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Doces Tentações

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Sedução no Oriente

Olhei pela janela. Que visão magnífica! O Sol, quase a pôr-se ao longe, tingia as nuvens  e o horizonte de tonalidades de vermelho e laranja. Deixei-me ficar, longos minutos a observar esta visão maravilhosa, em verdadeira contemplação enquanto os meus pensamentos divagavam longe, tentando fugir à inevitabilidade da razão. Dei por mim a pensar nos acontecimentos dos últimos dias, principalmente no facto de ter terminado a minha longa relação com a Marta. Sentia a falta dela, e como o sentia….

De repente, sou interrompido por uma voz doce:

- Deseja tomar alguma coisa? – Olhei para ela. Era uma ruiva, de média estatura, fartos seios escondidos debaixo daquela camisa da farda. Era muito atraente. Cativava somente com o seu olhar.

- Sim, por favor. Traga-me um puro malte.

- Certamente. Volto já – Voltou costas, mostrando ser detentora de um corpo bem esculpido. Praticaria

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desporto, de certeza. Tinha umas pernas bem torneadas, realçadas por aquelas meias de seda preta e pela posição imposta pelos saltos altos. Afinal esta viagem poderia vir a ser interessante, pensei, regressando aos meus pensamentos, que não me tinham abandonado um único minuto desde que o avião partira, há cerca de 3 horas atrás. Olhei o relógio e não consegui esconder uma expressão de espanto, por ter passado tanto tempo e eu ainda não ter começado a preparar a reunião. Tinha que defender um plano de investimento de risco em Hong Kong, preparar a apresentação aos potenciais investidores e só me apetecia abandonar-me naquela letargia em que me encontrava, acompanhado dos meus pensamentos.

- Aqui tem. Faça bom proveito – Olhei e lá estava ela, a hospedeira ruiva, com o copo na mão e com um sorriso que me queria parecer ser um pouco mais sincero que o meramente profissional. Agradeci, sorri-lhe e ergui ligeiramente o copo em sua direcção, como que a saudá-la num brinde. Ela sorriu novamente e antes de se ir embora ainda disse:

- Caso necessite de alguma coisa, estarei ao seu dispor. Basta pedir.

- Obrigado. Não me esquecerei de o fazer. – Disse, sorrindo-lhe e achando-lhe cada vez mais piada. Ela virou costas e regressou às suas tarefas, que até nem seriam muitas, dada a fraca ocupação da classe executiva. Sim, a empresa caprichou e investiu mesmo a sério em mim. Agora viajava em executiva. Que diferença relativamente à económica, particularmente nestas viagens enormes de muitas e longas horas, pensei, de mim para mim. A vida até que me corria bem, tirando o facto da Marta. Que se lixe a Marta! Pensei eu. Estou farto de estar para aqui a carpir mágoas por causa de uma mulher, com tanta mulher bonita e interessante que existe por esse mundo fora. Dei por mim com capacidade mental para vergar a meus pés todo esse novo mundo de lindas mulheres, sem a Marta. Num impulso coloquei a mão no ar. A bela hospedeira viu e começou a caminhar na minha direcção. Quando chegou perto de mim, perguntou:

- Deseja mais alguma coisa? Em que o posso ajudar?

- Peço desculpa, mas há pouco não retive o seu nome.

- Pois não reteve não – E esboçando um magnífico sorriso, continuou – Eu não lho disse.

- Não? Então foi isso. Fiquei tão tocado com a sua enorme beleza que nem tive acção para lhe perguntar o nome. – Ela deu uma pequena gargalhada e respondeu:

- Sou a Patrícia, mas os meus amigos tratam-me por Paty.

- Muito gosto, Alexandre ao seu dispor, bela hospedeira. – Enquanto lhe dizia isto, estendi a minha mão direita na sua direcção. Ela retribuiu. Em lugar de lhe dar um simples aperto de mão, puxei gentilmente a sua mão até mim e olhando-a nos seus lindos olhos de menina irrequieta, apliquei um terno beijo no seu pulso, dizendo-lhe:

- Encantado. – Houve ali magia, pura alquimia naquele momento. Ela olhou-me nos olhos, com uma expressão doce, encantadora, enquanto o meu coração começava a galopar no peito, num misto de emoções, provocadas pela visão daquela bela mulher, fardada de forma sensual e do ténue aroma de um intenso perfume que havia sentido no seu pulso. Ambos acusámos o toque e a nossa reacção, em simultâneo, foi de dar uma pequena gargalhada. Fitámo-nos durante uns segundos, podendo quase ler os pensamentos um do outro, através do nosso olhar e fizemos um esforço por nos recompor deste pequeno choque, apesar da vontade nos querer impelir em sentido contrário. Paty retirou a sua mão de forma graciosa, deu-me um olhar que encerrava um pouco de tudo, de alegria, de vivacidade e até de malícia. Deu meia volta e regressou aos seus afazeres.

Olhei novamente pela janela. No horizonte apenas se via uma ténue claridade cor de laranja, pois o sol já se havia escondido no Oeste longínquo. Fiquei novamente entregue aos meus pensamentos, os quais corriam céleres. Dei um grande trago no wiskie de boa qualidade e senti aquela chama a descer garganta abaixo, como que a consumir-me, alimentando a enorme caldeira de fogo que eu já sentia dentro de mim. Que mulher fantástica! Pensei. Dei por mim a imaginar como seria, estar com a Paty fora do seu local de trabalho. Aquele avião, a 35.000 pés de altitude e a mach 0,90 acabou por me proporcionar experiências que eu não estava de todo à espera. Mas era necessário regressar à realidade e a verdade é que eu tinha uma reunião para preparar, pelo que agarrei no meu PC e comecei a trabalhar, o que fiz intensamente até à hora do jantar. A Paty passou e com um sorriso maravilhoso disse que o jantar iria ser servido, pelo que teria que arrumar o que quer que estivesse em cima da pequena mesa. Assim fiz. A Paty passou e deixou o tabuleiro do jantar, o qual era pleno de boas iguarias. Comi com vontade, acompanhando a refeição com um bom vinho, o qual foi gentileza do pessoal de bordo. Quem senão a minha querida Paty? Após terminar a fausta refeição fiz sinal, e lá veio o café expresso, acompanhado de mais um wiskie de boa qualidade. Passados largos minutos, passou novamente a Paty. Desta vez trazia um carrinho e recolhia os tabuleiros do jantar. Debruçou-se sobre mim, para levantar o meu tabuleiro, mas a sua mão foi mais além e agarrou o meu membro, por cima das calças, ao mesmo tempo que respondia à minha expressão de espanto e imediata erecção, com um piscar de olhos e um beijinho, dado no ar. Confesso que fiquei louco com aquela sua atitude. Fiquei a observá-la enquanto se afastava. Que mulherão! Pensei. Que par de pernas, que mulher perfeita! Tive que me conter para não ceder à imensa energia que me impelia a saltar da minha cadeira e a procurá-la. Fiquei ansioso, à espera que ela regressasse, para me meter com ela, mas o destino estava prestes a pregar-nos uma partida. Nesse momento ouviu-se nos altifalantes a voz do comandante:

- Senhoras e senhores passageiros, iremos entrar agora numa zona de forte turbulência. Por favor apertem os vossos cintos de segurança. Por razões de segurança, o serviço de bar encontra-se encerrado até indicação em contrário. Faço votos de continuação de boa viagem. – Lá mais à frente via a Paty a sentar-se numa das cadeiras destinadas á tripulação e também ela apertou o cinto de segurança de acordo com o solicitado. O resto da viagem acabou por não ser mais que uma sucessão de pulos em poços de ar e trepidação em toda a aeronave. Tive que me acomodar à ideia de que nada teria de mais tórrido com a Paty que aquilo que havia sucedido, dado que poucas milhas já faltavam para aterrarmos em Hong Kong. E assim acabou por suceder. O comandante informou que nos encontrávamos a fazer-nos à pista. Aterrámos sem grandes sobressaltos. O avião fez o seu táxi e lá acabou por parar. Começou o normal corropio na cabine, com pessoal a agarrar as suas bagagens de mão e a fazer fila para sair da aeronave. Também me coloquei em fila, com a minha pequena mochila às costas. Junto da saída dei de caras com ela. Fez um enorme sorriso, deu-me um pequeno abraço e um beijo na face. Nada disse, dado estar também o comissário de bordo a despedir-se dos passageiros. Saí do avião e comecei a caminhar na manga, em direcção à porta do aeroporto. Ainda me voltei para trás e pude observar a Paty a despedir-se de outros passageiros. Nem olhou para mim. Prossegui. Na zona das bagagens havia uma sala de fumo, para onde me dirigi imediatamente. Tinha mesmo que fumar um cigarro, após todas aquelas horas de abstinência forçada. Joguei a mão ao bolso da camisa, tirei maço de cigarros e vinha mais qualquer coisa, para além do maço. Tirei calmamente um cigarro, acendi-o e tirei uma enorme baforada. Olhei novamente para o que tinha na mão e, para além do maço de cigarros, tinha um cartão de visita. Na parte da frente tinha escrito um nome – Helen A. Lee – e uma morada de Kowloon. No verso, estava escrito, a esferográfica o nome da minha querida Paty e a marca de uns lábios, no vermelho deixado pelo resíduo de baton de um beijo. Fiquei intrigado. Que seria aquilo? Voltei a colocar o cartão no bolso, acabei de fumar o cigarro, fui levantar a minha mala e tratei das formalidades de chegada a esta nova cidade.

No dia seguinte, após uma noite meio dormida, por causa do jet lag, do farto pequeno almoço no hotel, lá fui para a minha apresentação. Contudo, aquela mulher não me saía do pensamento. Acho que fiquei apanhado pela Paty e mesmo pensando que muito dificilmente a iria ver novamente, não podia deixar de pensar nela. Não conseguia parar de o fazer. Fiz a minha apresentação, que foi um enorme sucesso, mas acabei por declinar o convite para almoçar com o anfitrião. A minha curiosidade estava ao rubro, relativamente ao cartão que a Paty me havia deixado no bolso sem que eu tivesse dado conta. Tinha que saber mais, tinha que ir lá. Acho que era o chamamento do Oriente, algo mais forte que eu me impelia a procurar saber mais acerca daquele cartão. Logo que me foi possível, vim para a azáfama que se vivia no meio das ruas de Hong Kong. Pessoas aos milhares, todas com o azimute traçado e a caminhar depressa em direcção ao seu destino. Chamei um táxi. Já sabia que o mais fácil seria mostrar o cartão com a morada ao taxista, que ele certamente que saberia levar-me até lá. O taxista ía falando uma mistura de mandarim com inglês e acelerava por aquelas ruas cheias de tráfego. Não fazia a mínima ideia de onde me encontrava nem por onde estávamos a seguir. Estava completamente perdido. As ruas sucediam-se umas às outras e virávamos ora à esquerda, ora à direita. Lá acabámos por parar numa ruela. O Taxista indicou uma porta de um edifício. Paguei e saí do táxi, que arrancou imediatamente, de regresso à confusão daquela cidade.

Era um edifício com traços antigos, que contrastava um pouco com o resto da cidade, na actualidade pujante. Tinha dois enormes portões em madeira e nada de campainha, apenas um puxador numa das portas. Olhei para ambos os lados e naquela ruela, aparentava ser a única pessoa. Respirei fundo e resolvi bater com força no puxador. Passados segundos a porta abriu-se e uma figura masculina, um verdadeiro colosso asiático acenou e balbuciou qualquer coisa que depreendi que fosse a perguntar ao que vinha. Resolvi mostrar-lhe o cartão. Ele olhou para mim, abriu mais a porta e fez um gesto para que eu entrasse. Olhei mais uma vez para a rua e decidi-me a entrar. O indivíduo fez um gesto para que o seguisse e levou-me para uma enorme sala, toda decorada a rigor. Mesmo sem ser um entendido, acho que todas as peças que lá se encontravam eram seculares, senão milenares.

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Cheirava intensamente a incenso, mas um aroma bastante agradável, depois de me habituar ao mesmo. Fiquei só, apenas com os meus pensamentos. Pensei por várias vezes em ir-me embora e que raio me tinha dado na cabeça para ter entrado, mas acabei por decidir ficar. A curiosidade revelou-se superior a tudo o resto.

Ao fim de uns minutos, uma mulher entrou na sala e dirigiu-se a mim. Era morena, asiática, estava vestida a rigor, com um daqueles vestidos chineses. Era extremamente bonita, exótica. Olhou para mim e disse, num inglês perfeito:

- O senhor não é de cá, de Hong Kong.

- De facto não sou não.

- E ainda assim veio dirigido à Madame Helen Lee. Muito pouco vulgar, para um ocidental, mas vamos lá. Irei prepará-lo. Acompanhe-me por favor. – Fiquei sem saber exactamente quem seria a Helen nem o que faria, mas resolvi acompanhar a minha interlocutora. Ela levou-me por corredor após corredor, o que demonstrava que o edifício deveria ser enorme, muito maior do que se adivinhava quando se olhava a sua entrada. Finalmente entrámos num quarto. Ela fez um gesto, apontando para a marquesa que se encontrava bem no meio do quarto e disse-me:

- Faça o favor de se despir e de ficar à vontade. Eu demorarei apenas uns instantes – E assim saiu, deixando a porta fechada atrás de si. Eu observei a marquesa, a decoração do quarto e resolvi começar a despir-me. Afinal não passava de um salão de massagens, pensei. Já me encontrava totalmente despido e sentado na marquesa quando a minha interlocutora regressou. Trazia uma chávena na mão e chegando junto de mim, disse-me:

- Trago-lhe um tónico, o qual é essencial para que este tratamento surta o devido efeito. Faça favor de beber tudo – olhei para ela meio desconfiado relativamente ao conteúdo da chávena, agarrei na mesma e, vendo um olhar inocente na chinesa, resolvi beber. Era uma mescla de sabores exóticos, que variavam entre o amargo, o doce, o seco e o picante. Entreguei a chávena de volta e deitei-me na marquesa. Comecei a ficar meio tonto e ouvi uma outra voz, agora diferente, mais melodiosa e sensual, que me disse:

- Descontraia. Irá ficar meio tonto mas deixe-se levar pelas suas sensações. Não lute contra os efeitos

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da bebida – E assim fiz. Fechei os olhos e vi tudo a girar à minha volta. Comecei a sentir mãos no meu corpo, a pressionar pontos específicos. A dado momento, cada toque no meu corpo parecia ser feito com um ferro em brasa. Sentia-me terrivelmente excitado, ao sentir os diversos toques no meu corpo e aquela voz, aquela voz maravilhosa que mais que ouvir, parece que a sentia dentro de mim. Abri os olhos e olhei em redor. O quarto estava totalmente transformado. Estava cheio de belas mulheres nuas, que se revezavam a tocar o meu corpo, um pouco por todo o lado. Parecia que o tecto do quarto tinha desaparecido, sendo substituído por um imenso azul. Sentia-me cada vez mais excitado e começaram a surgir imagens mentais de faces femininas, lindas, de mulheres nuas, com os seus seios expostos, a acariciarem-se umas às outras, até que senti que cada uma delas se empalava no meu falo, enquanto as outras continuavam a acariciar o meu corpo. As sensações eram cada vez mais intensas, sentia-me cada vez mais excitado, o ambiente estava cada vez mais pesado, carregado de gemidos femininos, eu estava cada vez mais tonto, parecendo que toda a realidade me fugia. Por vezes havia dragões que passavam a voar por cima de nós, tudo era já um conjunto de luzes, de cores, de sabores, de sensações e sentia-me cada vez mais próximo do orgasmo libertador, enquanto as mulheres se sucediam em cima de mim e podia sentir os seus sexos em chamas, como que a agarrar o meu, até que explodi numa imensa convulsão provocada por um prazer que me cegou, um prazer que eu nunca havia sentido antes e tudo ficou escuro de repente. Mergulhei no vazio.

Sentia-me zonzo, tudo andava á roda. Respirei fundo e resolvi lutar contra esta sensação. Abri os olhos e fiquei extremamente admirado. Estava numa cama de casal, era a cama do meu quarto de hotel. Os sintomas inebriantes parece que sumiram de um momento para o outro, pelo medo de tudo o que eu não tinha consciência de ter acontecido comigo até ter chegado ali. Sentei-me na cama, destapei-me e vi o meu corpo nu. Apalpei-me e procurei alguma evidência de alguma violência que tivessem exercido para comigo, de alguma cicatriz, alguma coisa que evidenciasse que teria que pagar cara a minha audácia do dia anterior. Não encontrei rigorosamente nada. Estava tudo no seu sítio. Resolvi levantar-me. A minha roupa estava arrumada na cadeira do toucador. Revistei os bolsos, tirei um cigarro e acendi-o com vontade. Tirei umas quantas passas enquanto pensava na loucura do dia anterior e em tudo o que havia sucedido para eu aparecer no meu quarto de hotel. Consultei as horas. Eram 10 horas da manhã. Resolvi ir ao wc. Quando me fui aproximando, ouvi ruído vindo de lá. A água do chuveiro estava a correr. Pensei que eventualmente tivesse sido eu que a tivesse deixado aberta e entrei de imediato no wc a fim de a fechar. Confesso que não estava minimamente preparado para a enorme surpresa que acabava de ter – estava uma mulher no meu wc, uma bela mulher russa, a banhar o seu corpo escultural nas águas que eram projectadas pelo chuveiro. Fiquei momentaneamente sem reacção, simplesmente a admirar aquele quadro de enorme beleza. Foi nesse momento que ela se voltou e, vendo-me, acenou-me e disse um “olá” bastante descontraído. Era não mais nem menos que a minha adorada Paty. Sem pensar duas vezes, atirei com o que restava do cigarro para dentro da retrete e entrei na banheira. Ela sorriu de forma maliciosa, por me ver junto dela e por constatar que o meu membro já apresentava uma rigidez bastante viril. Abracei-a e ela limitou-se a dizer:

- Estava a ver que nunca mais vinhas ter comigo…..   

A reunião e a fusão

O táxi parou onde lhe foi possível, no meio da avenida, naquele dia em que parecia que todos os condutores sem excepção resolveram trazer as suas viaturas para a cidade, tal o volume do trânsito, congestionado, com o característico hino de buzinadelas e impropérios atirados pela janela por parte de alguns condutores, e dirigidos a outros que, regra geral, não se deixavam ficar atrás na ofensa.

Abri a carteira, tirei uma nota qualquer, entreguei-a ao condutor, dizendo-lhe para guardar o troco, coloquei a pasta debaixo do braço, abri a porta e saí, mergulhando naquela barafunda infernal. Da forma como me foi possível lá acabei por vencer a avenida, tendo chegado à porta daquele edifício enorme, quase tão alto como as poucas nuvens que hoje insistiam em decorar os céus da cidade. Entrei de rompante no lobbie e corri para o elevador, onde um empregado, com indumentária formal, aguardava pelo próximo passageiro do seu ascensor.

- Bom dia. Para que piso vai, senhor?

- Para o 23º, por favor. – a porta do ascensor abriu-se e o empregado, com um gesto, convidou-me a entrar. Assim fiz. No espelho vi que a porta se fechava atrás de mim, não sem que antes o empregado tivesse tomado lugar no ascensor. Aproveitei para ajeitar a gravata e limpar uma gota de suor que surgira entretanto na testa. Voltei-me para a frente, consultei o relógio. Faltavam dois minutos para a hora combinada. Não contive um longo suspiro. Estava absorto nos meus pensamentos, particularmente na elevadíssima importância da reunião que iria ter agora com o CEO desta multinacional, a qual poderia ditar de forma decisiva, o futuro da minha carreira, no imediato. Estava mandatado pelo Conselho de Administração da minha empresa para conduzir as negociações tendentes à fusão com a empresa com cujo responsável iria agora reunir-me.

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Não conseguia esconder o meu estado de nervosismo e ansiedade pelo que estava prestes a passar-se. Respirei fundo. O empregado, olhando para mim, accionou o manípulo do ascensor, colocando-o na posição de subida. Era um ascensor incrivelmente antigo, até com uma certa patine no espelho, o que contrastava em absoluto com a decoração moderna daquele edifício. Interrogava-me eu acerca do motivo pelo qual assim era e tudo começou a fazer mais sentido quando finalmente chegámos ao nosso destino, a porta do elevador se abriu e o empregado assinalou a porta de saída com um gesto cordial. Ao saír do elevador senti-me a mergulhar num local do passado. Praticamente tudo era feito em pedra, as paredes, colunas um pouco por todo o lado, plantas altas, quase a chegar ao tecto e até o balcão do secretariado era em pedra. Confesso que mesmo estando de algo forma habituado a algum luxo, senti-me um pouco deslocado naquele espaço que era no mínimo grandioso. Deitei-me imediatamente a imaginar que quem quer que seja que dirigisse um tal espaço, eventualmente responsável também por tão fausta decoração, teria forçosamente que ser alguém absolutamente inflexível e até excêntrico, o que não abonaria de todo a meu favor caso surgisse algum diferendo durante a negociação que eu estava prestes a tentar conduzir e que abonasse a favor da empresa que eu vim representar.

Abandonando os meus pensamentos e procurando não revelar qualquer impacto pela envolvência do espaço, dirigi-me ao atendimento. Do outro lado do balcão estava uma mulher de cerca de trinta anos. Era morena, com cabelo muito escuro, tinha uns olhos azuis intensamente penetrantes, uns lábios num tom vermelho vivo que não podiam ser mais convidativos. Vestia uma saia cinzenta, pelos joelhos e uma camisa branca, com apenas aquela quantidade de botões aberta no decote, o suficiente para obrigar um homem como eu a fazer um esforço por não olhar directamente para o volume que se notava no seu peito. De relance deu para constatar que se tratava de um magnífico exemplar do sexo feminino, com uma figura maravilhosa.

- Sr. Alexandre, muito bom dia. Já o aguardávamos – fiquei surpreendido por uma mera secretária estar a par da minha vinda e do meu nome, mas procurei não o demonstrar quando respondi:

- Muito bom dia. Tenho uma reunião agendada para esta hora.

- Muito bem. Queira por favor aguardar que a Dra. Mafalda já o irá receber. Entretanto deseja tomar alguma coisa? Um café, talvez?

- Aceito um café, por favor. – E desloquei-me para a zona de espera, constituída por alguns sofás e uma mesa, também esta em pedra. Não pude deixar de me interrogar sobre quem seria esta Dra. Mafalda. Como seria ela? O quão difícil iria ela tornar a minha missão hoje? Estava mais uma vez envolto nos meus pensamentos e nas minhas considerações quando a secretária regressou com o café. Neste momento foi possível vê-la em todo o seu explendor, a forma como meneava as ancas ao andar em cima daqueles lindos sapatos de salto altíssimo e o enorme sorriso que me ofereceu enquanto me estendia a chávena. Tomei o meu café e pensava para mim que tal talvez não tivesse sido boa ideia, pois sentia-me cada vez mais ansioso e nervoso pela antecipação do que se iria passar de seguida. A secretária veio novamente ter comigo e, estacando à minha frente, disse-me:

- Sr. Alexandre, queira acompanhar-me por favor. A Dra. Mafalda irá recebê-lo agora. – Já tinha terminado o café, pelo que agarrei na minha pasta e segui-a. Neste momento o meu estado de espirito resumia-se a uma curiosidade ansiosa. Chegámos a duas enormes portas em madeira de carvalho envelhecido, com ferragens num metal que me arriscaria ser precioso. A secretária abriu as duas portas de par em par e, com um gesto, introduziu-me no enorme salão. Tratava-se de um espaço ainda mais rico que tudo o que eu tinha visto até então, naquele edifício. Tudo em pedra, de tons cinzentos, uma área com uma enorme mesa de reuniões guarnecida com grandes cadeirões de madeira, mas ainda assim de aspecto bastante confortável, grandes quadros pelas paredes, mas colocados de forma estrategicamente pensada, mas o que mais me cativou foi a janela, ou antes, a parede que dava para o exterior, pois a mesma era totalmente em vidro, oferecendo uma vista magnífica sobre o resto da cidade, a qual se estendia até ao azul do mar, ao fundo. Fiquei imediatamente apaixonado por aquele espaço fantástico.

- Seja bem-vindo, Alexandre – a voz era de uma de uma loira estonteante, a qual tinha envergado um lindo vestido azul, bastante subido nas pernas e com um decote que quase chegava ao seu umbigo. Quando lhe apertei a mão, constatei imediatamente que as negociações iriam ser extremamente difíceis, pois seria assaz difícil deixar de pensar naquele corpo estrategicamente quase despido à minha frente e ainda ter que argumentar e raciocinar na melhor forma de dar conta do meu trabalho.

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- Bom dia. Muito gosto, Dra. Mafalda.

- Trate-me apenas por Mafalda, por favor. – quando disse esta última frase, parecia que o fez num sussurro.

- Certamente, Mafalda. Obrigado. - Tentando recompor-me, tomei lugar junto à cadeira que ficava em frente à mesa da Mafalda, uma enorme mesa em vidro atrás da qual iria ficar a minha interlocutora, num cadeirão majestoso. Aguardei que a Mafalda se sentasse e só nesse momento tomei lugar na cadeira que me estava destinada. Neste momento quis mostrar iniciativa e comecei por dizer:

- A Mafalda sabe bem qual o intuito desta reunião. Fui mandatado pelo conselho de administração da minha empresa para representar o mesmo, pelo que me foram reconhecidos plenos poderes – Ela interrompeu-me:

- Devem tê-lo em muito boa conta, Alexandre. Olhe que não é muito comum não ser o CEO a conduzir negociações desta natureza – Pela forma sem rodeios como ela acabara de dizer o que disse, deu para constatar que ela tinha tanto de belo como de perigoso, o que me desconcertou um pouco, quase tanto como a visão mais que privilegiada que eu tinha de tudo o que estava debaixo da sua mesa, onde se incluía o seu magnífico par de pernas.

- Assim o penso – retorqui, concluindo que a batalha começou. Tentei de alguma forma liderar o processo, demonstrando iniciativa, mas foi em vão, pois ela cortava todas as minhas intervenções, pedindo mais e mais elementos, de uma forma intensa e até desconcertante, como se já os conhecesse de antemão ou aquilo que deveria procurar. Pensei que ela deveria ter a lição muito bem estudada e até alguma informação privilegiada sobre a minha empresa, o que acabava por me desarmar na negociação. Inevitavelmente comecei a acusar algum nervosismo até que, a dado momento, deixei cair no chão a minha pasta, o que fez com que todo o seu conteúdo se espalhasse. Imediatamente comecei a tentar reunir as minhas coisas, o que não consegui fazer antes que a secretária estivesse junto de mim, de joelhos, a ajudar-me a reunir as minhas coisas. Após termos colocado tudo em cima da mesa de apoio, de eu ter agradecido a ajuda e de já estar novamente sentado na minha cadeira, a minha interlocutora, dirigindo-se à secretária, disse:

- Obrigado, Margarida – e olhando intensamente para mim, em tom jocoso, continuou:

- O Dr. Alexandre precisa da sua ajuda preciosa – confesso que pensei que a Mafalda estava de alguma forma a fazer uma piada com a secretária, o que achei um pouco inapropriado, tendo procurado disfarçar um esgar sarcástico que assomou o meu rosto. Inapropriada foi também a visão das pernas da Mafalda, as quais estavam abertas debaixo da mesa, mostrando até a quem não quisesse ver, que não tinha roupa interior. Estou metido numa alhada, pensei. Nesse momento senti a mão da Margarida por cima das minhas calças, deslizando rapidamente para o meu membro. Reagi, fazendo por me levantar, mas sendo imediatamente dissuadido pela Mafalda que disse, com um tom de voz meloso:

- Se o Alexandre estiver verdadeiramente interessado em levar a bom porto esta nossa negociação, terá que se entregar aos cuidados da Margarida – senti-me num turbilhão de sentimentos: Por um lado revoltado comigo próprio pois senti que estava demasiado vulnerável nas mãos daquela mulher encantadora, por outro lado desgostoso pois esta seria a única forma de levar a bom porto a fusão das duas empresas e por fim, maravilhado por ser alvo das atenções de duas mulheres maravilhosas. Acabei por me abandonar nas mãos da Margarida e acontecesse o que tivesse que acontecer. Recostei-me na cadeira, a Margarida tornou-se interventiva, liderando todo este processo de sedução que agora se iniciava, com decisão deu-me um enorme beijo com aqueles lábios de um vermelho vivo como a lava de um vulcão, o meu vulcão, o nosso vulcão, que estava prestes a entrar em erupção. Abriu-me a braguilha e retirou para a liberdade da sua mão, o meu membro, o qual já latejava de excitação. Do outro lado da mesa, pude ver que a Mafalda já havia exposto os seus seios, percorrendo ambas as pernas com as suas mãos, num espectáculo auto erótico. A Margarida olhou-me nos olhos e disse:

- Vamos lá ver como correm estas negociações, Alexandre – e acto contínuo abocanhou o meu membro, obrigando-me a fazer um enorme esforço mental por resistir sem explodir de imediato, tal era o grau de excitação puramente animal que me dominava. E pelos vistos não era apenas a mim. Aquele enorme salão encheu-se de gemidos enquanto prosseguíamos nas nossas negociações puramente sexuais. Levantei-me da cadeira e libertei-me do resto da roupa que ainda tinha vestida. Agarrei a Margarida pela cintura e sentei-a no meu colo. Ela colocou-se a jeito e empalou-se no meu falo. Começou num movimento de vai vem, de costas para mim. Era fantástica, a visão dos seus cabelos a ondularem com os seus movimentos. Fantástica também e extremamente excitante, a visão da Mafalda, já junto à Margarida, e a acariciar os seus seios, na nossa frente. Ergui a Margarida no ar e levei-a até junto da mesa. Penetrei-a por trás e comecei um movimento de vai vem com uma cadência generosa. A Mafalda subiu para cima da mesa, tendo-se posicionado bem à frente da Margarida, a qual iniciou um cunilingus delicioso à Margarida, enquanto eu a bombava por trás. Poucos minutos passaram até que todos nós explodimos em uníssono, num orgasmo fantástico, verdadeira ode aos deuses do prazer e da perdição. Demos por nós os três deitados pelo chão, extenuados com a nossa aventura. Fui o primeiro a reagir, tendo-me colocado de pé e começado a vestir-me. Elas compuseram-se e a Margarida, assim que estava em condições, abandonou-nos, não sem antes me ter dado um grande beijo, com sabor a sexo e carregado de hormonas.

Recompostos, ambos sentados nas suas cadeiras, a Mafalda interveio:

- Dou por finalizadas as negociações e vamos avançar com a fusão. Os documentos estão aqui e poderá assinar, na qualidade de mandatado. O CEO da empresa já assinou pela nossa parte. Procurando retomar uma postura profissional, agarrei na bela caneta que ela me estendia e assinei todos os documentos. Assim que terminei, ela deu-me as minhas cópias e deu por finalizada a negociação. Chegando mais perto de mim, passou as suas mãos pelos meus ombros, deu-me um beijo na boca e disse:

- Tive imenso gosto. Espero que venhamos a ter mais oportunidades de fazer muitas e profícuas negociações.

- O prazer foi todo meu – atirei-lhe com um sorriso, em jeito de retribuição. Após me ter conduzido à porta, já não pude ver a Margarida, tendo iniciado o meu percurso de regresso, duplamente satisfeito, quer pela situação maravilhosa por que havia passado, quer pelo sucesso das negociações. Sentia-me regozijado pelo sentimento de missão cumprida.

Assim que saí do elevador, e ao atravessar o lobbie, fui abordado por um segurança:

- Dr. Alexandre?

- Sim – respondi – Em que posso ajudar?

- Sr. Dr. A CEO pede que o acompanhe à sua viatura pois ela quer dar-lhe uma palavrinha – após ter anuído afirmativamente, segui o segurança, o qual me acompanhou até ao exterior do edifício e me abriu a porta de um magnífico Maserati parado à porta do edifício. Entrei e fiquei admiradíssimo ao ver no seu interior a Margarida, com um sorriso maravilhoso. Imediatamente perguntei:

- Vamos aguardar pela Mafalda? Disseram-me que era a CEO que desejava falar comigo – ao que a Margarida me respondeu:

- Alexandre, eu sou a CEO e a Mafalda é a minha secretária – fiquei boquiaberto com tal revelação. O carro arrancou e iniciou-se a primeira  daquelas que eu desejava serem muitas e apetitosas viagens pelas ruas do prazer, na companhia desta bela mulher.

 

 

 

 

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