estava aparentemente descontraída. Esta devia ser a Alfa das duas fêmeas, pensei, não conseguindo evitar um pequeno sorriso. Após me certificar que ninguém a observava, resolvi avançar na sua direcção. Ao chegar junto dela disse-lhe: - Olá. Sou o Alexandre. Vim buscá-la. Por favor avance em direcção ao carro azul que se encontra estacionado à porta da estação. Eu irei imediatamente atrás de si. – Ela não disse nada. Mirou-me de cima a baixo, deu meia volta e começou a andar na direcção indicada. A uns 10 metros de distância segui eu, mantendo a distância por forma a poder certificar-me de que ninguém nos seguia ou observava. Ao chegar ao carro, ela não perdeu tempo e entrou no mesmo, para a parte de trás. Logo a seguir, apareci eu. Dei a volta ao carro e quando me preparava para entrar no mesmo ainda dei uma olhada para a entrada da estação, a fim de identificar alguém que não estivesse compenetrado nos seus próprios assuntos, mas sim a olhar para nós. Entrei no carro. Coloquei o motor em marcha e arranquei. Dirigi-me em direcção a Belém, sempre com a preocupação de verificar pelo espelho retrovisor que não éramos seguidos por ninguém. As duas mulheres conversavam uma com a outra. A Dra. Margarida aparentava estar bem mais descontraída, certamente por ter reencontrado a sua amiga. A certo ponto resolvi interromper a conversa e, dirigindo-me à Mariana, disse: - Peço desculpa à Mariana mas para seu próprio bem, foi necessário retirá-la do seu circuito normal, casa, trabalho, família, durante uns dias. Espero que me compreenda, depois de lhe relatar os factos que são do nosso conhecimento. - Estou bastante curiosa para o ouvir. Já agora, para onde nos leva? - Tenho que as levar para um local insuspeito durante uns dias. Pelo menos até termos concluído a outra parte da nossa operação. – Elas entreolharam-se. Era um olhar cúmplice, silencioso, mas que encerrava em si pelo menos metade de toda a bibliografia de Nicholas Sparks. Continuei a conduzir, atento ao retrovisor, até que cheguei à porta do condomínio. Carreguei no botão do telecomando e o enorme portão deslizou, para nos deixar entrar. Tinha pedido emprestada a casa do meu bom amigo Nicolau. Como ele se encontrava no estrangeiro, não viu qualquer problema e acedeu de imediato. Era um condomínio luxuoso, com belos prédios de amplas varandas voltadas para o mar. Fui directamente para o lugar de estacionamento, de onde teria acesso ao elevador que nos levaria directamente à casa, por intermédio de uma chave. Entrámos no elevador e o mesmo parou. Abriu-se a porta e pude ver mais uma vez aquele enorme hall de entrada da casa. Entrámos em casa. Elas foram imediatamente para a sala e começaram a comentar a vista maravilhosa que a mesma tinha, para o mar. Estavam completamente descontraídas, parecendo estar numa viagem de férias, em lugar da situação por que estavam a passar. Mostrei-lhes a casa e disse-lhes que teriam que ficar cada uma num dos quartos, enquanto eu ficaria no sofá da sala. Elas entreolharam-se com uma expressão jocosa, meio a rir, mas nada disseram. De seguida fomos até à sala novamente. Assim que lá chegámos, a Mariana interpelou-me: - Mas, que se passa, afinal? Porquê toda esta confusão? – Olhei para ele e calmamente disse-lhe: - Nada de mais. Apenas o testa de ferro de uma empresa que a Mariana colocou a descoberto na CMVM. Interceptámos comunicações entre ele e outro elemento da sua organização, as quais nada abonavam para o seu bem-estar físico. Assim, e antes que lhe consigamos deitar a mão, mais à sua organização dúbia, impunha-se garantir a sua segurança, pelo que a trouxe para aqui. - Muito bem. Então e porque motivo também trouxe a Margarida? – Olhei seriamente para ela, fiz uma pausa e, esboçando um sorriso que não consegui suprimir, respondi-lhe: - A Dra. Margarida veio também pois tem uma certa afinidade consigo e seria expectável que a Mariana pudesse estar na sua companhia, em sua casa, o que a tornava num alvo. – A Mariana enrubesceu ligeiramente, tendo ficado a olhar para mim em silêncio, com uma expressão que eu catalogaria de enigmática, como de quem

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acabava de ter uma ideia. Como já estávamos a entrar na noite, procurei saber o que elas queriam para jantar e fiz a encomenda a um restaurante que faz entregas ao domicílio. Fui à entrada do condomínio buscar as refeições e quando regressei estavam as duas mulheres sentadas na sala, em amena cavaqueira. A Margarida levantou-se e prestou-se a ajudar a por a mesa, enquanto que a Mariana continuou a admirar a magnifica vista do apartamento. Jantámos com gosto, pois a comida estava excelente e no final, enquanto tomávamos um café, falámos um pouco acerca de trivialidades, coisas da vida. A conversa arrastou-se até tarde, até ambas as mulheres estarem ensonadas. Sugeri que se fossem deitar. Informei-as que nos quartos estavam vários pijamas que elas poderiam utilizar. Despediram-se e foram ambas deitar-se. Fiquei na sala, local onde iria passar a noite e, aproveitando o facto de estar sozinho, acendi um cigarro e fiquei a pensar em toda aquela situação. As mulheres eram lindíssimas, qual delas a mais bela, uma loira e outra morena e havia qualquer coisa em ambas que era de um magnetismo intenso. Não o conseguia explicar, mas tanto uma como a outra aparentavam ser verdadeiras bombas sensuais, prontas para explodir a qualquer momento, por detrás daqueles seus olhares que denotavam uma inteligência acima da média. Resolvi-me por fazer uma pequena ronda pelo apartamento, verifiquei se a porta se encontrava bem fechada, passei pela cozinha, vi as janelas e, quando passava silenciosamente no corredor de acesso aos quartos, apercebi-me que um dos quartos tinha a porta aberta. Espreitei e constatei que o mesmo se encontrava vazio. Regressei à sala com um sorriso rasgado na minha face. Elas tinham ficado ambas no mesmo quarto. Imediatamente pus-me a imaginar o que estariam a fazer. Muito provavelmente estariam nos braços uma da outra, em manobras amorosas. Conseguia sentir uma enorme pulsão sexual, uma vontade incrível de estar com uma daquelas belas mulheres e deixei-me embalar por estes pensamentos libidinosos que me acompanharam durante grande parte da noite, até ter adormecido, deitado naquele enorme sofá da sala. A noite passou-se de forma absolutamente normal, pelo menos até ter ouvido a porta do quarto delas a abrir-se. Mantive-me em silêncio e passados uns momentos via a Mariana a passar em direcção à cozinha. Ao passar pela sala, olhou para mim e vendo que a observava, disse-me um “olá” e continuou a andar. Passados uns momentos regressou para a sala, colocou-se à minha frente e deu um grande gole no copo de água que trazia na mão. Senti um arrepio na espinha. Ela vestia apenas uma minúscula cuequinha, o que permitia visualizar aquele corpo maravilhoso, umas pernas bem definidas e fartos seios que pareciam convidar-me surdamente para que os apertasse. Perguntou: - Dormiu bem? – Procurei não me mostrar demasiado surpreendido pela sua nudez e respondi: - Muito bem, e vocês? – Ela sorriu para mim, ao mesmo tempo que metia um dedo na boca e, com um ar muito jovial respondeu: - Muito bem. Nem imagina! – Ai imagino, imagino, pensei eu. Optei por não verbalizar este meu pensamento. Fiquei a olhar para ela. Ela não tirava os seus olhos dos meus e inevitavelmente desviou o seu olhar na direcção da minha masculinidade. Não teve quaisquer pruridos em olhar descaradamente para uma erecção que avolumava bastante os meus boxers aquela hora da manhã. Aquela mulher não me era de todo indiferente. Numa outra situação já a teria tentado seduzir, mas dadas as circunstâncias, tive que me conter. Ela aproximou-se de mim e sentou-se a meu lado. Olhámo-nos nos olhos e ela aproximou a sua face da minha, encostando-a. Com uma voz sensual disse-me: - Sabe, eu e a Margarida somos amantes…. Boas amantes. Gosto muito dela, ela é a minha mulher, mas também gosto de um bom macho de vez em quando…. – após ter dito isto, afastou-se ligeiramente e fitou-me, ao mesmo tempo que a sua mão direita pousou no meu peito, tendo começado a descer, até agarrar o meu membro, o qual estava rijo como ferro. - Tem aqui um utensílio muito interessante! Quem sabe ainda o venho a requisitar….. – Fiquei imóvel, limitando-me a olhar para ela, apesar de uma vontade quase incontrolável de a agarrar e saltar-lhe para cima. Ela levantou-se e caminhou em direcção ao quarto. Quando chegou à entrada do corredor parou, voltou-se para mim, deu um beijo na mão, estendeu a mesma e soprou na minha direcção. De seguida regressou ao seu quarto. Fiquei num misto de euforia e de frustração. Desejava intensamente aquela bela mulher, mas das as circunstâncias, não seria de todo ético permitir-me envolver com ela. Fui até à casa de banho e tomei um duche, procurando dissipar esta enorme quantidade de energia sexual que me possuía desde aquele episódio. Fiz a barba e vesti-me. Saí de casa para comprar pão e o jornal. Quando regressei estavam ambas no sofá da sala, envergando cada uma o seu robe. Dei-lhes os bons dias e convidei-as para tomar o pequeno-almoço. Por vezes o meu olhar demorava-se um pouco no olhar da Mariana, recordando aquele episódio ocorrido há pouco tempo e dei por mim a ter com ela uma troca de olhares que denotavam uma grande cumplicidade, tal e qual os olhares que ela trocava com a Margarida. Está aqui uma cena do caraças, pensei eu. Convidei-as a tomar um café, após o pequeno almoço. Conversámos um pouco e disse-lhes que iríamos sair, por forma a que elas pudessem comprar algumas peças de roupa. Pela forma como as coisas tiveram que ser feitas, não tiveram oportunidade de vir munidas com roupa de reserva e ainda bem, pois desta forma não deram a quem quer que seja qualquer indício de que se iriam ausentar de suas casas. Elas vestiram-se e saímos. Nas diversas lojas por onde passámos, fartaram-se, como seria de esperar, de experimentar peças de roupa, inclusive peças que não se adequariam à circunstância em causa, como sejam vestidos de noite e outras peças mais elaboradas, o que me levou quase à extenuação, por ter que aturar não uma, mas duas mulheres, e ainda por cima muito amigas entre si. Quando saía do gabinete de prova, a Mariana piscava-me sempre o olho e insinuava-se, enquanto me mostrava a peça de roupa que havia vestido no momento. A Margarida também pedia a minha opinião, mas não da mesma forma e com os mesmos olhos incendiados que a Mariana usava. Senti-me numa situação muito complicada. Eu que sempre gostei de mulheres e apenas de mulheres, estava a viver um verdadeiro sonho, com duas belíssimas mulheres à minha guarda, as quais fariam ou antes, teriam que fazes exactamente tudo aquilo que lhes dissesse para fazer, mas ao mesmo tempo, aquela enorme frustração por estar no desempenho das minhas funções e não poder interagir da forma que tanto desejava com aquela maravilhosa mercadoria que se encontrava à minha guarda. A determinada altura comecei a notar alguma estranheza no olhar de Margarida. Tudo leva a crer que ela se apercebeu que alguma coisa haveria entre mim e Mariana, pelos olhares incendiados que ela me lançava de quando em vez. Apercebi-me que a Margarida terá ficado alerta, pelo que passou a seguir de forma muito mais próxima, todas as acções da Mariana, a qual aparentava estar a vivenciar um momento fantástico. Entrámos no carro e fomos de regresso ao apartamento. Procurei escolher um itinerário diferente de acesso à casa e mantive-me sempre atento ao trânsito que por nós passava, ao mesmo tempo que observava com grande insistência, toda e qualquer viatura que poderia surgir no espelho retrovisor, a fim de garantir que não seriamos seguidos de regresso a casa. Tendo concluído que não éramos seguidos, passei a entrada do condomínio onde estávamos instalados e segui em frente. Dirigi em direcção a um restaurante naquela zona, o qual tinha um bom cardápio e uma vista esplendorosa. Ocupámos uma mesa na esplanada, de onde tínhamos uma vista privilegiada sobre a foz do rio, o mar e sobre os navios que entravam e saíam a barra. Fizemos as nossas escolhas de prato e resolvi quebrar o meu protocolo de serviço e escolher um bom vinho que pudesse acompanhar os magníficos pratos de peixe escolhidos por todos nós. A uma garrafa seguiu-se outra, e uma outra a seguir. Os ânimos estavam bastante animados. Após o prato principal, nenhum de nós pediu sobremesa, apenas um café, mas com o respectivo digestivo. As meninas seguiram o meu conselho e tomaram um vinho do Porto, enquanto que eu optei por um puro malte com mais de 20 anos. Estava calmamente a observar o mar, e os navios que iam e vinham, enquanto tirava umas passas de um cigarro, completamente absorto nos meus pensamentos, quando fui, de repente interrompido. Era a Margarida, que tinha andado muitíssimo silenciosa, mas que, talvez por força dos vapores etílicos da degustação do jantar, resolveu abordar-me, interrompendo assim a sua conversa com a Mariana: - Sr. Inspector…….. - Trate-me por Alexandre, por favor. – Disse, enquanto tirava uma intensa baforada do cigarro e continuava a fitar o oceano. - Alexandre, pronto. Por favor trate-me também somente por Margarida. - Assim farei, obrigado – Retorqui. - Diga-me uma coisa: - Digo pois. Que deseja saber? – E nesta altura voltei-me, fitando-a olhos nos olhos. A Mariana parecia estar muitíssimo divertida com o início do nosso diálogo. - Alguma vez tinhas estado assim, com duas mulheres? - Assim como? – Perguntei eu, em resposta à sua questão. – Interroguei-me onde esta conversa iria dar, pelo teor da questão colocada pela Margarida. - Assim com duas mulheres bonitas, inteligentes e interessantes como nós. – A Margarida sorriu e olhou para a Mariana no sentido de descobrir se ela estava atenta ao nosso diálogo. - Assim com duas gajas podres de boas. – Disse a Mariana. Elas dispararam numa gargalhada. Esperei que terminassem e disse: - Ambas são mulheres lindíssimas. Gosto de estar convosco, apesar de preferir que o motivo pelo qual estamos juntos não fosse única e exclusivamente a defesa da vossa integridade física. Compreendem a minha posição? - Compreendemos sim, Alexandre. – Disse a Margarida, continuando a sorrir. - Mas não respondeu à nossa questão. Já alguma vez tinha estado com duas mulheres como nós? – Desta vez era a Maria a insistir. Olhei para ela, que estava com um olhar carregado de sensualidade selvagem, e depois para a Margarida, que não tinha de todo uma expressão de inocência e respondi: - Assim tão bonitas e deslumbrantes como a Mariana e a Margarida, confesso que nunca, não. – Elas olharam uma para a outra e riram-se. De seguida a Margarida disse: - Coitadinho…. Nas suas funções, com a sua experiência e nunca teve que aturar mulheres bonitas, pelo menos tão bonitas como nós…. – Ela olhou para a Mariana e ambas riram-se. De seguida foi a vez da Mariana intervir: - Um senhor como o Alexandre, que usa de todo o seu tempo, 24 horas por dia, para garantir a segurança de duas donzelas, não me parece algo comum. Não achas, Margarida? – Esta acenou afirmativamente e disse: - E digo mais! Um homem como o Alexandre tem forçosamente que ser recompensado! Façamos um brinde! – E acto contínuo olhou para o seu copo, bem como para os restantes e, tendo constatado que todos estavam vazios, voltou-se e colocou o braço no ar, para chamar o empregado. Questionou-nos acerca do que pretendíamos beber e transmitiu o mesmo ao empregado que, de uma forma muito diligente, satisfez os nossos pedidos. Ao constatar que todos nós estávamos munidos de copos atestados, a Margarida ergueu o seu copo e disse: - Façamos pois um brinde à nossa saúde, e ao imenso prazer que constitui o facto de estarmos os três aqui reunidos. – Enquanto levava o copo aos lábios, olhei para elas e apercebi-me que ambas olhavam para mim, parecendo estar em killer mode. Era óbvio que já havíamos bebido bastante e elas denotavam estar de alguma forma afectadas pela ingestão de bebidas alcoólicas durante a nossa noite. Neste momento receei vir a ter que lidar com situações resultantes de algum excesso, mas constatei que ambas estavam bem, apesar de denotarem um pequeno “grão na asa”. Que melhor altura para me meter com uma mulher? – Pensei eu, enquanto puxava do cartão de crédito para pagar todos os nossos abusos daquela noite. Elas falavam uma com a outra e aparentavam estar imensamente divertidas, enquanto eu procedia ao pagamento. Já na posse da factura, disse-lhes que teríamos que regressar a casa. Elas riram e seguiram-me, quando me levantei da mesa e comecei a dirigir-me para o carro. Aquelas mulheres eram terrivelmente sensuais e estimulavam a minha imaginação e a minha libido a pontos para mim anteriormente completamente desconhecidos. Estava a viver um flirt com duas mulheres, sabendo de antemão que jamais me poderia envolver com qualquer uma delas. Entrámos no carro e seguimos em direcção à nossa casa. Lá chegados, dei uma vista de olhos a todo o apartamento, a fim de confirmar que não se encontrava lá ninguém, nem que havíamos sido visitados. De regresso à sala, disse-lhes que tudo estava bem e que já poderiam ir para os quartos. E elas foram. Servi-me de um bom wiskie da garrafeira do meu amigo, coloquei um bom jazz em surdina na aparelhagem, acendi um cigarro e, preparando-me para vivenciar um momento de abstracção, fui de repente interrompido pela Mariana: - Alexandre, precisamos da tua opinião relativamente às roupas que comprámos hoje. Pode ser? – Olhei para ela e acenei afirmativamente. Iniciou-se um desfile, com as muitas roupas que haviam adquirido durante o dia. A sua visão resultava numa experiência extremamente agradável e divertida, pois elas não paravam de meter-se uma com a outra e comigo, dizendo sempre coisas engraçadas quando não arrojadas. No final, acabámos os três sentados no sofá, a falar acerca de trivialidades. Aquelas mulheres não me eram de todo indiferentes, aliás, colocavam-me num tal estado de excitação que certamente que elas se apercebiam. Após uns quantos cigarros e uma boa hora de conversa, retiraram-se para o seu quarto, enquanto eu me preparei também para me encostar no sofá. Quando finalmente fiquei só, dei por mim a admirar a vasta vista que a janela da sala proporcionava sobre o mar e arranquei numa viagem em pensamento, sobre toda esta situação, particularmente no que se tinha passado durante o dia. O arrojo da Mariana que me tinha deixado desconcertado, bem como a intimidade e uma certa cumplicidade que se estava a instalar entre todos nós, quase como se já nos conhecêssemos de há longa data. Acabados estes largos momentos de introspecção, resolvi dar a noite como encerrada e deitei-me no sofá. Não estava deitado há muito, quando ouvi a porta do quarto delas a abrir-se, seguido de uns passinhos no corredor, a dirigirem-se para mim. Olhei e via a Mariana. Vinha só com a sua cuequinha vestida, com aqueles seios maravilhosos a dançarem ao sabor dos seus passos. Que quereria ela agora? Ela sentou-se no sofá, bem perto de mim, curvou-se na minha direcção e deu-me um longo beijo. Depois disse: - Não queres vir comigo para o quarto? Anda, que vai ser interessante….. – O seu olhar prometia muito mais que tudo aquilo que a minha imaginação conseguia abarcar, naquele momento. Disse-lhe que sim. Abandonei-me nas mãos desta bela mulher e deixei para trás todo o profissionalismo que me era exigido no desempenho da minha profissão. Espero que os meus superiores nunca venham a saber disto. Pensei. Levantei-me do sofá, seguindo a Mariana, que me puxava pela mão direita. Entrámos no quarto e estava acesa apenas uma luz, de uma das mesas de cabeceira. Em cima da cama, completamente nua, estava a Margarida, a qual se voltou para nós, com uma expressão lânguida e disse: - Olha, trouxeste aquele que vai ser o nosso homem da casa. - Para ti tudo, minha querida. – Respondeu a Mariana. - Pois deixa-te ficar sentado aí nesse sofá. – Disse a Margarida, apontando para o mesmo. – Nesta altura irás apenas observar o amor entre duas mulheres emancipadas. – Sentei-me então na poltrona indicada. Estava excitadíssimo pela expectativa de tudo aquilo que poderia seguir-se, e acho que isso era bem visível para ambas as mulheres. A Mariana despiu a sua cuequinha e avançou para a cama, onde se sentou. Ao mesmo tempo que olhava para mim, as suas mãos começaram a percorrer o corpo da Margarida, que se voltou, ficando deitada de costas. Observei a Mariana a acariciar os seios da Margarida, desenhando neles arabescos, com a ponta dos seus dedos. De seguida, deram um beijo, um grande beijo húmido. Demoraram-se neste beijo, enquanto as suas mãos mostravam-se ávidas do corpo uma da outra. Eu parecia sentir em mim todas as carícias que aquelas belas mulheres trocavam entre si. Sou mesmo um felizardo, pensei, enquanto continuava naquele sítio, a admirar o espectáculo que se desenrolava à minha frente. A Mariana, que estava por cima, começou a desviar-se da boca da Margarida, dando-lhe beijos no seu pescoço, começando a descer. Chegada às enormes, maravilhosas mamas da Margarida, agarrou-as com ambas as mãos, deu uma olhada na minha direcção e de seguida desceu a sua boca sobres as mesmas, tendo-se demorado bastante a lamber e a chupar os proeminentes mamilos que eram o cume daqueles globos maravilhosos. Já eram audíveis alguns gemidos, os quais entrecortavam o som de respirações aceleradas. Elas, aliás, nós os três estávamos completamente tomados pelo desejo, o qual pulsava intensamente nas nossas veias e em todos os nossos seres. As mãos da Mariana continuavam a acariciar o corpo da Margarida, quando esta começou a deslocar-se mais para Sul, conquistando milímetro após milímetro do terreno maravilhoso que era aquele corpo. Passou pelo umbigo, pela cintura, deu uns beijos no monte de Vénus da Margarida, o que fez com que fosse visível um leve estremecimento no seu corpo. De repente, a Mariana soergueu-se, agarrando num pé da Margarida. Olhou para mim com uns olhos carregados de intenso desejo, e abocanhou o dedo grande do pé da Margarida, tendo começado a chupá-lo enquanto olhava para mim de forma muitíssimo provocante, como se me estivesse a oferecer aquele gesto, ao meu membro, o qual já latejava de tamanha excitação. Após se ter demorado um pouco com os dedos dos pés da Margarida, Mariana começou a subir, a beijar as suas pernas, como quem regressa ao ponto central, após ter conquistado todo o território ao inimigo. Ao chegar com a sua boa às virilhas, Margarida abriu vagarosamente as suas pernas, expondo completamente o seu baixo ventre a qualquer investida que viesse a sofrer de ali em diante. A Mariana soprou uma e outra vez sobre os grandes lábios, provocando verdadeiros arrepios de prazer por todo o corpo de Margarida. Começou a passar a língua, de forma muito vagarosa, ora num, ora na outra virilha da Margarida. Esta suspirou. A sua respiração estava muito acelerada e intensa. Parecia uma bomba prestes a detonar. A Mariana percorreu os lábios com a língua, apenas uma única vez, de baixo para cima. A Margarida gemeu. Mariana ergueu-se, ficando a olhar para Margarida, de pernas abertas à sua frente, depois olhou para mim. Tinha um olhar completamente toldado pelo desejo, e um sorriso malandreco na cara, qual criança apanhada a fazer uma traquinice. Colocou-se de pé em cima da cama, deu a volta ao corpo da Margarida e colocou um pé de cada lado da sua cabeça. Eu já estava a imaginar o que de ali ía sair. Estava ansioso por poder tomar, de alguma forma tomar parte naquela verdadeira máquina de prazer que funcionava à minha frente. Margarida voltou a sua cara para mim, mostrando o seu rosto completamente ruborizado e alterado pelo prazer que estava a sentir. De repente disse, com uma voz um pouco débil: - Ai Alexandre…. Tens medo de te constipares? Despe esses boxers e junta-te a nós….. – A Mariana também olhava para mim. Levantou a sua mão direita e com o dedo indicador, fez o gesto para me aproximar. Muito calmamente levantei-me da poltrona, fiz deslizar os boxers para o chão, libertando a minha férrea masculinidade que desafiava todas as forças da gravidade e aproximei-me daqueles dois corpos em lenta combustão, no preciso momento em que a Mariana se sentava na cara da Margarida, emitindo de seguida um grande gemido, assim que os seus grandes lábios foram abordados pela língua da Margarida. Manteve-se assim durante algum tempo. Assim que cheguei junto delas, dei um lânguido beijo na boca da Mariana, ao mesmo tempo que lhe agarrei nos cabelos, puxando a sua cabeça para trás. Ela pareceu assanhar-se, cravando as suas unhas na barriga da Margarida. De seguida, ainda a agarrar nos cabelos da Mariana, deslizei a minha outra mão pelo corpo escaldante da Margarida. Com os dedos entreabri os seus grandes lábios, tendo sentido que estava completamente alagada. Meti um dedo dentro dela, e depois dois dedos e, acto contínuo, levei-os à minha boca. Mariana acompanhava atentamente os meus gestos e neste momento ía explodindo de prazer, ao ver-me a tomar esta atitude. Depois levei os dedos à sua boca, tendo ela começado a chupá-los, enquanto olhava para mim. Demorei-me a olhar para ela e de seguida empurrei-a para a frente, em direcção ao baixo ventre da Margarida. Mariana abocanhou aquela vagina com verdadeira fome de prazer. Estavam ambas as mulheres abraçadas num magnífico “69” e eu entretinha-me a percorrer as minhas mãos nos seus corpos de verdadeiras deusas. Sou um gajo com uma sorte do caraças, pensei para mim, e continuei a acariciar aqueles corpos, até que, passados minutos que mais pareciam horas, Margarida conseguiu libertar-se do peso que a Mariana exercia sobre si e atirou-se a mim como um verdadeiro animal selvagem, puxando-me para si, o que fez com que eu caísse em cima da cama. Nesta altura já a Mariana colaborava com ela. Era finalmente chegada a minha vez de tomar parte na maravilhosa acção que vinha assistir. As duas mulheres deitaram-me de costas. Mariana agarrou o meu falo, que se mantia herculeamente rijo e abocanhou-o, começando a fazer um movimento de vai vem com a sua cabeça. Margarida posicionou-se por cima de mim, oferecendo a sua voluptuosa e imberbe vagina á minha boca. Comecei a usar a minha língua, agarrando uma das suas pernas, ao mesmo tempo que a outra mão acompanhava o movimento da cabeça da Mariana, enquanto ela me sugava o membro. O quarto encheu-se de uma mistura afrodisíaca do conjunto de todos os nossos aromas enquanto todos nos entregávamos ao mais básico e puro prazer. Mariana não quis esperar mais e sentou-se sobre o meu membro, tendo-se empalado no mesmo com um audível gemido. Apercebi-me que as mulheres se acariciavam mutuamente, voltadas uma para a outra, enquanto me cavalgavam a boca e o falo. Passámos largos minutos nesta posição, até que uma pós outra, ambas as mulheres atingiram o clímax, com gritos e contracções. Aproveitei o momento e, libertando-me da minha posição, coloquei a Margarida de gatas e posicionei-me por trás dela. Mariana não perdeu tempo e deitou-se à frente da Margarida, oferecendo-lhe a sua vagina, a qual ela aceitou sem qualquer hesitação. Entrei na Margarida e iniciei um delicioso movimento de vai vem. Ao mesmo tempo que com a mão direita, tilintava o seu clitóris. Durante todo este tempo, dei por mim, forçado a pensar em coisas absurdas, completamente despropositadas, por forma a retardar ao máximo aquela vontade de explodir, de chegar ao clímax. Estava de tal forma excitado e a ter um prazer de tal forma forte que tornou-se missão impossível retardar o inevitável orgasmo por muito mais tempo. Agarrei a cintura com força e tudo aconteceu. Senti-me a expandir para o seu interior, ao mesmo tempo que quase perdia os sentidos, pela violência com que tudo sucedeu. Foi algo verdadeiramente indescritível. Caí para o lado, cansado e ofegante. As mulheres não me deram tréguas e caíram literalmente em cima de mim. Agora foi a vez da Margarida abocanhar o meu membro, não me deixando entrar no período refractário e, aproveitando o facto de o mesmo ainda estar erecto, posicionou-se sobre ele e empalou-se de uma vez, começando uma cavalgada frenética. Por sua vez, Mariana posicionou-se por cima da minha cara e disse: - Agora vais-me dar a tua língua, querido. Anda, lambe! – Ao mesmo tempo que aproximava a sua vagina da minha boca. A sessão arrastou-se por uma verdadeira eternidade, com ambas as mulheres a terem orgasmo atrás de orgasmo, até que foi a minha vez de alcançar tão almejado objectivo pela segunda vez. Caímos os três, ofegantes, exaustos, em cima da cama, numa confusão de membros e assim ficámos, até que raiou a luz do dia que acabava de nascer. Repetimos esta actividade em trio em todos os dias que estivemos a ocupar aquela casa e parece que a nova aventura, descobríamos formas de dar e obter ainda mais prazer dos corpos uns dos outros. Foi definitivamente a missão mais gratificante de que alguma vez fui incumbido e tenho a certeza que a mesma ficará para sempre gravada na minha memória, enquanto eu viver, pois o prazer nunca mais foi a mesma coisa, desde aqueles dias, passando a ter um outro significado, uma outra conotação. Finda a missão, lá foi cada um à sua vida e até aos dias de hoje, ainda nos encontramos ocasionalmente para nos entregarmos aos mistérios do prazer.

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