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Doces Tentações

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

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Noite das bruxas

Era a noite de 31 de Outubro, estava em casa a ver qualquer coisa na tv, nada que me interessasse particularmente. Na mão, um copo de scotch de onde tirava, de quando em vez um solvo. Dei por mim a pensar naquele flyer que encontrei hoje na caixa do correio. Fui busca-lo à mesinha do hall de entrada e regressei para junto do meu wiskie. Ao olhar novamente para aquele convite para a festa de Halloween numa conhecida discoteca da capital, senti um impulso em ir. Algo bem mais forte que a minha vontade me impelia na direcção indicada naquele pedaço de papel. Talvez fosse o conjunto de cores, não sei, mas algo me impelia, obrigava-me a mexer. Fui até ao armário e escolhi um fato que havia utilizado no carnaval anterior. Iria vestido de vampiro, para não ser absolutamente nada original. Seria mais um entre milhares, naquela noite. Tomei um duche rápido, coloquei a minha colónia preferida, vesti-me e saí de casa.

A caminho da tal discoteca ía, invariavelmente embrenhado nos meus pensamentos, um tanto ou quanto curioso relativamente ao impulso que sentia dentro de mim, como que uma força que me guiava, e a qual eu não compreendia.

Embrenhei-me na noite e numa e noutra rua apenas banhadas pela cálida luz dos candeeiros. Estava uma noite agradável, a não ser por força de uma névoa que conferia uma certa patine em tudo um pouco, nos edifícios, nas ruas, nos poucos automóveis com que me cruzei, tornando difusa a luz dos faróis.

Finalmente, eis-me chegado à dita discoteca. Após ter franqueado a porta, com passagem cedida pelo porteiro, o qual nem me dirigiu mais que um gesto, apontando apenas para o interior do estabelecimento, entrei naquela sala e fui imediatamente inundado de sensações provocadas pelo relampejar das luzes psicadélicas, pela batida da música e principalmente pelo aroma inebriante daquela mistura de perfumes femininos. Senti-me com verdadeira fome, mas de alimento para o ego, para o corpo, não de comida. Dirigi-me a um dos bares, pedi um wiskie e coloquei-me num local, de onde poderia observar a pista, todos os presentes e tudo quanto ali se passava. Embalados pelo ritmo frenético da música, os corpos pareciam estar numa verdadeira orgia sensorial, com todas as máscaras, disfarces e muita pele à vista. Muitas das mulheres começaram a tirar peças de vestuário, ficando somente em roupa interior, meias de licra e sapatos. Sentia-se uma vibração energética imensa, emanada por todo aquele enorme e pujante conjunto de corpos, que dançavam, enlaçavam-se uns nos outros e esfregavam-se, acompanhando a cadência da música.

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Estava como que em transe, como se tivesse ingerido uma substância psicotrópica que me toldava o raciocínio e impelia o meu corpo a movimentar-se ao som daquela música de batida forte. Senti-me a ser literalmente sugado por aquela multidão quase em êxtase e dei por mim a entrar no meio daquele turbilhão humano, de caras lindas, braços e pernas a movimentar-se, as luzes a brilhar em quase todos aqueles olhos. Deixei-me levar, pois aquilo que puxava por mim era muitíssimo mais forte que a minha mais férrea decisão, que a minha vontade. Entreguei-me de corpo e alma àquele espectáculo sensorial, senti corpos a roçarem-se no meu, a mistura de perfume e suor cada vez mais forte e estimulante, até que dei de caras com ela. Parecia que uma pequena clareira se formava em seu redor, como que por respeito, ou medo. Era morena, cabelos pretos lisos e até aos ombros, trazia um vestido preto e vermelho, bem curto, com um enorme decote que permitia ver parte dos seus seios de dimensões perfeitas. A sua cara, um pouco pálida, estava perfeitamente maquilhada, ostentando uns lábios de um vermelho vivo, eye liner azul escuro e rimmel que lhe fazia sobressair aquelas enormes e lindas pestanas, as quais encimavam uns olhos de um azul frio, metálico, cuja visão provocava arrepios na coluna, sempre que os meus olhos se cruzavam com os seus.

Senti-me atraído com um misto de paixão, atracção física, e uma enorme emoção, como se aquela fosse a mulher por quem me havia apaixonado loucamente. Tentei resistir a este feitiço, mas nada havia a fazer. Já não era eu que comandava o meu corpo, os meus movimentos e senti-me a caminhar na direcção daquela belíssima e atraente mulher. À medida que caminhava, não conseguia tirar os olhos dela, e reparei como era-me dada passagem pelas pessoas que nos separavam, como se estas estivessem todas de acordo, ou tivessem recebido ordens nesse sentido. Cheguei finalmente junto a ela e nesse preciso momento, ela deu-me um beijo na face. Fiquei como que petrificado, com a sensação que era correspondido pela mulher que eu já amava loucamente. Que coisa tão absurda, mas real. Não lhe conseguia resistir, queria tê-la  para mim. Os nossos corpos entrelaçaram-se, acompanhando sempre aquela música que eu sentia que entrava no interior de mim, comandando os meus movimentos. Senti uma enorme erecção à medida que o meu corpo tocava no corpo dela. Ela emanava um aroma que eu não conseguia identificar. Era um perfume maravilhoso, mas que nunca havia tido a oportunidade de cheirar antes. Nos seus olhos, as suas pupilas estavam dilatadas, através do vestido, era possível sentir os seus mamilos erectos quase que a rasgar o meu peito, de cada vez que me roçava voluntaria ou involuntariamente com ela.

Nesta dança de todos os sentidos, fomos gradualmente afastando-nos do centro da pista de dança. Já nos beijávamos com sofreguidão, dávamos pequenas dentadas um no outro, ao mesmo tempo que as nossas mãos percorriam todos os pontos chave do corpo um do outro, estimulando-nos ainda mais.

Chegámos finalmente a uma parede, onde a encostei. Ela abriu a minha braguilha e libertou a minha masculinidade a qual parecia ter uma têmpera do mais resistente aço. Levantei-lhe uma perna, desviei aquele pedaço de tecido que se intrometia entre o nosso prazer e de uma vez só entrei nela. Totalmente. Era uma sensação indescritível, um prazer imenso que eu sentia em todo o meu corpo. Conseguia ouvi-la a arfar, a gemer e depois a dar pequenos gritos, a cada uma das minhas investidas. Não tardou muito até que estivéssemos no limiar daquele ponto, do êxtase e assim permanecemos, como se não conseguíssemos de forma alguma libertar de uma vez todo aquele prazer que crescia e acumulava-se nos nossos corpos, e mais ainda, nos nossos seres. Finalmente, e após longos minutos, lá atingimos o tão desejado orgasmo, ambos ao mesmo tempo e rodeados por aquela multidão que dançava, vibrava e emanava aquela mistura de perfumes que nos toldava em absoluto os sentidos.

Senti-me a desfalecer, todas as sensações misturavam-se no meu cérebro, via tudo a andar à roda, as luzes a piscar aleatoriamente, de forma cada vez mais ténue, a música cada vez mais ao fundo, como se tivesse entrado num túnel e de repente, tudo escuro, silêncio absoluto.

Acordei com um sobressalto. Estava deitado na minha cama e já era madrugada alta, quase de manhã. Estava ofegante e não conseguia perceber porquê, dado que estava na minha cama, no meu quarto, na minha casa. Resolvi levantar-me e acendo um cigarro. Tirei algumas baforadas do mesmo, enquanto pensava em tudo aquilo que havia supostamente acontecido no meu sonho. Comecei a caminhar pela casa e ao passar em frente ao espelho do hall de entrada estaquei, com um misto de admiração e medo. Na minha face direita, podia ver marcas de batom, do batom dela……..

A Primeira Noite

Certa noite estava eu num bar da Amadora. O ambiente estava agradável, boa música e uma boa quantidade de elementos do sexo feminino, o que compõe sempre uma casa. Recordo-me que estava a passar música rock dos anos 80, o que também é bastante agradável. Estava de cigarro aceso e copo de scotch na outra mão, a bebericar quando, de repente, uma loira bonita, mais velha, se abeira de mim e pediu lume. Procurando ser o mais agradável possível, puxei do isqueiro, acendi-o e aproximei a chama daquele cigarro, ao mesmo tempo que admirava a beleza daquela bela loira. Já de cigarro aceso, com um bonito sorriso que iluminava a sua face, agradeceu, piscou-me o olho e, dando meia volta, dirigiu-se para junto do balcão do bar. Neste momento pude vislumbrar todo aquele magnifico conjunto – botas de salto alto, calças de ganga que permitiam constatar que esta senhora era proprietária de umas maravilhosas pernas. Senti-me bastante atraído por aquela mulher e procurei ver onde estava e o que fazia, durante os momentos seguintes.

Tinham passado cerca de uns minutos deste primeiro encontro quando resolvi aproximar-me dela. Durante este tempo havíamos trocados uns quantos olhares e sorrisos, o que indiciava que haveria salvo-conduto para uma qualquer interacção. Chegado junto desta bela mulher, disse:

- Olá, tudo bem?

- Sim, obrigado. E contigo?

- Está tudo bem, obrigado. Olhe, tem um cigarro que me possa arranjar?

- Tenho, pois. Mas por favor trata-me por tu.

- Assim farei, obrigado. Olha, já agora, sou o Alexandre.

- Muito gosto, sou a Isabel. – E acto contínuo, deu-me dois beijos na cara, os quais foram retribuídos com emoção, colocou uma mão no bolso do casaco e passou-me o maço de cigarros para a mão, do qual tirei um cigarro, tendo-o devolvido de seguida. Ela tirou também um cigarro, colocou-o na boca e ficou a olhar para mim. Meio atrapalhado lá acendi o isqueiro e aproximei a chama, por forma a acender-lhe o cigarro. De seguida acendi o meu, tirei uma longa baforada e fiquei a olhar para ela. Ela sorria. Aquele sorriso era das coisas mais sedutoras que já me tinham acontecido, pelo que decidi-me a ficar por ali, junto dela. Conversámos bastante, rimos, bebemos algumas bebidas e chegámos até a dançar um pouco, durante as cerca de duas horas em que estivemos juntos. Ao fim de algum tempo, disse-me:

- Olha, eu tenho que me ir embora. Acompanhas-me lá fora, enquanto eu apanho um táxi?

- Claro que sim. Vamos. – E assim que ela começou a dirigir-se em direcção á saída do bar, passei-lhe o braço direito por cima dos seus ombros e acompanhei-a. Estava radiante por estar na companhia de uma mulher bonita como era o caso da Isabel. Chegados lá fora, ficámos na beira da estrada á espera que passasse um táxi, e fomos conversando mais um pouco. Ao chegar o táxi, abri-lhe a porta, para que ela pudesse entrar e entrei eu também, o que causou alguma admiração à minha acompanhante, que perguntou:

- Então onde vais?

- Vou contigo até casa. Quero ter a certeza que chegas bem. – Ela sorriu e anuiu com a cabeça. Estava cada vez mais emocionado e entabulei conversação com ela. Falámos sobre banalidades, enquanto o taxista nos conduzia até à sua casa. Lá chegados, apeei-me primeiro, mantendo a porta aberta para que ela pudesse sair. Ela debruçou-se no vidro do lado do passageiro da frente, para proceder ao pagamento da corrida, o que me permitiu constatar mais uma vez que a sua fisionomia me agradava, e muito!

Assim que pagou, voltou-se para mim e disse:

- Olha, antes de te ires embora, queres beber mais alguma coisa?

- Sim, pode ser. Porque não? – Ao que ela respondeu com um sorriso. Estávamos numa rua típica da Amadora, de prédios dos anos 70, apenas de três andares. Isabel meteu a chave e abriu a porta, fazendo sinal para que eu entrasse também, e subimos as escadas até ao rés do chão, onde ela morava. Abriu a porta e entrámos. Pendurou o seu casaco num cabide que tinha no corredor, pediu-me o meu casaco para lhe dar igual destino e dirigimo-nos para a sala. Agora sem o casaco, dava para ver que , para além do resto do corpo que já havia por mim sido esmiuçado amiúde, Isabel era detentora de um fantástico e muito apetecível volume na zona do peito. Sentia o meu coração acelerado com tudo o que estava a vivenciar. Nunca me tinha acontecido nada idêntico, ir parar a casa de uma beldade, e mais velha. Chegados à sala, sentei-me num dos dois sofás de dois lugares que se encontravam na mesma. Isabel saiu, tendo regressado de seguida com uma garrafa de scotch e dois copos na mão. Serviu dois wiskies duplos e sentou-se do meu lado esquerdo. Em cima da mesa estava um maço de cigarros e um cinzeiro, o qual nos apressámos a usar também.

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Naquela noite falámos de tudo e mais alguma coisa. Fiquei a saber que era senhora para trinta e seis anos de idade, tendo ela ficado a saber que eu era rapazote para apenas dezanove anos de idade. Disse-me que era divorciada e que morava sozinha. Fomos conversando, bebendo e fumando, até que ela resolveu colocar no leitor VHS um vídeo de um casamento onde ela tinha ido, acabando por fazer a locução do que íamos vendo. O serão bem que podia estar a ser muito mais interessante, pensei eu. Finalizada a visualização do filme, disse-me, a propósito de nada, o seguinte:

- Sabes, Alexandre….. Eu gosto imenso de sexo, mas hoje estou bastante cansada e não me apetece nada disso. Não levas a mal, pois não? – Engoli em seco com o duplo soco no estômago que havia recebido com aquelas palavras. Em primeiro lugar, com a enorme surpresa provocada em mim pelo à-vontade com que Isabel falou acerca de sexo e depois, a perspectiva da enorme desilusão pelo facto dela não esta a fim de nada na naquela noite. Recordo-me de ter ficado a olhar para ela, enquanto ela olhava em frente, para a TV. Não podia ser. A noite não podia acabar assim e num repente, dei-lhe um lânguido beijo no lado direito do seu pescoço.

Senti que tinha de alguma forma desperto um vulcão. Isabel deu um suspiro e, virando-se para mim, atirou-se num beijo na boca, com enorme sofreguidão. A sua respiração ficou imediatamente ofegante e eu sentia-me no meio de um filme, de um turbilhão de acontecimentos que eu não conseguia de forma alguma controlar. Isabel abandonou a minha boca, empurrou-me para trás, abriu a braguilha das minhas calças e com a sua boca de voluptuosos lábios, desceu sobre o meu falo, abocanhando-o e iniciando um movimento de vai vem. Não cabia em mim de incrédulo por tudo o que estava a acontecer naquele momento. A excitação era tanta, com tais sensações, que dei por mim a fazer um esforço hercúleo por pensar numa outra coisa qualquer que não tivesse rigorosamente nada a ver com sexo ou prazer, sob pena de explodir em êxtase. As minhas mãos percorriam todo aquele corpo maravilhoso, talhado para o prazer e aos chegar aos seus seios, Isabel parou o que estava a fazer, olhou para mim e perguntou:

- Gostas das minhas mamas, querido? Gostas? – E acto contínuo desnudou aquele magnifico par de globos erigidos à glória dos deuses do prazer, passou a sua mão direita pela minha nuca e puxou-me para eles, o que eu agradeci em surdina, tendo começado por beijar, lamber, chupar aquelas auréolas enquanto as minhas mãos continuavam a percorrer todo o seu corpo.

Num repente, levantou-se do sofá e começou a despir-se, convidando-me com um gesto a fazer exactamente o mesmo. Quando os nossos

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corpos já se encontravam totalmente nus, aí tive uma das melhores visões da minha vida – aquele magnífico corpo, todinho ao meu dispor. De pé, abracei-a, sentindo com prazer, a forma como o meu pénis exercia pressão contra o seu baixo ventre, tal era a férrea erecção de que eu ostentava naquele momento. Sentei-a no sofá, abri-lhe as pernas, posicionei-me de joelhos à sua frente e, num acto de verdadeira exploração, comecei a beijar a sua barriga, o seu monte de Vénus, depois as suas virilhas, até que a minha língua chegou finalmente àqueles lábios, os quais começaram imediatamente a receber a sua atenção. Isabel suspirava, gemia de prazer, tendo agarrado a minha cabeça com ambas as mãos, puxando-me de encontro ao seu antro do prazer.

Sentindo que a Isabel já se encontrava no ponto, resolvi-me por erguer-me e, puxando-a para a beira do sofá, pude arranjar um ângulo que permitia a penetração. Os seus olhos, recordo-me dos seus olhos, de  pupilas dilatadas pelo prazer, que olhavam ora para mim, ora para o meu membro, com verdadeiro desejo. Penetrei-a devagar, no preciso momento em que as suas unhas se cravavam nas minhas costas, em movimentos de abrir e fechar, tal como uma gata quando está a ronronar. Eram esses movimentos das suas unhas que marcavam o compasso da nossa actividade de prazer, até que, por força da dor intensa que já se fazia sentir nos meus joelhos, procuro uma nova posição. Ergui-me e não precisei de dizer absolutamente nada. Isabel colocou-se de gatas à minha frente, oferecendo num gesto mudo, a sua fenda à investida que de mim era esperada. Não me fiz rogado pelo convite. Posicionei-me por trás dela, penetrei-a devagar, o que fez com que ela emitisse um bastante audível gemido de prazer e iniciei um doce movimento de vai-vem, o qual ía progressivamente aumentando de intensidade, até que, não conseguindo suster mais tempo todo aquele pulsar dentro de mim, explodi em êxtase, dando mais umas quantas estocadas, enquanto todo o meu corpo era invadido por um doce estertor.

Após o meu orgasmo, resolvi, de uma forma natural, retirar o meu membro ainda erecto de dentro dela, tendo recebido, com bastante admiração, a sua reprovação:

- Porque diabo foste tirar? Porquê logo agora? – Senti-me do tamanho que a minha tenra idade permitia, pequenino, perante algo que para mim ainda era uma novidade, o prazer e a necessidade do mesmo, por parte do sexo oposto.

Esta foi para mim uma enorme lição sobre sexo, tendo sido preponderante na minha tentativa de compreender a mulher e a sua sexualidade.

O saldo da noite acabaria afinal por ser bastante positivo. Será que ela tinha gostado, apesar de tudo? Será que haveria azo a uma segunda vez? São questões às quais apenas mais tarde viria a obter resposta…….   

Um Outro Jantar

Naqueles tempos, no início do milénio, surgiu um serviço de uma das operadoras de telefone, que consistia num número pago, através do qual obteríamos o contacto de fogosas raparigas, sedentas de conhecer um rapaz para um relacionamento ou quiçá qualquer outra coisa. Após várias tentativas, vários contactos, foi possível obter, entre outros, o número de telefone de uma moça de voz sensual, residente em Braga. Muitas mensagens foram trocadas e muitas horas passadas ao telefone, a falar de insignificâncias e de outras miudezas, sem a concretização de um encontro, um beijo, um cara a cara. Tudo mudou em determinado dia em que a Lola resolveu informar que viria à capital e que poderíamos encontrar-nos para um café ou qualquer coisa do género. Preparei tudo ao pormenor e levei-a a jantar a um restaurante de cozinha afrodisíaca. O jantar correu bastante bem, animado, bem regado por um bom vinho branco, digestivos e shots afrodisíacos. No final do mesmo, demos um pequeno passeio pela imediação das docas. Pé ante pé, passo após passo, lá a Lola me disse, no meio de um beijo nos lábios, que tinha imensa pena de eu ser um rapaz comprometido e que caso contrário, até seria rapariga para se meter comigo. Não reagi a esta provocação ou antes reacção à minha condição de comprometido.

Havia concluído desde muito cedo que não valeria a pena enganar uma mulher, simplesmente para conseguir com ela uma noite de diversão, pois ela, ao descobrir que eu seria comprometido, iria, quase de certeza vingar-se, tudo fazendo ao seu alcance para dar a entender explicitamente à minha cara metade que eu havia saltado a cerca, o que resultaria em sérias consequências para mim.

A noite foi passando, o passeio decorrendo, até que foi chagada a hora de tomar uma decisão. Para mim, Lola estava decididíssima a não ter nada comigo, pelo que não arrastei demasiado a asa. Contudo, e dado que morava muito longe, não queria fazer a viagem de regresso durante a noite, pelo que pediu-me o especial favor de passar a noite com ela. Desta forma sentir-se-ia bastante mais segura. Anuí, disse que sim, não evitando dentro de mim o renascer de uma certa esperança de vir a obter qualquer vantagem com tal companhia.

Lola era uma moça de uns 30 anos, cerca de uns 5 anos mais velha que eu. Era bem constituída de corpo mas não era nenhuma beldade capaz de submeter um homem a seus pés, pelo menos como se encontrava, sem maquilhagem… mas aquela voz…….

Decidimos então fazermo-nos à auto-estrada, cada um em seu carro, e parar num dos hotéis de algumas das áreas de serviço, para passarmos a noite. Acabámos por parar na área de serviço de Santarém e, após termos tratado das formalidades relacionadas com o quarto, ao mesmo nos dirigimos, tal e qual se de um normal casal se tratasse.

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Entrámos no quarto, reparámos nas suas instalações espartanas mas asseadas e falámos um pouco relativamente à nossa noite e à nossa já longa relação de amizade por telefone. Lola acusava o cansaço de um dia muito longo, já com muitos quilómetros na estrada. Resolveu-se por ir tomar um demorado e relaxante duche. Eu coloquei-me à vontade, tendo-me despido até ficar apenas de boxers. Quando Lola regressou, parecia que um raio de luz havia inundado o quarto. Trazia uma toalha a cobrir o seu cabelo molhado, uma t-shirt que deixava ver os seus mamilos erectos, e umas cuecas. O meu coração disparou, confesso e, deitado na cama de casal, convidei-a a deitar-se a meu lado. Conversámos durante algum tempo e convenci-me que de facto ela não estaria interessada em nada mais físico comigo. Não podia ser. Estava deitado ao lado de uma mulher interessante e não iria permitir que esta noite ficasse na memória como a noite do cromo que teve a mulher e não a aproveitou. Assim, à medida que íamos conversando, as minhas mãos ganharam vida e começaram a percorrer aquele corpo quente, bem ao lado do meu. Lola bem se esforçava por disfarçar o seu estado de desejo, mas os seus mamilos erectos e a sua respiração ofegante traíam-na irremediavelmente. Às tantas, avancei com uma mão para dentro das suas cuecas, na parte de trás. Belisquei uma nádega e os dedos foram avançado, pela parte de trás. Confesso-me agradavelmente surpreendido quando descobri a sua vagina completamente inundada, suculenta, a gritar por mim num grito mudo. Puxei-a para o centro da cama, apesar de alguns protestos seus, os quais não eram muito convincentes. Acabou por se abandonar às minhas investidas, permitindo que a aliviasse do enorme peso daquelas cuecas que nesta altura já estavam mais que encharcadas. Despi os meus boxers, ouvi um último protesto, não demasiado vigoroso (caso contrário tudo teria parado naquele preciso instante), olhei-a nos olhos, ao mesmo tempo que me ajeitava por cima dela. Com o meu pau erecto esfreguei aquela vagina plena de fluidos vitais, uma e outra vez.

Parece que estou a ver a sua cara neste preciso momento, tantos anos passados – os seus olhos olharam bem fundo nos meus e fecharam-se, no momento em que deixei de lhe esfregar a vagina e deixei a cabeça do meu pau erecto entrar dentro dela. Ela suspirou de prazer. Fiquei contente. Comecei um saboroso movimento de vai e vem para dentro dela, aumentando a cadência, à medida que a excitação ía aumentando. Arranquei-lhe a camisola, tendo obtido, mais uma vez, a sua colaboração. Abocanhei um daqueles mamilos erectos, à medida que a fodia, com cada vez mais vontade, cada vez mais velocidade. Ía olhando para a sua cara, as suas expressões de prazer – não há nada mais sensual que a cara de uma mulher que está a ter imenso prazer, como aparentava ser o caso.

De repente, senti os músculos daquela vagina peluda a apertarem-se e pude ouvir a sua voz, uma e outra vez:

- Não acredito!

- Ai Meu Deus!

- Eu não acredito!

- Eu Não acreditooooo!!!!!! – E naquele momento revirou os seus olhos cor de azeitona negra, gemeu bem alto e apertou com a sua vagina o meu pau em deliciosas convulsões. Acabava de se vir. Que orgasmo fantástico! Irresistível! Acabei por lhe segredar ao ouvido que também eu iria fazer-lhe companhia naquele Olimpo de quem se vem, o terreno orgásmico digno dos Deuses onde os humanos vagueiam por vezes, e vim-me abundantemente, libertando-me em espessos jactos de pura lava incandescente, seiva de vida, parecendo que me esvaziava inteiro para dentro dela.

Ficámos ofegantes, com os nossos corpos entrelaçados. Tínhamos tido uma sessão de sexo absolutamente fantástica e, após uma ou outra carícia, sem palavras, adormecemos lado a lado, dando aos nossos corpos o descanso que os mesmos nos exigiam.

No outro dia, haveria de ter que suportar a sua reprovação por ter insistido em obter aquilo que ela, afinal, queria dar, mas as mulheres são mesmo assim…….

Um encontro do Acaso

Era um daqueles dias em que uma certa nostalgia se havia instalado em mim. Pelo final da tarde, resolvi rumar à costa, passear um pouco junto à praia, permanecer no carro a ver e ouvir o rugido das ondas do mar a rebentar, uma após a outra, enquanto inalava aquele magnifico aroma da maresia. Os pensamentos divagavam, ao sabor de uma rebentação que não se apresentava muito forte, e assim permaneci por largos minutos, uma hora, talvez.

Após recomposto, saí do carro e dirigi-me a uma das esplanadas que se encontrava junto à praia. Escolhi uma mesa com vista para o mar, pedi um scotch e acendi um cigarro. Havia pouca gente naquele espaço, apenas um ou outro casal, quer a contemplar o mar, quer entretidos em amena conversa.

Deixei-me enlevar no som que se fazia ouvir na esplanada e fiquei também eu a contemplar o mar, enquanto tirava uma ou outra passa do cigarro. Ao canto, reparei numa mesa apenas ocupada por uma mulher jovem, vestido e casaco escuros, cabelo negro. Estaria em contemplação, tal como eu.

Assim permaneci por um bom bocado, entregue aos meus pensamentos e embalado pela música, apenas tendo saído deste torpor quando reparei que a tal mulher solitária parecia estar com pequenas convulsões, características de um choro que procurava de alguma abafar. Resolvi levantar-me do meu lugar e ir perguntar-lhe o que se passava. Assim fiz. Quando a interpelei, olhou para mim, mostrando a sua enorme beleza. Feições trigueirinhas, com uns grandes e bonitos olhos escuros, meio avermelhados pelas lágrimas que tentava agora limpar daquele lindo rosto.

- Boa tarde. Está com algum problema? – Perguntei, de uma forma decidida.

- Boa tarde. Não é nada de mais – respondeu, com uma voz mais que cativante.

- Importa-se que me sente na sua mesa? – Ao que ela anuiu. Acabei por ir buscar as minhas coisas à outra mesa e sentei-me junto dela. Já após instalado, de lhe ter oferecido um cigarro que ela acabou por aceitar, perguntei:

- O motivo que faz chorar esses lindos olhos é alguma coisa em que eu possa eventualmente ajudar? – Ela tomou algum tempo a virar o seu belo rosto para mim, desviando-o do ponto no infinito que ela fitava, e finalmente respondeu:

- Infelizmente não há nada que possa fazer. – Respondeu, e continuando a olhar para mim, disse:

- Eu sou a Marisa. E você? – Confesso que esta questão apanhou-me de surpresa, mas respondi:

- Peço desculpa pois deveria ter começado por aí, por me apresentar. Sou o Alexandre. – E esticando a minha mão, acrescentei:

- Muito gosto. – Quando apertei a sua singela mão, de unhas bem arranjadas, senti como que uma descarga eléctrica a percorrer os músculos do meu braço. Não estava preparado para aquela sensação, provocada talvez pelo calor que senti ao apertar-lhe a mão. Após recomposto, disse-lhe:

- Hoje resolvi vir ver o mar, sentir o aroma da maresia, ouvir um pouco de música nesta esplanada, recarregar baterias e quiçá talvez deslumbrar-me pelo por do sol. – Ao que ela respondeu:

- Também eu. Sabe, o mar tem o condão de apaziguar os meus sentimentos e de me acalmar.

- Não estava a contar poder fazê-lo na presença de uma mulher tão bela como a Marisa, mas quis a providência colocá-la no meu caminho. – Foi possível reconhecer um certo rubor na sua face, pelo elogio que acabava por lhe dirigir. Sorriu e voltou, por momentos a fitar o infinito, mas já sem as marcas do choro com que a tinha encontrado. Tratava-se de uma mulher extremamente bela, e eu não me sentia indiferente a tal. Começámos a conversar, a falar sobre trivialidades e outras coisas da vida. Tomámos umas quantas bebidas, que terão feito com que nos desprendêssemos e falássemos ainda mais à vontade. Parecia já que nos conhecíamos há imenso tempo, dada a interacção que foi criada entre nós. Inevitavelmente regressámos ao motivo do seu choro, tendo ela acabado por dizer:

- Sabe, Alexandre…. A vida por vezes apresenta-nos com encruzilhadas no nosso percurso, que correspondem a perdas irreparáveis. – Tomei um trago na minha bebida e perguntei:

- Então mas que perda irreparável foi essa que a Marisa sofreu? – Ela olhou para mim, com uma expressão bastante triste e respondeu:

- Há cerca de um mês perdi o meu marido. – Fiz uma expressão séria e disse:

- Lamento imenso pela sua perda. Deve ser algo bastante horrível, o que está a vivenciar neste momento.

- Sim, é horrível. Amava-o bastante e perdi-o de repente, num acidente estúpido. – Após ter terminado esta frase, continuou a olhar para mim e acrescentou:

- Mas há que seguir em frente, a vida continua.

- Tem razão, Marisa. Tem toda a razão. A vida continua. – E erguendo o meu copo, disse:

- Acompanhe-me então num brinde, um brinde à vida e às coisas boas que a mesma tem para nos oferecer. – Ela ergueu o seu copo, tocou com o mesmo no meu copo, e sorveu um largo trago, enquanto olhava para mim. Pousou o copo na mesa e disse:

- Obrigado, Alexandre. Bem haja pela sua atenção para comigo. – nesta altura já lhe notei uma outra expressão na face. Acrescentei, após pousar o meu copo na mesa:

- Na sequência do nosso brinde, aceita jantar comigo? – Ela olhou-me com um sorriso e respondeu:

- Aceito, pois. Tenho a certeza que será um bom momento. – Tirei a minha carteira do casaco, deixei duas notas em cima da mesa, levantei-me da cadeira e estendi-lhe a mão, dizendo:

- Então venha, hoje será a minha convidada. – Marisa estendeu-me a sua mão e levantou-se também da sua cadeira. Cedei-lhe passagem e fui imediatamente atrás dela. Nesta altura pude sentir com mais intensidade o seu perfume. Não sendo demasiado exuberante, resultava contudo num aroma que para mim era absolutamente irresistível. Guiei-a nos seus passos até ao meu carro. Abri-lhe a porta e convidei-a a tomar lugar no assento do passageiro. No movimento de se sentar, não pude deixar de reparar nas suas magníficas pernas, bem como na sua peça de lingerie cor de rosa, que por descuido se tinha

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deixado avistar. Procurei não deixar transparecer a emoção que me colocou imediatamente o sangue em ebolição e dirigi-me para o lugar do condutor. Arranquei e comecei a conduzir por aquela estrada que nos levaria a um restaurante, iniciando um diálogo um pouco mais descontraído, talvez pela iminência de uma refeição, que nos regalaria os estômagos, dado o adiantado da hora. Entrámos no restaurante, foi-nos indicada uma mesa mais afastada, onde pudemos tomar a nossa refeição e conversar bastante, agora de uma forma até divertida, talvez devido ao bom vinho que nos regou a refeição. Era indiscutível a nossa proximidade, mesmo conhecendo-nos apenas há duas ou três horas, e a boa disposição reinou durante todo o jantar. Sentia-me meio entorpecido, pelo vinho, pela sua presença, pelo seu perfume e por uma imensa vontade de me jogar a ela e deixar fluir a excitação que crescia dentro de mim. Saímos do restaurante já de mão dada e dirigimo-nos para o carro. O parque de estacionamento estava numa escuridão densa. Muito pouco se podia ver e ouvir no silêncio da noite. Apenas ouvia e sentia o meu coração, bastante acelerado. Ao chegar junto ao carro, deixei o meu corpo encostar-se ao dela. Senti novamente aquela corrente eléctrica a inundar todas as partes do meu corpo. Procurei instintivamente os seus lábios e beijei-a, enquanto a enlaçava pela cintura. Sentia a sua pele por baixo do fino tecido do seu vestido e a minha masculinidade ficou rija e exercia pressão contra o baixo ventre dela. Senti um enorme grau de excitação vindo do seu corpo, e podia ouvir a sua respiração ofegante. Resolvi subir-lhe o vestido e começar a explorar as suas coxas, enquanto permanecíamos assim, unidos naquele imenso beijo. Ao chegar ás suas cuecas pude ter a certeza da sua excitação. Estava inundada naqueles fluidos femininos. Desviei as suas cuecas, abri o fecho das minhas calças, libertei o meu membro erecto e de uma forma carinhosa, encostei a cabeça do mesmo, na entrada daquele recinto de prazer. Mais que desejo, havia uma emergência em apaziguar a nossa excitação, e era mútuo. Com uma pequena estocada entrei dentro dela, o que lhe provocou um gemido mais alto. Comecei um movimento de vai vem assim como estávamos, ambos de pé, junto ao carro. A excitação era crescente, corria e aumentava de forma célere, havia uma imensa necessidade, uma sofreguidão em chegar aquele patamar, ao clímax, em explodir dentro dela, e foi precisamente o que sucedeu, mesmo no momento em que os seus gemidos anunciavam que também ela estava lá a chegar.

Ficámos imóveis, enlaçados num forte abraço, a procurar recompor-nos do imenso orgasmo que nos tinha drenado quase por completo todas as nossas forças.

Olhei-a nos olhos, uns olhos que brilhavam naquela linda face, com uma expressão de cansaço, mas de felicidade, e disse-lhe:

- Querida, vou querer repetir, vou querer ver-te mais vezes. O que sucedeu nesta noite não é fruto de um desejo inconsequente. – Ela sorriu, e passando a sua mão direita pela minha face, disse, apenas:

- Alexandre, por favor leva-me a casa. – E assim seguimos, em busca da morada desta bela donzela, cansados, mas imensamente felizes, enquanto nos questionávamos a nós próprios, que futuro, qual o desenvolvimento que aquele intenso embora fugaz encontro poderia vir a ter.      

O Jantar

Aquele final de tarde era um como outro qualquer, para o mês de Setembro, temperatura quente, que fazia com que fosse desconfortável vestir mais que uma simples camisa por cima da pele. Alexandre havia chegado uns minutos mais cedo que a hora combinada. Gostava de ter tudo, o mais possível sob controlo, pelo que escolheu um lugar estratégico à entrada do bar do restaurante, de onde poderia controlar a entrada e, obviamente, quem entrava. De quando em vez dava um pequeno sorvo naquele scotch com água gaseificada, enquanto os seus pensamentos corriam céleres, por antecipação ao que estava prestes a passar-se. Havia combinado encontrar-se com Maria naquele local, e apesar de parecer que já se conheciam há anos, este seria o seu primeiro encontro, a primeira vez que iriam estar cara a cara e que Alexandre poderia ouvir a sua voz. Alexandre, apesar dos seus quarenta anos de idade, não conseguia esconder alguma ansiedade pelo encontro que estava prestes a ocorrer.

Maria chegou à hora marcada, não fazendo apanágio de adoptar o comportamento de tanta senhora queque, que acha que o cavalheiro deve aguardar uma boa meia hora pela sua chegada. Trazia um lindo vestido azul o qual, embora ocultasse a pele, pouco podia fazer pela ocultação das formas voluptuosas do seu corpo. Estava deslumbrante, cabelo bem arranjado, maquilhada mas sem ser em excesso, apenas realçando a enorme beleza do seu rosto moreno e dos seus olhos castanhos, com umas sombras e um baton de tonalidade não demasiado intensa.

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Alexandre levantou-se, disse boa tarde à recém chegada e, passando a sua mão direita pela sua cintura, deu-lhe um terno beijo na face, o qual ela retribuiu sem grande cerimónia. Alexandre convidou Maria a dirigir-se para a previamente reservada mesa do restaurante e seguiu-a. Estava completamente inebriado pelo aroma quente e doce do resultado da reacção do excelente perfume que Maria tinha escolhido, com a sua pele. Sentiu-se claramente em desvantagem, pois este aroma cativava-o e toldava-lhe os sentidos. Acompanhou Maria à mesa, puxou a cadeira para que esta se sentasse e, quando o fez, talvez inadvertidamente, os seus corpos tocaram-se. Houve como que um choque eléctrico e ambos acusaram o toque. Agora Alexandre tinha a certeza que queria Maria, desejava-a com cada vez maior intensidade.

Sentou-se à mesa e iniciaram a refeição, falando de assuntos triviais entre uma e outra garfada e entre uma mirada de Alexandre ao pródigo decote de Maria, pensando este que ela não se aperceberia, somente por ela não reagir aqueles seus olhares quase imperceptíveis.

Maria sentia-se em clara vantagem naquela contenda. Tinha a certeza que o Alexandre estava completamente rendido aos seus encantos e fez-se difícil, procurando ocultar a todo o esforço o quão bem impressionada estava com aquele homem de voz grave que se encontrava à sua frente, apenas se denunciando por vezes, pelo seu olhar doce e pelas suas pupilas dilatadas por alguma desejo que já naquele momento sentia.

O jantar decorreu de forma animada, nunca tendo faltado assunto aquele casal.

No meio da conversa, inadvertidamente, Maria deixou cair o seu telefone ao chão. Alexandre, muito diligentemente, ofereceu-se para o apanhar, tendo-se baixado bem em frente de Maria. Por baixo da mesa, Alexandre pôde admirar, de relance, as magnificas pernas de Maria, as quais se encontravam cruzadas. Havia acabado de agarrar no telefone quando esta, de forma calma, demorada, descruzou e cruzou novamente as suas pernas, permitindo que Alexandre tivesse uma visão absolutamente desconcertante, a bela peça de lingerie que Maria trazia vestida. Pareceu que o tempo parou e que este gesto incrivelmente sensual havia ocorrido em câmara lenta. Alexandre respirou fundo, procurando recompor-se, emergiu de baixo da mesa e entregou o telefone à sua interlocutora, fazendo um esforço sobre-humano por mostrar uma expressão natural no seu rosto, contrastando com um pequeno rasgo malicioso que Maria exibia no seu sorriso enquanto agradecia o gesto do seu companheiro de jantar.

Passado algum tempo Alexandre pediu a conta e convenceu-se de que

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o resto da noite seria um sucesso, dado que tudo levava a crer que Maria havia gostado dele, talvez com a mesma intensidade com que ele havia ficado agradado com ela.

De repente, Maria desculpou-se com o adiantado da hora pois teria que se retirar. Alexandre ofereceu-se para a acompanhar ao seu carro, na esperança de conseguir convencê-la a ficar mais tempo com ele. Conversaram um pouco pelo caminho e finalmente chegaram ao carro de Maria. Alexandre enlaçou-a num abraço vigoroso, sentindo o corpo de Maria contra o seu e teve a ousadia de lhe beijar os lábios. Maria abandonou-se nos braços de Alexandre, tendo correspondido ao seu beijo. No fim do mesmo, agradeceu o jantar, sentou-se no seu carro, ligou o motor e arrancou.

Alexandre sentiu uma frustração como poucas vezes na vida havia sentido, um misto de raiva e desconsolo por não ter conseguido convencer Maria a ficar mais tempo com ele. Resolveu regressar ao bar e tomar mais uma bebida. Puxou de um cigarro, acendeu-o com o seu zippo, demorando o seu olhar na chama do isqueiro, não deixando de reparar nos arabescos que a mesma descrevia no ar. Idênticos arabescos desejaria Alexandre descrever com a sua boca por todo o corpo de Maria, pensou, esboçando um sorriso enquanto se entregava aqueles revoltosos pensamentos, incendiados pela presença dela durante o jantar. Não lhe conseguia sair da cabeça.

Finalmente resolveu regressar ao hotel. Quando chegou ao mesmo, foi à recepção buscar a chave do seu quarto. O funcionário que se encontrava do outro lado do balcão disse-lhe que tinha correspondência, entregando-lhe um envelope fechado. Alexandre agradeceu e, enquanto se dirigia para o elevador, abriu o envelope. Dentro do mesmo encontrou uma chave. Era a chave de um quarto do último andar do hotel. Mas havia mais qualquer coisa. Era um cartão, com a marca de uns lábios sensuais, deixada pelo baton de uma senhora, num beijo.

Sentiu-se intrigado. Entrou no elevador, seleccionou o botão do 10º andar e decidiu-se a ir ver quem lhe deixara a chave na recepção. Ajeitou-se em frente ao espelho do elevador e sentiu o coração a bater acelerado com a antecipação do que iria acontecer a seguir. Quem seria? E por quê?

Quando chegou á porta do quarto não perdeu tempo, tendo usado a chave para abrir a porta. Entrou, fechou a mesma atrás de si, percorreu um pequeno corredor, tendo entrado num quarto que se encontrava na semi obscuridade, conferida por um candeeiro derrubado no chão e com um pouco de tecido por cima do abat-jour. Procurou adaptar-se à fraca luz e viu-a ao mesmo tempo que sentia o seu perfume inebriante, o mesmo que lhe havia toldado os sentidos há pouco. Maria estava sentada de perna cruzada, num cadeirão situado aos pés da cama. Alexandre sentia o seu coração a querer saltar do peito, tal era a emoção que sentia naquele momento. Aproximou-se de forma decidida de Maria, tomou-lhe uma mão e, erguendo-a do cadeirão, puxou-a contra si. Procurou, com sofreguidão, os seus lábios, tendo-se ambos fundido num beijo molhado, carregado de lascívia e intensidade. O tempo pareceu parar, enquanto as mãos de ambos percorriam freneticamente o corpo um do outro. Alexandre viu-se como que por artes mágicas sem roupa, tal como Maria e ambos caíram na cama, naquele local sem tempo.

Alexandre beijou uma e outra vez o pescoço de Maria, sentindo a intensidade daquele perfume que o deixava louco de paixão, sentiu também o seu sabor, quando descreveu desenhos com a sua língua naquele pescoço. A intensidade da respiração de ambos aumentou notoriamente, ao ponto de estarem ambos ofegantes, enlouquecidos pelo mais puro desejo carnal. Alexandre beijou-lhe os mamilos, os quais se encontravam erectos, num convite mudo aos seus lábios, foi beijando todo o seu corpo, a sua barriga, o umbigo, o seu monte de Vénus, e foi descendo, agarrou-lhe num pé e beijou. Deixando aflorar a sua quente e húmida língua, fez com que a mesma percorresse as pernas de Maria. Beijou-lhe os joelhos e continuou a subir, ouvindo a respiração ofegante de Maria. Beijou as suas coxas e foi subindo, enquanto ela colaborava timidamente e entreabria as suas pernas. Foi o momento!

De forma extremamente calma, que denotava alguma sabedoria, deixou que os seus lábios se colassem devagar aqueles lábios da sexualidade feminina, sentindo o calor que de lá era emanado, tendo ficado completamente imóvel por momentos, propositadamente. Ao fim de algum tempo, a sua língua separou aqueles lábios, tendo encontrado uma quente e muito agradável humidade. Este gesto arrancou um pequeno gemido de prazer da sua amante, o que deu alento a que prosseguisse na sua erótica exploração. Ao mesmo tempo que a penetrou com o dedo médio da mão direita, a ponta da sua língua tocou ao de leve, uma e outra vez aquele botão do prazer. Maria deu um grande gemido e Alexandre prosseguiu nesta operação, tendo iniciado um movimento de doce vai-vem com o seu dedo, enquanto a língua tilintava aquele clitóris nitidamente tumescido pelo intenso prazer. Após ter realizado este procedimento por algum tempo, e sentindo os músculos de Maria a começarem a apertar o dedo que mantinha dentro dela, resolveu parar o que estava a fazer, deitou-se por cima dela e, devagar mas progressivamente foi-a penetrando cada vez mais fundo com o seu membro viril. O estado de excitação de ambos era tal, que bastaram poucos movimentos dentro de Maria para que ambos, em uníssono, atingissem o clímax de forma violenta, arrebatadora.

Ficaram ambos prostrados, completamente derrotados pelo enorme prazer que havia invadido os seus extenuados corpos. Estava na altura de abrir, finalmente, a garrafa de vinho espumante que Maria mandara previamente entregar no quarto e brindarem a uma noite de muito prazer, a qual havia somente começado.

Este seria o início de algo.

Algo que ambos ainda não sabiam bem o quê, nem durar até quando, mas que resolveram aproveitar e desfrutar, como se fosse ao mesmo tempo um reencontro há muito adiado e uma despedida até data incógnita, quem sabe para sempre…….        

 

 

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