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Doces Tentações

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Um Serviço Diferente

Marta.jpg

 

Havia chegado ao bar havia pouco tempo. Já tinha feito a reunião das 21:00 e era este o momento em que podia descansar um pouco. Eu era a única pessoa naquele espaço, por ser sábado à noite. Dirigi-me para lá do balcão do bar, tirei um café expresso, servi-me de uma dose de wiskie e preparava-me para me sentar no sofá em frente à tv quando o telefone do bar tocou. Atendi e dou outro lado, uma voz conhecida disse:

- Meu Tenente, está aqui na porta de armas uma visita para si.

- Quem é?

- É uma senhora, de nome Marta.

- Pode dar indicação para entrar e estacionar a viatura junto do bar de oficiais. Qualquer assunto, estarei por aqui. Até já – E desliguei o telefone. Fiquei pensativo. Como raio a Marta sabia que eu estava de serviço hoje? Não importa. Há já tanto tempo que não estou com ela. Podemos aproveitar para colocar o assunto em dia e também é sempre agradável ter por aqui alguém conhecido num dia como hoje. Acabei de beber o café, bebi o wiskie de um trago, coloquei a chávena e o copo no lava-loiça do bar, saí da sala e desci as escadas para ir recebê-la à entrada do edifício. Chegado lá abaixo, não tive que esperar muito. O carro imobilizou-se à entrada do edifício. Dei a volta pela frente do mesmo e abri a porta para que a Marta saísse da viatura. No lusco fusco era possível determinar que ela estava bem arranjada: blusa justa, que lhe destacava aquele peito de dimensões muito interessantes, saia pelo joelho, que permitia ver aquele belíssimo par de pernas, as quais estavam no topo de um bonito par de saltos altos, o que fazia com que a sua altura se aproximasse bastante da minha. Assim que saíu da viatura, apertou-me num forte abraço. Senti o seu doce perfume a invadir de forma deliciosa as minhas narinas. Percebi que estava a chorar. Agarrei-a nos ombros, afastei um pouco a minha cara, olhei-a nos olhos, de onde brotavam grossas lágrimas e que olhavam insistentemente para baixo e perguntei-lhe:

- Porque choras, Marta? – Ela até soluçava. Limpou as lágrimas com as costas da mão, e sem olhar para mim balbuciou, de uma forma quase imperceptível:

- Foi o Fernando….. há mais de cinco dias que não me diz nada – Fernando era o namorado dela, como está bom de entender.

- Não chores, Marta. Anda, entra um pouco, falamos melhor lá dentro. – E, passando o meu braço direito por cima dos seus ombros, puxei-a para junto de mim e dirigimo-nos para o interior do edifício assim, abraçados, como dois bons amigos. Subimos as escadas em silêncio. Entrámos no bar e conduzi-a ao sofá. Peguei-lhe na mão e amparei-a enquanto se sentava. Disse-lhe:

- Acompanha-me numa bebida. Afinal há que tempos que não saímos para tomar um copo, e agora que estás aqui comigo, não te safas. – Ela limpou novamente as lágrimas da cara, esboçou um sorriso tímido e disse:

- Olha, dá-me o mesmo que tu fores beber.

- Olha que vou beber um scotch.

- Pode ser. – Disse, em jeito de quem se abandonava à minha vontade. Dirigi-me atrás do balcão, servi duas boas doses de wiskie e regressei para junto dela. Entreguei-lhe o seu copo e sentei-me num sofá em frente ao sofá onde ela se encontrava. Marta estava de perna cruzada, o que permitia constatar visualmente ser proprietária de um magnífico par de pernas. Esta mesmo muito bonita, os anos tinham operado maravilhas na beleza desta minha amiga, que eu não via já há uns bons meses. Dei por mim a pensar que era curioso, sermos tão bons amigos e nunca ter acontecido nada entre nós, o que era uma raridade. Praticamente todas as minhas amigas, numa ou noutra altura da vida tinham cedido aos meus impulsos de conquistador, excepto a Marta. Procurando afastar-me destes pensamentos, disse:

- Então conta lá. O que se passa então com o Fernando?

- Olha, nos últimos tempos ele tem andado a insistir comigo para casarmos e já sabes que o casamento, para mim, pelo menos para já, é algo impensável. Sempre meti na cabeça que só me casaria depois de ter vivido bem a vida e para mim, sinceramente ainda é demasiado cedo.

- Então e ele, como reagiu?

- Bem, pelos vistos terá perdido a paciência. A última vez que estive com ele foi na segunda feira, e desde então nunca mais ligou e nem atende o telefone.

- Deixa estar, isso passa-lhe. Vais ver.

- Pois, deve passar sim, mas sabes como eu sou, fico preocupada com ele….

- De certeza que está tudo bem. – E olhando para ela, com um sorriso meio malandreco, continuei:

- Olha, muito provavelmente estará ele a aproveitar também as coisas boas da vida, quem sabe? – Ela olhou para mim com uma expressão muito séria e prosseguiu:

- Achas que sim? Aproveitar as coisas boas da vida, como? – Enquanto olhava para ela, dei um bom trago na minha bebida. Pousei o copo na pequena mesa ao meu lado, tirei o maço de cigarros do bolso do dólmen, estendi o mesmo a ela, em jeito de oferta, ao que ela anuiu. Levantei-me e levei o maço até ela. Ela tirou um cigarro, o qual eu prontamente acendi, voltei a sentar-me onde estava anteriormente, acendi um cigarro e tirei uma grande baforada do mesmo. Marta insistiu:

- Diz-me, por favor. Aproveitar as coisas boas da vida, como?

- Não me digas que ele não tem amigas, não conhece mais mulheres…

- Claro que conhece, mas….. Estás a sugerir que…..

- Claro que sim. Que outro motivo poderia levá-lo a estar este tempo todo sem te dizer nada? Ele anda a curtir a vida. – Senti-me um pouco divertido, principalmente com a expressão de incredulidade estampada no rosto da Marta. Ela olhou para mim e disse:

- Mas…. Ele é tão betinho, não parte um único prato….

- Pois agora parece que tem andado a partir a loiça toda. – E dei uma pequena gargalhada. Marta olhou para mim com uma expressão de reprovação e disse:

- De que te ris? Ainda estás a gozar comigo. Vou-me embora! – E estava prestes a erguer-se do sofá quando eu avancei até ela, sentei-me a seu lado, agarrei o seu queixo, fazendo-a olhar para mim. Com a outra mão ajeitei o seu cabelo, e disse-lhe:

- Martinha, é absolutamente normal. Disseste-lhe que querias viver melhor a vida antes de te casares e é bastante plausível que ele tenha optado por fazer isso mesmo, julgando que também tu o fazes. Ou ele não tem direito? – Marta olhou-me com uma expressão intrigante. Nos seus lábios surgiu um sorriso. Semicerrou os olhos e, olhando para mim intensamente, disse:

- Ahh…. Então é isso! Ele anda a dar umas voltinhas. Pois que aproveite bem! Eu deveria fazer o mesmo, mas não tenho nada queda para levar para a cama um gajo qualquer que não conheço de lado algum.

- Pois, isso agora….

- E infelizmente não me lembro de ninguém, para poder dar uma cambalhota. Também mereço, não?

- Não consegues mesmo lembrar-te de ninguém? – Perguntei-lhe, com um sorriso. Estava divertidíssimo com a forma como a conversa tinha evoluído. Levantei-me, peguei no copo, bebi o resto do conteúdo de um trago e perguntei-lhe se ela queria mais. Por sua vez, Marta fez o mesmo e deu-me o copo. Dirigi-me ao balcão do bar, pousei os dois copos no lava-loiças, tirei outros dois do armário e servi mais duas generosas doses de wiskie. Enquanto fazia isto, não deixava de pensar que a conversa estava bem encaminhada, embora não fosse garantido que viesse a ter algum sucesso com a Marta. Tem piada, sempre a achei uma miúda bastante jeitosa, muito bonita, mas não sei o motivo pelo qual nunca tinha feito um avanço sobre ela. Talvez fosse hoje o dia. Vamos a ver, pensei, enquanto regressava para junto dela. De pé, á sua frente, estiquei-lhe o copo e olhando para ela, perguntei:

- Mas voltando ao assunto de há pouco….. de certeza que não fazes a mínima ideia de um bom amigo disponível e com vontade de ser seduzido por ti? – Ela olhou para mim, deu um bom trago na sua bebida e respondeu:

- Não me digas que….

- Pois…. Que achas, minha querida?

- Nunca tinha pensado nisso. A sério?

- A sério, minha querida. – Ela olhou para mim com uma expressão maliciosa, engoliu o resto da bebida de um trago e disse:

- Sabes, Alexandre, gosto tanto quando me chamas de querida….. – Eu sorri e disse-lhe:

- para mim é um gosto, Martinha. Estiquei-lhe a mão. Ela deu-me a sua mão. Puxei-a com algum vigor, colocando-a de pé, bem junto a mim. Apertei-a contra mim e ela de certeza que sentiu a minha masculinidade já rija, a exercer pressão contra o seu baixo ventre. Olhei-a nos olhos, acariciei a sua face e os nossos lábios tocaram-se. Senti naquele preciso instante que era algo que ambos desejávamos bastante. Ela respondeu ao beijo, iniciando uma dança sensual entre a sua língua e a minha. Apertei-a ainda mais e penso que ela teve nesse momento a certeza sobre aquilo que se iria passar a seguir. Marta deu um suspiro e deixou a sua mão descer ao longo do meu corpo, agarrando e apalpando com força a grande tumefacção que já se notava bastante bem nas minhas calças. Prestou-se a começar a abrir a braguilha, mas não deixei. Peguei-lhe ao colo e saí com ela em direcção ao meu quarto. Dei um pontapé na porta, que se abriu, entrei quarto adentro, atirei-a para cima da cama, agarrei-a com vigor, colocando-a de gatas na cama, levantei-lhe a saia, baixei-lhe a cueca, baixei as minhas calças e os boxers, ficando apenas de botas, calças em baixo, dólmen vestido, cinturão e pistola. O meu membro estava duro como uma barra de puro aço, latejava, enquanto desafiava orgulhosamente a gravidade. Aproximei-me de Marta, por trás, agarrei-a pela cintura, com ambas as mãos, fortemente agarradas a ela e comecei a esfregar o meu membro na sua vagina. Ela estava inundada em fluidos, quente, bastante quente. Encostei a cabeça à entrada daquele antro de prazer e forcei ligeiramente. Senti a mesma a entrar nela. Iniciei um delicioso movimento de vai vem, mas apenas com a cabeça a entrar e a saír de dentro dela. Ela gemia intensamente. Prolonguei este jogo por mais uns momentos, até que, num impulso, entrei todo dentro dela. Ela deu um pequeno grito. Iniciei um movimento de vai vem, enquanto a minha mão direita, passando pela frente da sua perna direita, começou a acariciar o seu monte de vénus e depois o seu botãozinho do prazer. Acelerei o movimento de vai vem. Marta gritava e eu naquele momento já não me importava se alguém nos apanhasse em pleno acto, ou que descobrisse o que estávamos a fazer. Senti verdadeiro amor por aquela linda mulher, enquanto a penetrava em estocadas cada vez mais intensas e rápidas. Marta continuava a gritar de prazer. Acelerei ainda mais. Era chegado o momento, o grande final. De repente, senti como se todo o meu ser fugisse de mim para o interior de Marta. Um orgasmo violento invadiu todo o meu corpo, ao mesmo tempo que o corpo de Marta também convulsionava. Caí, estoirado em cima dela e beijei-a. Sentia que amava Marta, que ela era a mulher com quem desejava casar e ter filhos e que ela era ao mesmo tempo a mulher que me faria cometer uma infidelidade, para poder estar com ela, tudo ao mesmo tempo. Acabei por não lhe dizer nada, não fosse ela ficar assustada e nunca mais me procurar, nem como bom amigo.

Será que um dia iremos repetir tudo isto? Ficou a questão no ar, apenas na minha cabeça. Sorri-lhe e dei-lhe mais um beijo. Tinha sido sensacional.

Um Trabalho com Bónus

A vida da cidade já me havia cansado. Cansou mesmo muito. O despedimento da empresa onde estava a trabalhar, apesar de extremamente desagradável, acabou por surgir como uma oportunidade para procurar um emprego longe da confusão da cidade. Por intermédio de um grande amigo, que estava a par da minha situação laboral, bem como do meu desejo de “mudar de ares”, surgiu uma oportunidade de trabalho no Alentejo, numa grande exploração agrícola. Nunca me tinha aventurado no mundo do trabalho físico “a sério”, pelo que esta oportunidade também surgia como um enorme desafio, o qual me deixava a interrogação – será que estás à altura do desafio?

Resolvi-me então por deixar a minha casa arrendada em Benfica e rumei então ao Alentejo. Fui entrevistado pelo proprietário da exploração agrícola, onde se plantavam desde batata, milho, girassol, entre outros. Um senhor de meia idade, pele curtida pelo sol, ainda assim que denotava alguns cuidados com a sua aparência, de seu nome Guilherme, começou por referir que necessitava de um colaborador multifacetado, que entendesse alguma coisa de contabilidade e expediente geral de escritório, e que tivesse carta de condução e estivesse disposto para pegar numa das viaturas da empresa e deslocar-se às povoações mais próximas e mesmo dentro da propriedade, para auxiliar no que fosse necessário. Respirei fundo e disse ao Sr. Guilherme que eu estava à altura do desafio. Aceitei naquele mesmo instante.

Fui então apresentado às restantes pessoas que trabalhavam no escritório e comecei imediatamente por organizar correspondência que se encontrava em atraso, fazendo a selecção da mesma, entre fornecedores e clientes.

Os dias decorreram com enorme naturalidade, estava bastante contente com esta nova ocupação, apesar do vencimento não ser nada de especial. Havia contudo recebido uma boa indemnização, pelo que não estava demasiado preocupado com dinheiro. O ar puro do campo e a distância significativa à cidade mais próxima eram o garante da minha boa disposição, pela qualidade de vida que havia agora conquistado. Dado que fui recebido como amigo de um amigo, acabaram por me arranjar alojamento num anexo da casa principal do Sr. Guilherme. Era um quarto espartano, mas tinha tudo aquilo de que eu iria necessitar. Era espaçoso, tinha uma cama de solteiro, uma mesa de cabeceira, tv por cabo e uma casa de banho. Era um bom alojamento.

Assim se passaram os meses do inverno e da primavera, comigo sempre satisfeito com o trabalho e as responsabilidades que me haviam confiado. Já era uma espécie de secretário e ao mesmo tempo chefe do backoffice da empresa, assessorando o Sr. Guilherme nas questões burocráticas da actividade da empresa.

Numa quente manhã de Agosto, estando eu de volta da documentação da empresa, avisaram-me que uma senhora pretendia falar com o Sr. Guilherme. Fui à sala de espera receber a senhora, dado que o patrão não estava no edifício naquele momento e deparo-me com uma mulher nos seus 30 anos, morena, escultural, de calça justa e camiseiro branco que lhe revelava todas as curvas. Há muito tempo que não via uma mulher tão bonita, pelo que a sua presença não me foi indiferente. Assim que entrei na sala, levantou-se da cadeira, disse-me chamar-se Mafalda, que estava ali em nome de um dos nossos fornecedores e que desejaria falar com o sr. Guilherme. Disse-lhe que ía procurar o patrão, que o mesmo não se encontrava ali de momento e perguntei se desejava tomar alguma coisa, tendo recebido a sua resposta negativa. Resolvi ir então procurar o patrão na sua casa. Toquei à campainha uma e outra vez, sem que com tal tenha obtido qualquer resposta. Resolvi contornar a casa. Na parte de trás, havia uma piscina oval, de dimensões consideráveis, rodeada por uma sebe de um verde viçoso. Numa das margens da piscina, em duas cadeiras rebatíveis estavam recostadas duas jovens mulheres, de óculos de sol e fato de banho. Uma delas, ao me ver, questionou:

- Ei, quem és tu? Que queres daqui? – Senti um nó na garganta, pela forma como ela me questionou, e respondi:

- Sou o Alexandre, trabalho para o sr. Guilherme, e ando à procura dele. – A rapariga que me interrogou baixou os olhos de sol, olhando-me de alto a baixo e disse:

- O meu pai não está aqui neste momento, foi à aldeia. Porque o procuras?

- Está uma senhora no escritório que deseja falar com ele.

- Pois vai ao escritório e diz à senhora que o meu pai só estará cá amanhã, de manhã. – enquanto dizia isto, a jovem parecia divertida, e acrescentou:

- Já agora, depois de fazeres isso, traz-me aqui o relatório mensal da empresa, referente ao mês passado. – Anuí e retirei-me dali. Chegado à sala de espera, informei a Mafalda que o patrão só cá estaria na manhã do dia seguinte. Esta agradeceu, tendo-se despedido com um sorriso enigmático, com um misto de simpatia e interesse. Pensei de mim para mim que bons desenvolvimentos poderiam advir entre nós os dois. Logo após isto, fui buscar a pasta do relatório, conforme solicitado e dirigi-me de volta à casa do patrão.

Chegado à piscina, encontrei as duas jovens ainda nas suas cadeiras, a aproveitar o dia solarengo. Ao me avistar, a filha do patrão acenou-me e disse-me para puxar de uma cadeira e me sentar junto dela. Tanto ela como a outra jovem eram de uma beleza fora do comum, e detentoras de corpos magníficos, com curvas bem definidas, o que denotava alguma prática física. Anabela, a filha do patrão disse:

- Mostra-me lá então a pasta – o que fiz de imediato, enquanto de uma forma dissimulada, a observava, bem como à outra jovem, que pela primeira vez interviu:

- O tio tem olho para escolher bons trabalhadores, Anabela – a outra sorriu e respondeu-lhe:

- Vamos a ver, Catarina – Fiquei então a saber que eram primas. Que belas primas, pensei para mim. Estava entregue aos meus pensamentos e na minha observação dissimulada quando Anabela me perguntou:

- Que se passa com este cliente? – Questionou, apontando com um dedo para a folha que estava a analisar – Segundo o que ele referiu, teve que efectuar um pagamento extraordinário do leasing de alguma maquinaria, pelo que não lhe foi possível pagar no mês passado – retorqui, ficando um pouco apreensivo dada a facilidade com que Anabela analisava a documentação e descobria situações menos boas. A minha apreensão não se devia ao facto de poder descobrir alguma irregularidade, antes ao facto de me poder questionar sobre questões que eram do conhecimento do seu pai e que só agora ela estava a tomar conhecimento. Enquanto Anabela analisava os documentos, reparei que Cristina olha intensamente para mim. Retribui o olhar, tendo reparado num sorriso. Cristina não ficava nada atrás da beleza de Anabela. Era morena como a prima, longos cabelos castanhos, tinha uns grandes olhos negros, nariz um tanto proeminente, umas sardas na face que lhe davam um jovial ar de menina traquina, corpo atlético encimado por uns fartos seios com uns mamilos salientes, grandes, que pareciam querer romper o fato de banho. Enquanto olhava para mim, neste jogo de sedução, Cristina desafiou a prima:

- Anabela, que achas se pedíssemos aqui ao Alexandre para nos passar protector solar nas costas? – A prima sorriu com um ar malicioso, olhou para mim e respondeu à Cristina: - Só tens boas ideias, Cristina. Ele pode começar por ti. – Cristina fez-me sinal com o dedo indicador, para a frente e para trás, chamando por mim. Deitou-se de barriga e apontou para a embalagem do protector solar. Que visão agradável, a das costas e traseiro daquela bela jovem. Não me fiz rogado. Levantei-me da cadeira, peguei na embalagem e despejei uma quantidade generosa nas costas de Cristina e comecei, com ambas as mãos a esfregar o liquido viscoso, primeiro nos ombros, tendo o cuidado de lhe pegar no cabelo para o desviar, e depois mais abaixo, nas costas, até à parte de baixo, sempre admirando aquele maravilhoso rabo. Quando já não havia quase nenhuma superfície das suas costas por besuntar, Cristina disse:

- Alexandre, já agora podes aproveitar a esfregar também as minhas pernas. – Assim fiz, sentindo cada vez mais dificuldade em esconder uma erecção que se impunha, face à emoção de esfregar aquele magnifico corpo feminino. A dado momento, Anabela, que já havia abandonado a pasta com as contas, interviu, olhando fixamente para o vulto que me empurrava as calças para fora:

- Parece que o nosso amiguinho está com vontade de brincar. – Fiquei meio embasbacado com o à-vontade com que ela acabara de dizer aquilo. Anabela continuou:

- Agora que acabaste de tratar da Cristina, anda aqui fazer-me o mesmo. – E eu lá fui, repeti o procedimento com a Anabela, sentindo-me cada vez mais excitado com aquelas duas jovens. Esfreguei-lhe as costas e depois as pernas, que ela entreabriu, numa atitude de entrega. Estava prestes a terminar esta tarefa, super compenetrado na mesma e extremamente excitado, quando uma voz masculina me interrompeu:

- Alexandre, dentro de 10 minutos quero falar contigo, no escritório. – Era o sr. Guilherme que entretanto acabara de chegar junto de nós. Disse-lhe que sim, sentindo dentro de mim uma enorme frustração por ver aquele meu momento interrompido. Recompus-me e saí daquele espaço, não sem antes me ter despedido daquelas duas beldades, que ficaram a falar acerca de qualquer coisa que já não consegui ouvir e a dar risadinhas, enquanto me afastava em direcção ao meu local de trabalho.

Após o jantar rumei ao quarto e agarrei num livro. Comecei a folhear o mesmo, mas da minha ideia não me saíam aquelas duas beldades com quem tinha estado de tarde. Abandonei o livro e dei por mim a sonhar acordado, imaginando um desfecho possível para aquela situação ocorrida junto da piscina. Acabei por adormecer.

Fui acordado com o ruído da porta do meu quarto a abrir-se. Olhei naquela direcção e vi-a. Cristina trazia vestida apenas uma T-shirt comprida. Entrou no quarto, fechou a porta atrás de si e sem dizer uma palavra veio deitar-se ao meu lado. Deu-me um enorme beijo nos lábios, após o que, com um movimento rápido, despiu a t-shirt. Fiquei excitadíssimo com aquela presença feminina na minha cama e com o desenvolvimento que a coisa estava a ter. Ela voltou a beijar-me, enquanto me apalpou o pau, que já estava mais que erecto e pronto para entrar em acção. Agarrei-a pelos ombros e deitei-a na cama. Beijei-lhe o pescoço e depois aqueles seios firmes, de grandes mamilos erectos, enquanto os massajava com as minhas mãos. Imediatamente fui descendo, acabando por colocar a minha língua em contacto com a sua fenda húmida. E se estava húmida! Cristina começou imediatamente a gemer, enquanto eu lambia aquele capuz que escondia o botão do prazer e iniciava um movimento de vai vem com o dedo dentro dela. Tenho a certeza que atingiu o clímax e foi nesse momento que me livrei dos meus boxers e, colocando-me por cima dela, entrei nela, bem devagar, iniciando um delicioso movimento de vai-vem ao som dos suspiros e gemidos de prazer que a Cristina ia libertando, aqui e ali. Acabámos por atingir o clímax ao mesmo tempo e ficámos largos minutos prostrados na cama, em silêncio, enquanto recuperávamos o fôlego. Cristina olhou para mim, beijou-me nos lábios e disse, em surdina:

- Nem uma palavra sobre o que acabou de acontecer, ouviste? – Fiquei meio atónito com esta atitude, mas acenei com a cabeça, afirmativamente. Ela levantou-se da cama, vestiu a t-shirt e tão sorrateiramente como havia entrado, abandonou o quarto, não sem antes me dar um grande beijo nos lábios.

Fiquei largos momentos a pensar no que tinha acabado de acontecer e, ainda meio incrédulo, resolvi vestir uns calções e ir até à rua. Saí do quarto, puxei de um cigarro e comecei por tirar uma enorme baforada do mesmo. Soube-me mesmo bem, a sensação da nicotina a invadir o meu corpo após tão forte emoção. Ainda estava com as pernas meio bambas com tudo o que se havia passado. Comecei a caminhar, ao acaso. Estava uma linda noite, com uma enorme lua, que derramava a sua luz por todo o lado, quase transformando a noite em dia. Caminhava há algum tempo quando acabei por passar pela casa de família. Olhei para a piscina e veio-me à ideia tudo quanto havia ocorrido durante aquele dia e noite, principalmente. Ao passar junto a uma das paredes do edifício, um ruído chamou-me a atenção. Estaquei imediatamente e coloquei-me á escuta. Eram gemidos e vinham de uma localização próxima. Resolvi averiguar o que se passava e segui os sons. Os mesmos vinham de um compartimento que tinha a janela meio aberta. Resolvi espreitar. Fiquei surpreendidíssimo quando vi a Anabela deitada na cama, encostada à cabeceira da mesma, com um livro na mão e a acariciar-se. Fiquei excitadíssimo com aquela visão. Resolvi ficar mais um pouco a observar. A luz cálida que vinha do candeeiro da sua mesa de cabeceira permitia ver tudo com algum pormenor. Anabela largou o livro e abriu as suas lindas pernas. Vestia apenas uma cuequinha, pelo que pela primeira vez pude ver também aqueles belos seios de mamilos erectos, os quais eram alvo das carícias da mão esquerda da sua bela proprietária, enquanto que a direita esfregava por cima da cuequinha. Era uma visão extremamente excitante, que me pregou ao chão, como observador muitíssimo interessado, diga-se em abono da verdade. Ela acabou por despir as cuecas, mostrando um monte de Vénus com uma penugem bem aparada, apenas um pequeno bigodinho por cima da sua fenda do prazer. Dobrou-se para a direita, abriu a gaveta da mesa de cabeceira e retirou de lá um dildo. Recostou-se novamente na cama, colocou o utensílio a funcionar, o qual emitia um ruído característico dos utensílios eléctricos e começou a esfregar o mesmo no seu monte de Vénus e depois nas virilhas. Eu sentia-me excitadíssimo com tudo o que estava a observar, com um enorme vulto a fazer pressão dentro dos meus calções, já pronto para entrar novamente em acção. Tive mesmo vontade de esfregar o pau, por cima dos calções, sem saber se o queria acalmar ou dar-lhe aquilo que ele parecia exigir naquele momento. Anabela acabou por inserir o dildo dentro de si, o que foi acompanhado pela libertação de um longo e bastante audível suspiro. Iniciou um movimento de vai-vem com o instrumento dentro de si, segurado com a sua mão direita, enquanto que a mão esquerda buscava o seu clitóris, que começou a esfregar com alguma convicção. Não tardou muito até que acabasse por atingir o clímax, o qual se apresentou com alguma violência, pelo menos pelos estertores que provocou no seu corpo, mas principalmente pelos gritinhos que ela se esforçava por tentar de alguma forma abafar. Assim que terminou a acção, Anabela ficou estirada em cima da cama, de pernas semi-abertas e mãos em cima da sua barriga. O instrumento acabou por rolar, caindo pesadamente no chão. Eu estava excitadíssimo com tudo o que havia presenciado, mas resolvi manter-me undercover, não dar nas vistas, até porque não fazia a mínima ideia de como ela poderia reagir se se apercebesse da minha presença. Acabei por abandonar aquele local, acender mais um cigarro e caminhar mais um pouco, em direcção ao meu quarto.

Já na cama, não me conseguiam sair da cabeça as sensações que tinha vivenciado e as imagens que tinha observado. Foi de facto uma noite muitíssimo recheada e a qual não me deixou dormir mais que uma hora de sono.

De manhã, no escritório, cruzei-me com o sr. Guilherme, que me cumprimentou. Retribuí o cumprimento, não deixando de sentir um misto de receio e euforia ao mesmo tempo. Receio que ele pudesse vir a saber o que eu tinha feito com a sua sobrinha e euforia exactamente pelo mesmo motivo. Retomei as minhas atribuições normais de trabalho, procurando por não pensar demasiado na noite anterior.

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Era cerca do meio-dia quando me informaram que Mafalda estava na sala de espera. Levantei-me num ápice, a fim de ir cumprimentá-la, quiçá receber mais um dos seus sorrisos enigmáticos, antes que ela fosse recebida pelo Sr. Guilherme. Ao entrar na sala fiquei maravilhado. Toda ela era luz que irradiava por todo aquele compartimento. Estava maquilhada, tinha o cabelo solto para um dos lados, trazia uma saia acima do joelho, que permitia comprovar o que já tinha a certeza, que ela era detentora de um dos melhores pares de pernas que eu já havia alguma vez visto, e trazia um camiseiro bem decotado, que permitia adivinhar um bom par de globos os quais dava uma enorme vontade de agarrar. Senti-me como um adolescente frente à primeira mulher a sério e mal consegui balbuciar um “bom dia” e de forma muito atabalhoada. Ela sorria, um esgar de lábios acompanhado de um brilho não muito comum nos seus olhos e respondeu:

- Bom dia, Alexandre. Estou à espera do sr. Guilherme. – Ao que eu lhe respondi que ía ver se já podia ser atendida, tendo saído da sala. O sr. Guilherme já a podia receber, pelo que, imbuído do melhor dos valores cavalheirescos, acompanhei-a ao gabinete. Não bastava já o enorme deslumbramento que a imagem de Mafalda provocava em mim, ainda se somou a esta emoção, a minha reacção ao seu perfume. Era um perfume caro, que havia reagido da melhor forma com a sua pele, uma verdadeira obra alquímica certamente desejada mas não pre4vista como possível, por parte de quem concebeu aquele magnífico perfume. A porta fechou-se e eu fiquei parado no mesmo local, frente à mesma e a inspirar profundamente o ar por onde Mafalda acabara de passar e de deixar a sua marca odorífera. Nunca mulher alguma me havia deslumbrado desta forma. Fiz um esforço por me recompor e resolvi ir até lá fora apanhar um pouco de ar. Andei de um lado para o outro e acabei por me encostar à parede do edifício, acendendo um cigarro, do qual eu tirava longas e profundas baforadas, na como se estivesse a recuperar de uma experiência sensorial extremamente intensa. E na realidade tinha sido, sim. Já não me importava muito pelo corpo esbelto e pelas sensações vividas há algumas horas com a Cristina. Nem tão pouco a visão daquele corpo nú da Anabela conseguia apaziguar ou suplantar o que eu estava a sentir naquele momento. Diria que era possível que estivesse apaixonado. Que coisa ridícula, mal havia trocado meia dúzia de palavras e estado por poucos e céleres momentos com Mafalda, mas sentia o coração a cavalgar dentro do meu peito e pela primeira vez sentia que era verdadeiro, genuíno, o que sentia por ela, embora não conseguisse compreender como tal podia ser possível.

Estava eu entregue a este turbilhão de pensamentos quando se abriu a porta e vejo surgir a Mafalda, acompanhada do sr. Guilherme, que a acompanhou à porta. Este despediu-se dela com um aperto de mão e voltou para o interior do edifício. Eu cheguei-me junto dela e disse-lhe:

- Espero que a reunião tenha corrido bem, menina Mafalda.

- Correu bem, sim. O sr. Guilherme é muito boa pessoa. – E enquanto trocávamos estas palavras de circunstância, fomos andando na direcção do seu carro. Tratava-se de um Porsche Boxter, o qual tinha a capota aberta. Com um gesto decidido, abri a porta do lado do condutor e fiz-lhe sinal para que ela tomasse assento no carro. Ela sorriu e assim fez. Senti-me a mudar de cor com o movimento anormalmente vagaroso como ela se sentou e como puxou a sua perna esquerda para dentro da viatura, estando certamente plena de certeza que eu podia muito bem ter visto tudo o que havia (e não havia), debaixo daquela saia. Fechei a sua porta, tomei a sua mão e dei-lhe um beijo. Ela colocou os óculos de sol, deu à chave e despediu-se, engatando a marcha a trás e dirigindo-se de ali para fora. Contudo, de repente travou a fundo, debruçou-se para a frente e depois espreitou pelo retrovisor e tendo confirmado que eu olhava na sua direcção, esticou o seu braço esquerdo, tendo deixado cair um pequeno papelinho. Deu um valente arranque, o qual fez com que ficassem bem audíveis as centenas de cavalos contidos no motor e desapareceu, deixando atrás de si uma nuvem de pó.

Dirigi-me na direcção de onde tinha estado o carro e baixei-me para apanhar aquele pequeno papel de cor branca. Era na realidade um cartão, com o nome dela – Mafalda de Deus Rodrigues – e tinha também o seu número de telefone. Fiquei bastante feliz com aquele desenvolvimento, mas fiquei mesmo sem palavras quando virei o cartão e no outro lado, com uma letra bem desenhada mas apressada vi escrito “pousada do marquês – 20:00”.

Guardei o cartão no bolso e no escritório procurei indagar acerca da localização de tal pousada. Passei a tarde inteira a olhar regularmente para o relógio, na ânsia de ver o tempo a passar, mas o mesmo é cruel – quanto mais ansiosos estamos para que ele passe célere, mais de vagar os ponteiros descrevem os círculos na caixa do relógio. Finalmente, por volta das 19:30, já de banho tomado, aprumadinho, lá fui eu, no meu carro velho, em direcção ao local do nosso encontro.

Já tinha visto no mapa que a pousada ficava na margem da grande barragem que ficava naquela zona, mas não imaginava que aquele edifício, no local onde se encontrava – no cimo da encosta que estava por cima da margem Este da barragem, pudesse ter uma vista tão fantástica. Resolvi entrar, tendo perscrutado a enorme sala, em busca da tão desejada donzela. Ela ainda não havia chegado, pois não se encontrava nem na sala nem na esplanada, onde acabei por tomar lugar.

Passavam cerca de 10 minutos da hora marcada quando ela entrou. Vinha deslumbrante, como não podia deixar de ser. Cabelo apanhado, um top e uma saia rodada. Calçava sandálias de salto alto, o que fazia com que ficasse quase da minha altura. Parou á porta, acenou-me e dirigiu-se a mim de forma decidida mas descontraída. Tudo levava a crer ser uma mulher que sabia bem ao que ía, quando ía e porque ía. Ao chegar perto de mim, deu-me um beijo muito terno na minha bochecha direita, o que teve imediatamente efeitos na minha masculinidade, que se assanhou. Sentou-se á minha frente e chamou o barman. Na esplanada só se avistava mais um casal, no extremo oposto do local onde nos encontrávamos e pareciam conversar em surdina, dado que praticamente não dávamos pela sua presença. Acabámos por pedir duas caipirinhas e uns snacks para irmos comendo qualquer coisa enquanto estávamos ali. A vista era mesmo maravilhosa. Via-se o serpentear do curso de água mais além, após o final da bacia de água junto à qual nos encontrávamos. Nesta altura o astro solar dava um ar de sua graça, pintando de tons de fogo um céu onde se podiam avistar poucas nuvens. Era uma visão maravilhosa que conferia solenidade ao nosso encontro. No preciso momento em que o sol desaparecia na linha do horizonte, olhei intensamente para ela. Ela devolveu-me o olhar, mostrando uns olhos cândidos que olhavam para mim com uma expressão que dava a entender que não era só eu que estava rendido aos encantos da minha acompanhante. Fiquei feliz por ter identificado nela essa sensação e após uma pausa prolongada disse-lhe:

- O final de tarde está a ser bastante agradável, mas dá-me a sensação que falta qualquer coisa…

- O quê? O que falta, Alexandre? – Perguntou ela.

- Faltam sensações mais fortes. – E levantando-me e estendendo-lhe a mão, disse-lhe:

- Anda, confia em mim. Prometo que irás gostar. – Ela sorriu, deu-me a mão e ergueu a sua maravilhosa fisionomia do cadeirão. Dei meia volta e ela veio atrás de mim. Chegado ao parque de estacionamento, com um gesto pedi-lhe a chave do carro, a qual me foi facultada com um sorriso matreiro, em jeito de brincadeira. Acompanhei-a até junto da porta do passageiro, abri a mesma e dei-lhe a mão para a auxiliar enquanto ela se sentava naquele banco baixo do Porsche. Foi um momento mágico, pois fiquei a saber, por constatação visual, que por baixo da saia não havia mais para além da sua pele.

Liguei o motor e coloquei o automóvel em marcha. Nunca antes havia conduzido um veículo capaz das prestações daquele, e para mais com tracção traseira, mas pensei que haveria de me habituar e conseguir domar aquelas centenas de cavalos. Metemo-nos à estrada de campo, com curvas, contra-curvas, poucas rectas mas muitas árvores nas bermas. Olhei para ela. Os seus cabelos esvoaçavam com a deslocação do vento causada pela forma como eu abordava o acelerador do bólide, e como o mesmo respondia. Estava a ser verdadeiramente empolgante, fazer aquela viagem de noite e com aquela maravilhosa companhia. Ela não estava muito habituada a viajar no lugar do passageiro pois de vez em quando colocava as suas mãos com força no assento. Curva após curva, com o motor a roncar, acabámos por chegar ao topo da serra algarvia. Estacionei o carro voltado a sul. A vista era verdadeiramente maravilhosa. Podia avistar cidades junto ao mar. Aquele conjunto de luzes à distância era um tanto ou quanto nostálgico, pois havia vivido naquele local outras sensações, com outras pessoas.

Mafalda encostou a sua cabeça ao meu ombro. Sem dizer nada, passei o meu braço por cima dela e comecei a afagar-lhe os cabelos. Mafalda acabou por dizer:

- Que noite maravilhosa, Alexandre. Que sítio fantástico onde me trouxeste. Nunca pensei que a vista a partir daqui fosse tão fantástica. – Eu sorri e continuei a afagar-lhe os cabelos. Passados uns momentos, perguntei:

- Não te tinha prometido que irias gostar? Tens que confiar neste rapaz, Mafalda. – Ela sorriu ao olhar para mim, e disse:

- Em que pensas, posso saber? Dou dinheiro pelos teus pensamentos neste momento e olha que pago bem! – Não pude deixar de sorrir, antes de lhe responder:

- Olha que não sei se não ficarias chocada com aquilo que me vai no pensamento. – E enquanto dizia isto, puxei de um cigarro, acendi e tirei uma valente baforada. Olhava para aquela maravilhosa vista enquanto ia afagando os cabelos de Mafalda. Tirei mais uma baforada e deitei fora o cigarro. Virei-me para ela, com a mão na parte de trás da sua nuca puxei a sua cabeça até mim e dei-lhe um grande beijo nos lábios. De seguida colei os meus lábios ao seu ouvido, e comecei a dizer, em surdina:

- Quero amar-te, quero que este fogo que tenho dentro de mim nos consuma numa noite de paixão. – Enquanto dizia isto, a minha outra mão ganhava vida e explorava aquele belo corpo. Primeiro os seus seios que me enchiam a mão, depois o seu ventre, enquanto lhe dizia coisas doces ao ouvido. Comecei a ser um pouco mais explicito e a relatar-lhe um imaginário encontro ideal entre dois amantes, um encontro tórrido, com todos os pormenores. Mafalda arfava de prazer, ao materializar na sua mente tudo aquilo que eu lhe contava e deixou-se ir. Mantendo o mesmo tom de voz, os meus lábios no seu ouvido, ía, à semelhança de uma relação sexual, aumentando a intensidade do que lhe estava a transmitir. Os gemidos de Mafalda eram claro indício de que estava a sentir um tremendo prazer, quer pelo que lhe estava a contar, quer pelo que a mão, os meus dedos faziam nas suas húmidas partes femininas. Resolvi manter esta postura e deixar a coisa fluir, ver até onde a coisa iria parar. De repente Mafalda cravou as suas unhas na minha perna, ao mesmo tempo que gemia com grande intensidade e com a respiração entrecortada. Toda ela se contorceu no momento em que conseguiu lá chegar, aquele patamar mágico, ao êxtase. Olhou para mim com uma expressão de fera amansada, bastante ternurenta e beijei-a nos lábios. Foi um beijo intenso, sentia-se uma imensa carga energética naquele beijo. Abracei-a e ficámos assim durante bastante tempo, debaixo de uma magnífica noite estrelada e naquele ponto da serra, de onde poderíamos avistar tudo, ou quase tudo, menos o futuro, se é que haveria futuro, entre nós os dois.

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