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Doces Tentações

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Devaneios profissionais I

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Após ter percorrido meia cidade e ter passado uns bons vinte minutos no café em frente, lá me resolvi por me deslocar para o edifício. Antes de atravessar a estrada, perdi uns quantos segundos a olhar de baixo acima aquele enorme bloco envidraçado, sede da empresa que me havia recrutado. No primeiro dia tinha a ideia de causar boa impressão e chegar um pouco antes da hora de entrada, por forma a tentar pelo menos conhecer um pouco os cantos à casa, antes de começar a trabalhar. Dirigi-me à recepção, onde me identifiquei e, tendo perguntado onde ficava o Gabinete de Mercados Externos, indicaram-me que ficava no décimo primeiro andar, no mesmo da Divisão de Relações Internacionais. Já se podiam ver umas quantas pessoas a entrar no edifício e o fluxo fazia-se em direcção aos elevadores. Acompanhei o mesmo, tendo apanhado um elevador para o andar que me haviam indicado. Ao chegar lá, reparei que tudo era vidro, tal como o exterior do edifício. Dirigi-me ao secretariado, tendo uma jovem elegante oferecido os seus préstimos, levando-me à minha sala, a qual era partilhada com um colega, que já lá se encontrava. Apresentei-me, e iniciámos a habitual conversa acerca dos objectivos de trabalho, o que estava a ser feito e o que iria ser feito, e aqueles assuntos normais para quem está novo num trabalho e quer inteirar-se do mais possível. Após cerca de duas horas, perguntei-lhe se havia alguma sala de fumo, tendo recebido a resposta que não. O pessoal normalmente ía à rua para esse fim. Resolvi ir fumar um cigarro, não sem antes ter dado uma volta pelo piso, o qual estava cheio de gente, a entrar e a saír das suas salas envidraçadas e ao fundo de um dos corredores, vi uma porta que dava acesso para uma das escadas do edifício. Resolvi tentar a minha sorte e fui até lá. Abri a porta que dava para o patamar e assim que lá cheguei, ouvi uma voz feminina. Olhei para a direita e estava uma bela rapariga morena, cabelos compridos, com um vestido curto, sentada nas escadas a fumar e a falar ao telefone. Pela sua voz dava para perceber que estava irritada. Apercebi-me do teor da conversa e tinha a ver com o seu companheiro. Discutiam por causa da aquisição de uma nova casa que ele havia decidido sem a consultar. Remeti-me ao meu silêncio e aos meus pensamentos, enquanto acendi o meu cigarro e pus-me a admirar a rua, lá em baixo e a normal movimentação que ocorria na mesma. Passados uns momentos, ouvi a sua voz, atrás de mim:

- Desculpe, tem um cigarro que me possa oferecer? – Olhei e era ela. Já havia desligado o telefone e estava com cara de poucos amigos, mas a fazer um esforço por ser gentil. Era o mínimo dos mínimos, já que me estava a pedir um cigarro.

- Claro que sim. – Disse-lhe, de resposta e avancei na sua direcção enquanto tirava o maço de cigarros do bolso da camisa e lho entregava. Ela retirou um cigarro do seu interior e devolveu-me o maço. Estiquei o meu braço direito na sua direcção e acendi o isqueiro. Ela agarrou o cabelo e aproximou a ponta do cigarro da chama que eu lhe oferecia. Por fim, olhou para mim e disse:

- Muito obrigada. – E, após ter dado uma grande passa no cigarro e expelido o fumo, olhou para mim e disse:

- Sou a Carina.

- Muito gosto, menina Carina. Sou o Alexandre. – E estendi a minha mão direita na sua direcção, a qual ela apertou, esboçando um sorriso simpático. A esta distância dava perfeitamente para ver os seus olhos negros, encimados por grandes pestanas, o que lhe conferia um ar de boneca muito apetecível. Sorri também na sua direcção e afastei-me uns dois passos. Nessa altura deu para, da forma mais despercebida que me foi possível, admirar as suas pernas, as quais pareciam ter sido desenhadas na tela de um grande artista. Eram roliças e deixavam-se ver desde os tornozelos até mais acima, onde terminavam as suas meias, já nas coxas, e mais acima ainda, onde já se vislumbrava o tecido acetinado da sua lingerie. Apesar de não estar propriamente de pernas abertas, era possível ver-se. Notei nesse momento que os seus olhos olhavam para os meus e terão interceptado a mirada que eu estava a tirar à sua roupa interior. Esboçou um sorriso maternal, como se tivesse acabado de assistir à traquinice feita por uma criança, e disse:

- Não me recordo de o ter visto por aqui.

- Pois não terá visto, não. Hoje é o meu primeiro dia.

- Então seja muito bem-vindo. Tenho a certeza que irá gostar.

- Acredito no que diz, pois já estou a gostar. – Ela sorriu, mas com um esgar meio malandreco, que lhe deu uma outra expressão completamente diferente à sua bela face, cada vez mais interessante. Deu mais duas passas no cigarro, apagou o que restava do mesmo no copo de café que tinha ao seu lado e esticou a sua mão direita na minha direcção, para que eu a auxiliasse a levantar-se do seu assento improvisado. Estendi a minha mão direita e puxei-a ligeiramente na minha direcção. Ela ajeitou o vestido, olhou para mim e disse:

- Havemos de nos ver mais vezes, Alexandre. Parece-me que somos os únicos fumadores neste piso. Até já. – E dito isto, abriu a porta de vidro e seguiu, corredor fora. Fiquei a observá-la enquanto se afastava, a admirar as suas maravilhosas pernas e a forma perfeita como meneava as ancas ao andar, o que lhe conferia um caminhar extremamente feminino, em cima daqueles sapatos de salto alto. Acabei por fazer uma retrospectiva destas primeiras horas no novo trabalho, enquanto acendia mais um cigarro e olhava novamente lá para fora, para a cidade que pulsava do lado de fora daquele edifício.

Regressado ao meu local de trabalho, continuei com a minha conversa com o meu colega de gabinete, a inteirar-me o máximo possível do trabalho, das aplicações informáticas e dos procedimentos em vigor.

Os dias passaram-se e ao fim de uma semana já me sentia perfeitamente integrado naquele novo trabalho, já conhecendo os meus objectivos e tendo missão atribuída. Já trabalhava a todo o vapor. Tinha-se passado todo este tempo e nunca mais tinha visto a Carina. Não dei importância a esse facto. Afinal, só a tinha visto uma única vez.

Ía regularmente ao patamar fumar um cigarro e era também este o meu escape do trabalho, a minha pausa higiénica que me fazia muito bem à mente, ao mesmo tempo que o tabaco fazia mal. Estava lá fora no patamar, envolto nos meus pensamentos quando a porta se abriu. Era a Carina.

- Bom dia, Alexandre.

- Bom dia Carina. Como tem passado?

- Bem, obrigado.

- Bons olhos a vejam. Julguei que havia desaparecido, como nunca mais a vi…

- Estive lá fora, na sede da empresa. – Disse, enquanto se sentava no degrau da escada e acendia um cigarro. Após algum tempo, reparei que ela olhava para mim com ar algo pensativo.

- Fale-me um pouco de si. Quem é o Alexandre?

- Sou um novo colaborador da empresa, mas não serei nenhuma arma secreta, pode estar descansada.

- Isso de armas secretas… Ui! Algumas são tão secretas que nem elas próprias sabem que o são. – E deu uma pequena gargalhada, motivada pelo que havia acabado de dizer. Ri-me também, pois achei engraçado o que ela tinha dito e gostei muito da sua forma de rir. O seu sorriso era contagiante. Fazendo um esforço sobre-humano para não ficar estrábico, consegui dar uma mirada às suas pernas maravilhosas, as quais cada vez me pareciam mais e mais apetecíveis. Lá estava aquela pequena nesga da roupa interior a desafiar os meus globos oculares a mirarem-na mais atentamente, o que se tornava uma verdadeira tentação. Mais uma vez fiquei com a certeza de que ela havia interceptado a minha mirada, tendo reagido da mesma maneira, com um sorriso e sem se mostrar envergonhada ou intimidada, nem tão pouco fazendo qualquer esforço por alterar a posição em que estava sentada, o que resultava em algo absolutamente sensual sem, no entanto ser vulgar. Conversámos mais um pouco, antes de seguir cada um para a sua sala. Nos dias seguintes lá nos fomos encontrando naquele espaço e desenvolvemos uma certa empatia um pelo outro, conversando bastante e ela sempre com aquelas lindas pernas expostas e sem se importar quando me apanhava inadvertidamente a olhar para elas.

Cerca de um mês depois, confidenciou-me que iria chefiar o Gabinete de Mercados Externos, ou seja, iria ser a minha chefe. Na altura fiquei mesmo sem saber se aquela seria uma boa ou uma má notícia, mas dei-lhe os meus parabéns e mostrei-me entusiasmado.

Andava contente com o facto de estar a dar-me bastante bem com a minha futura chefe, mas havia algo que me deixava pensativo. Quase todas as vezes que nos cruzamos no corredor, sinto uma das suas mãos a roçar a minha braguilha. Será coincidência? Só pode, pois apesar de nos darmos bastante bem, as nossas conversas nunca enveredaram para um plano mais íntimo.

Passada uma semana, recebemos a notícia de que tínhamos um novo chefe do Gabinete de Mercados Externos. Era ela que acabava de ascender a esta posição de liderança. A partir de agora iriamos ver-nos sem ser exclusivamente no vão das escadas a fumar. Iriamos trabalhar juntos, pensei. Não tardou muito até que chegou o momento de ser chamado ao seu gabinete. Era um espaço amplo, de enormes janelas, o que lhe conferia imensa luminosidade. A mesa de vidro, usada como secretária, era fora do usual mas extremamente agradável, particularmente quando a nossa linda chefe está sentada na mesma. A Carina demonstrou o seu profissionalismo por ter abordado apenas assuntos de trabalho, aos que eu fui respondendo, com os elementos de que dispunha. Reparei que estava sentada de pernas entreabertas, o que me facultava a visão da sua lingerie acetinada. Desta vez optei por dar a impressão de nem reparar nesse pormenor. Afinal seria extremamente complicado se desenvolvesse certo tipo de intimidades com a minha chefe directa.

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A dado momento, reparei, pela visão periférica que a Carina tinha aberto mais as pernas e acompanhou este movimento com os seus olhos inquiridores, fixados em mim, como que a avaliar se eu havia notado o gesto dela. Fingi não reparar e continuei a fazer a minha pequena dissertação sobre o assunto de trabalho que estava em discussão naquele momento. Ela pediu-me a confirmação de uns elementos sobre o mercado de Itália e tive que me ausentar, por forma a ir imprimir a informação para lha apresentar. Devo ter demorado uns dois minutos. Sentei-me frente a ela e reparei que as suas pernas já estavam unidas. Fiz por não ligar, enquanto lhe facultava a informação que ela me solicitou, até que ela disse:

- Agora temos aqui uma enorme diferença. – No imediato não percebi o que ela queria dizer nem o consegui relacionar com o assunto que estávamos a discutir, e ela prosseguiu:

- Temos aqui esta parte completamente exposta. – E entreabriu novamente as pernas. Pela minha visão periférica consegui aperceber-me de que havia uma certa diferença entre este momento e o tempo todo em que ela estava com as suas cuecas à mostra. Fiz por me aproximar mais da mesa, por forma a que ela me indicasse no papel qual era a diferença e, aproveitando o desvio dos seus olhos para o papel, tirei uma mirada rápida através do tampo de vido da mesa e reparei que já não tinha roupa interior. Respirei fundo. A coisa era mesmo a sério. Ela queria qualquer coisa comigo, apesar de nunca o ter dito em aberto. Aquilo que ela disse de forma inteligente fez todo o sentido para o que se passava debaixo da mesa e no assunto de trabalho que estávamos a debater. Mais uma vez não dei a entender que havia visto o que quer que fosse, o que fez com que ela abrisse ainda mais um pouco as suas pernas. Agora tinha mesmo a certeza absoluta?

- Estás a acompanhar-me, Alexandre? E olhou-me com um ar malandro, ao mesmo tempo que apontava para o papel.

- Estou, pois. – Agora também tinha a certeza que estava metido numa bela encrenca. A minha chefe! Porra! Respirei fundo e, sempre a olhá-la nos olhos, desafiei:

- E que tal se fossemos fumar um cigarro?

- Vamos. – E levantou-se da sua cadeira. Abri a porta, dando-lhe passagem. Quando ela passou por mim, senti de novo o roçar da sua mão na minha braguilha, mas agora de forma ostensiva, enquanto me olhava nos olhos. Fiquei imediatamente com uma enorme erecção. Aquela mulher era-me tudo menos indiferente, mas era a última mulher com quem eu me poderia envolver neste momento. Acompanhei-a até às escadas onde costumávamos fumar. Peguei-lhe numa mão e ela olhou para mim. As suas pupilas estavam dilatadas, Fiquei com a certeza absoluta, só pelo seu olhar, que me desejava e eu não lhe podia resistir. Arrastei-a escadas abaixo, descemos apenas dois lanços de escadas. Agarrei-a pelo pescoço e dei-lhe um beijo intenso, ao mesmo tempo que lhe amassava as mamas. Senti uma imensa voltagem que passava pelos nossos corpos em chamas e era chegado o momento de consumar tudo. Virei-a com brusquidão, tendo-a encostado com a cara na parede. Num ápice abri a minha braguilha e libertei o meu membro que já latejava. Ergui a sua saia e deslizei para dentro dela. Não eram dois humanos que ali estavam, mas sim dois animais irracionais com o cio. Comecei um movimento vai e vem com bastante intensidade e como ela começou a gemer muito alto, tive que lhe tapar a boca com força. Tudo foi violento, a cadência do acto e principalmente o enorme tsunami que coincidiu com o meu orgasmo. Deixámo-nos cair no chão, completamente ofegantes. Ela ainda gemia, fazendo pressão com as suas pernas, uma na outra. Fizemos por nos recompor e após termos ajeitado a roupa, subimos para o nosso patamar, onde fumámos um cigarro em absoluto silêncio. Assim que terminei o meu cigarro, sai daquele espaço sem lhe dirigir qualquer palavra, apenas um breve olhar, que a apanhou sentada no lanço de escadas, ainda de cigarro na mão e uma expressão cândida no seu semblante pensativo.

Vizinha indiscreta

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Era mais um fim de tarde de sexta-feira. Finalmente consegui entrar em casa. Vinha completamente exausto. Esta semana tinha sido extremamente exigente em termos de trabalho. Larguei as chaves e o telefone na mesa do hall de entrada, pousei a pasta no chão e dirigi-me ao quarto, ao mesmo tempo que ia desapertando a roupa. Precisava urgentemente de um banho, como se fosse possível a água lavar de mim todo o cansaço e tudo o que me incomodava relativamente aos acontecimentos da última semana.

Após um banho demorado, vesti um roupão, fui até à sala e coloquei no sistema hi-fi, um álbum de Diana Krall, alto e a bom som. Fui até à cozinha, escolhi uma garrafa de vinho tinto, sem me importar muito com o rótulo da mesma, abri a garrafa e despejei uma boa porção para o interior de um grande copo de balão e fui para a sala. Aterrei no conforto do sofá e, dando um grande trago no néctar que comigo trazia, deixei-me envolver pela semi-obscuridade que já se ia apoderando do que restava do dia. Estava entregue aos meus pensamentos quando me apercebi, por mero acaso que no prédio em frente, a luz de um apartamento que estava ao mesmo nível do meu 6º andar estava acesa e as cortinas estavam todas abertas. Comecei a pensar em quem poderia habitar aquele espaço e qual seriam as características da sua personalidade, para se permitir a ter as luzes acesas com as cortinas todas abertas. De repente, vi uma figura feminina a deslocar-se naquele espaço. Estava apenas de saia e soutien e aparentava ter alguma pressa, pois deslocava-se com velocidade de um lado para o outro. Comecei a segui-la com algum interesse, pois mesmo a esta distância era possível distinguir os seus traços, que me levavam a concluir tratar-se de uma mulher bela e de curvas generosas, com uma bela cabeleira ruiva. Vi que foi ao seu quarto, acendeu as luzes, mexeu numas gavetas e voltou a sair, tendo-se dirigido para um outro compartimento, que julguei tratar-se do quarto de banho. Olhei em meu redor e conclui que ela ou quem quer que seja jamais me veriam, dado o facto de eu estar às escuras no meu apartamento. Recostei-me mais confortavelmente no sofá, dei outro trago no copo de vinho e preparei-me para o que quer que seja que se seguisse do outro lado da rua, naquele apartamento. Passados uns minutos, ela saiu do quarto de banho, com um lençol de banho enrolado à cintura e com uma toalha a envolver a sua cabeça. Deu para constatar que aquela mulher era detentora de um magnífico par de seios, grandes e firmes, agora que estavam sem a clausura do soutien. Foi para o quarto e assim que chegou perto da cama, desenrolou o lençol de banho e acabou de se secar, mostrando-me de forma involuntária, o seu corpo em toda a sua glória. Confesso que me senti extremamente excitado, tanto pela belíssima fisionomia feminina que me era dada a ver, mas principalmente por estar a ter esta visão de forma furtiva. Senti-me como uma criança que descobre o acesso ao frasco dos rebuçados pela primeira vez. Continuei a observar o que se passava naquele apartamento. Após se ter secado, vestiu uma tanguinha branca, calçou umas meias brancas, até às coxas, colocou o soutien e começou a tratar do cabelo. Secou e penteou-o e de seguida vestiu um lindo vestido azul. Executou todas estas acções no mínimo de tempo possível, o que dava a entender que estaria com pressa para ir a algum lado, talvez um encontro. Saiu de casa e já não a voltei a ver nessa noite, até porque acabei por adormecer no sofá, exactamente onde me encontrava.

No outro dia de manhã, ao acordar, reparei que as cortinas estavam encerradas. Fui tomar um banho, vesti-me e saí de casa, para ir tomar o pequeno almoço na pastelaria do quarteirão. Passei pelo quiosque e comprei um jornal e um livro de sudokus, fumei um cigarro enquanto sentia na pele os primeiros raios de sol, naquele dia primaveril. Entrei na pastelaria e sentei-me na mesma mesa que costumava ocupar. Ficava ao fundo da sala, voltada para a entrada.

- Bom dia, Sr. Alexandre.

- Bom dia, menina Anabela. – Era a empregada mais bem disposta com quem já me havia cruzado. Era bonitinha e tinha sempre um sorriso pronto para toda a gente. Por vezes interrogava-me como seria possível estar sempre com alto astral, parecendo nunca ter dias menos bons no trabalho ou na sua vida pessoal.

- Que vai desejar hoje?

- Pode trazer-me um café e um pastel de nata.

- Trago já. – E desapareceu atrás do balcão a fim de satisfazer o meu pedido. Comecei a ler as letras gordas no jornal, talvez por não encontrar um artigo que me interessasse, até que a Anabela veio com o meu pedido. Agradeci e nesse momento vi-a a entrar na pastelaria. Olhei para o relógio, a fim de tentar identificar uma rotina. Eram 9 horas e cinco minutos. Ela sentou-se não muito longe de mim, pelo que foi possível sentir a sua fragância, a qual entrou de rompante nas minhas narinas. A esta curta distância era possível constatar que era extremamente bela, com grandes olhos azuis, sardas na face e um nariz que, mesmo sendo de proporções grandes, ficava extremamente bem naquele belo conjunto. Pude pela primeira vez ouvir a sua voz quando fez o seu pedido. Tinha um timbre de locutora de rádio. Fiquei encantado e dei por mim a olhar para ela, até que os nossos olhos se cruzaram. Como nesse momento não desviou o olhar, acabei por lhe acenar e dar os bons dias, a que ela retorquiu. Resolvi voltar ao meu jornal e passados uns 20 minutos ela saiu.

Durante a semana, nunca mais a vi no seu apartamento, uns dias porque eu cheguei demasiado tarde e outros porque as cortinas não se encontravam abertas. Só voltei a vê-la na manhã do sábado seguinte, na pastelaria e sensivelmente à mesma hora, pelo que o meu esforço por verificar a hora acabou por compensar. Assim que entrou no espaço, dirigiu-se para a mesa ao lado da minha e antes de sentar, deu-me os bons dias, tendo eu respondido, não sem esboçar um largo sorriso. Passados uns minutos, ouvi a sua voz:

- Desculpe, a sua cara não me é estranha. Mora aqui perto?

- Sim, moro aqui bastante perto. – Respondi. Não lhe ia dizer que sou o seu vizinho da frente e que gosto bastante de a ver passear-se por sua casa nua ou em trajes menores.

- Eu moro naquele prédio voltado a sul. – E apontou nessa direcção.

- Ai sim? Muito bem. Olhe, já agora, sou o Alexandre. – E levantei-me da cadeira e estendi a minha mão direita na sua direcção. Ela olhou para a mão e agarrou-a. Deu para notar quão singelas eram as suas mãos, com dedos finos e compridos.

- Muito gosto, sou a Isabel. – E sorriu. Aproveitei e perguntei-lhe, já que estava de pé:

- Importa-se que me sente à mesa consigo?

- De modo algum, faça favor. – E assim fiz. Ficámos uns largos segundos a sorrir enquanto os nossos olhos se cruzavam num olhar. Tinha que partir o gelo e dizer alguma coisa. O silêncio pode ser de ouro, mas nestas alturas pesa como o chumbo. Disse-lhe:

- Eu trabalho em investimentos, sou broker e negoceio em acções. E a Isabel, pode-se saber o que faz?

- Eu trabalho por conta própria. Tenho uma empresa de importação de joias.

- Não imaginava uma senhora a trabalhar nesse ramo.

- São outros tempos, estes que agora decorrem.

- Muito bem. E o negócio, está a correr bem?

- Não me posso queixar, em boa verdade.

- Óptimo. Isso são boas notícias. Então e tem muito trabalho?

- Algum. Porque pergunta?

- Apenas porque poderíamos almoçar juntos num destes dias. – Ela sorriu, parecendo ficar agradada com a ideia do almoço. Contudo, respondeu:

- Almoçar iria ser difícil, dado que ando normalmente em viagem pelo país e até no estrangeiro. – Não me sentindo rejeitado, e aproveitando a nega para almoço, insisti:

- Nesse caso teria que ser um jantar. Que diz?

- Seria uma excelente ideia. Por que não? – Ficámos um bom bocado à conversa, sempre de forma muito bem disposta, até que ela, olhando para o relógio, disse:

- Alexandre, peço-lhe que me desculpe mas tenho que sair.

- Ora essa, esteja à vontade. – Ela levantou-se, pegou na sua mala, esticou-me a mão e disse:

- Tive imenso gosto.

- Igualmente, menina Isabel. – Já de pé, peguei-lhe na mão e não pude deixar de a levar aos meus lábios, tendo colocado nela um beijo carnudo. Ela sorria, meio enrubescida. Tirou a mão, voltou-se e dirigiu-se para a porta. De repente parou e, olhando para trás, perguntou-me:

- Próximo sábado, à mesma hora?

- Certamente que sim. Espero por si. - Deu meia volta e saiu porta fora, sempre com uma passada acelerada. Fiquei a pensar naquela mulher e na forma como nos havíamos cruzado, interrogando-me acerca do futuro e da inevitabilidade de um dia ela vir a descobrir que eu sou o seu vizinho da frente, do outro lado da rua e que tinha acesso à vista de tudo o que se passava na sua casa, desde que ela mantivesse as cortinas abertas.

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Passaram-se três dias. Na terça-feira à noite, após ter chegado a casa e ter comido alguma coisa, estava estirado no sofá da sala quando vi luz do outro lado. Era ela! Fiquei imediatamente alerta para tudo o que pudesse acontecer daquele lado. Embora não fosse muito dado a obsessões, o facto de estar há alguns dias a aguardar por novidades, fazia de mim o mais atento espectador de tudo o que pudesse vir a passar-se naquela casa. Ela foi até ao quarto e uma após outra, libertou-se de todas as peças do seu vestiário. Fiquei bastante satisfeito por a ver assim mais uma vez. Ela seguiu pela casa fora e de quando em quando rodopiava sobre os seus pés, o que bastava para concluir que estava alegre e bem disposta e que estaria a ouvir música. Foi até à cozinha e despejou uma qualquer bebida num copo e bebeu tudo, de um trago. Era possível vê-la pois toda a casa se encontrava iluminada e todas as cortinas abertas de par em par. No meu local privilegiado podia vê-la em toda a sua glória, enquanto deambulava pela casa. De seguida foi até ao quarto. Mexeu no roupeiro, na cómoda e depois sentou-se em frente ao toucador. Voltou-se na minha direcção, colocando um pé em cima da cadeira e, de forma muito calma, foi-se penteando. De onde estava eu podia ver tudo, com enorme clareza. Podia ver os seus belos seios e o tufo de pelo que encimava a sua vagina, a qual desafiava todas as minhas forças, mesmo aquela relativa distância. Ela estava absolutamente convidativa e toda ela era deliciosa. Eu sentia o sangue a pulsar nas veias, como se queimasse, por todo o corpo. Tive que ir à cozinha buscar uma bebida pois o espectáculo que me era dado a assistir suplantava em muito, tudo aquilo que a minha imaginação pudesse criar. Voltei à sala, recostei-me no sofá e fiquei a observar. Após ter acabado de se pentear, foi para a sua cama e sentou-se, com as costas apoiadas na cabeceira. Consegui ver que ela percorria todo o seu corpo com as suas mãos. Primeiro o pescoço, depois o tronco, a barriga, as pernas. Ela estava de olhos fechados. A sua mão direita aflorou um dos seus seios, massajando-o. Seguidamente, prendeu o mamilo entre o seu dedo polegar e o indicador, tal e qual como eu faria caso estivesse com ela. Comecei a imaginar como seria se fosse eu a encarregar-me daqueles momentos de bem estar daquela bela mulher. Enquanto se encarregava dos mamilos com a mão esquerda, a mão direita avançou para a sua barriga. Já estava a ver no que tudo aquilo ia dar, pelo que a minha atenção e interesse aumentaram ainda mais, e de forma exponencial. Agora a mão direita avançou para o seu baixo ventre. Ela tinha as pernas entreabertas e a mão deslizou sobre aquele tufo de pelos, massajando os mesmos e descendo ainda mais um pouco, Ela deveria estar no mínimo no mesmo nível de excitação em que eu me encontrava, pois já não podia suportar muito mais a visão de tudo aquilo e conter-me. Vi que ela levou a mão direita à sua boca, provando a sua própria seiva, saboreando os seus próprios sucos. Eu já dava urros de excitação, ao ver aquele filme a desenrolar-se à minha frente. A mão voltou a descer para o seu baixo ventre e era possível identificar o movimento feito pelo seu braço, o que tornava fácil de imaginar o que os seus dedos estariam a fazer lá em baixo. Toda ela se contorcia de prazer e os seus movimentos tornavam-se cada vez mais céleres, ao mesmo tempo que a minha excitação se materializava numa enorme erecção e um apelo selvagem à cópula. Eu estava absolutamente enfeitiçado por aquelas imagens. Ela acelerava os movimentos e quase que a conseguia ouvir a gemer, apesar de toda esta distância. Os seus movimentos tornaram-se mais e mais frenéticos, até que a vejo arquear as suas costas e a levantar um braço, hirto, nos ares. Ela havia chegado ao climax. Para mim foi demais. Tinha tamanha energia em mim, e que necessitava urgentemente de libertar, que vesti umas calças de fato de treino, uma camisola, calcei umas sapatilhas e saí pela porta de casa fora. Estava completamente desvairado e as imagens que havia acabado de ver tinham-me toldado completamente o juízo. Os cheiros da vegetação naquele mês de Março ainda complicavam mais as coisas. Saí de casa, como que a dar resposta a um apelo da mãe natureza. Estava completamente vencido pela esmagadora vontade de atravessar a rua e ir tocar à porta dela. Quando já me encontrava em frente ao seu prédio, é que a minha consciência conseguiu intervir, mandatando-me para desaparecer dali para fora. Como iria eu explicar à Isabel que estava a tocar à porta pois tinha visto tudo e tudo o que vi me agradou bastante?

Dei um passeio grande. Percorri uma grande distância e a uma boa velocidade. Só cerca de hora e meia mais tarde retornei a minha casa. Precisava daquilo, daquele escape para queimar toda aquela energia que me queimava e consumia. Afinal, desde que tinha terminado a minha relação com a Raquel há 3 meses, que não sabia o que era sexo nem estar ou ver outra mulher da forma como ela havia vindo ao mundo.

Quando entrei em casa espreitei pela janela e vi que a Isabel havia desligado as luzes e que estava deitada sobre a cama. Resolvi ir tomar um duche e ir deitar-me. Tudo aquilo que se tinha passado naquela noite tinha sido por demais intenso. Resolvi ir dormir, enquanto pensava na Isabel e como seria estar nos seus braços, tocar o seu corpo nu com toda a superfície do meu corpo, como seria fundir-me com ela… Acho que estava a ficar um pouco obcecado…

No resto da semana não voltei a vê-la, apesar de estar permanentemente a olhar para o seu apartamento. Definitivamente tinha ficado completamente enfeitiçado por aquela linda mulher, de quem tão pouco sabia. Restava-me esperar por sábado, dia provável para a reencontrar na pastelaria, dado que não tinha o contacto dela.

E finalmente chegou a manhã de sábado. Sentia-me eufórico com o iminente reencontro com a Isabel e com a possibilidade de, de alguma forma, tentar aprofundar os nossos laços e mitigar a natural distância que existia entre nós. Saí rapidamente de casa, depois de ter tomado banho e de ter envergado uma indumentária que embora fosse casual, tinha um quê de aprumo, por forma a dar uma boa imagem de mim. Fui rapidamente para a pastelaria, não sem antes ter passado pelo quiosque e ter adquirido um jornal. Fumei o meu cigarro da ordem, após o que entrei na pastelaria e ocupei, não o meu lugar habitual, mas sim o lugar onde havia estado sentado à mesa com a Isabel no sábado anterior. Fiz o meu pedido à simpática Anabela e olhei para o relógio. Eram 9 horas em ponto. Estaria quase a concretizar-se aquilo por que tanto esperava. Comi o bolo anteriormente requisitado à empregada, bebi o café e tentei olhar para as notícias que enchiam o jornal que tinha comigo. Estava constantemente a interromper a minha leitura para olhar para a entrada da pastelaria, o que acontecia de cada vez que alguém se aproximava da porta. Os minutos foram-se desenrolando dentro do relógio e o ponteiro já acusava as 10 horas quando resolvi desistir. Era nítido que hoje a Isabel não compareceria no café. Teria assim que aguardar até ao sábado seguinte para poder voltar a revê-la. Levantei-me, paguei o pequeno almoço à Anabela e quando me aproximava da porta da rua, ouvi a sua voz atrás de mim:

- Sr. Alexandre!

- Sim, diga. – Era a Anabela que, saída de trás do balcão, vinha na minha direcção.

- Peço imensa desculpa. A senhora que aqui esteve na semana passada, a D. Isabel, deixou hoje bem cedo este envelope para lhe entregar e com a azáfama da casa esqueci-me completamente. – E estendeu-me o envelope, fechado, onde se poderia ler o meu nome, numa caligrafia bastante elaborada.

- Obrigado, Anabela. Ela esteve cá hoje? E como sabe o nome dela?

- O sr. Alexandre é muito distraído. Ela é cliente antiga da nossa casa. Esteve cá hoje sim, logo pelas 8:00.

- Obrigado, Anabela.

- Desculpe, Sr. Alexandre.

- Não faz mal. Até para a semana. – E desta forma dirigi-me para fora do estabelecimento. Dei uns quantos passos e abri finalmente o sobrescrito. No seu interior estava uma folha de papel, perfumada, e o seguinte escrito: “Rua Almirante Gago Coutinho, Nº 20, 6º andar, 19:30. Traga vinho e apetite”. Fiquei extremamente feliz com este desenvolvimento. Ela convidava-me para jantar hoje. Nada mau, pensei. Fui propositadamente a uma daquelas lojas gourmet por forma a adquirir uma garrafa de bom néctar. Afinal a efeméride merecia que eu me esmerasse. Resolvi levar duas garrafas de um reserva fantástico de 1995. Se a coisa corresse de feição, talvez fosse necessário proceder à abertura da segunda garrafa, pensei. Regressei a casa e arranjei alguma coisa para me entreter enquanto as horas não chegavam aquela hora agora tão desejada. Estava num estado de euforia que mais fazia lembrar um miúdo no primeiro dia de férias de Verão. Durante a tarde pude constatar que a Isabel estava a preparar a minha ida lá a casa. Da janela da minha sala foi possível observá-la a arranjar a mesa da sala e mais tarde, a sair do banho e a vestir-se. Tinha optado por uma lingerie e meias pretas e um vestido preto e vermelho. Assentava-lhe lindamente, pelo menos já eu sabia de antemão que iria ser bem recebido, mas ainda assim preferia o vestido que ela tinha vestido na outra noite, o azul. Sorri com toda esta situação, o que acabou por me acalmar um pouco mais. Já eram horas de sair de casa e dar a volta ao quarteirão, por forma a não ir directamente da minha casa para a casa dela, não fosse ela estar atenta a esse pormenor. Havia que manter a minha morada no mais absoluto sigilo, sob pena de ela ter motivos para se aborrecer comigo. Agarrei no saco com as duas garrafas de vinho e iniciei a minha deslocação. Minutos antes da hora combinada lá estava eu a tocar à campainha. À saída do elevador, lá estava ela, à porta de casa, aguardando por mim. O seu sorriso era maravilhoso, sincero, o que o tornava contagiante. Deu-me dois beijos e disse:

- Foi muito difícil dar com a casa?

- Nem por isso. Com as indicações precisas por si dadas, tudo ficou mais fácil. – Entrei em casa e fiquei inebriado com o seu perfume, um aroma muito bom, que me invadiu as fossas nasais e me deu vontade de a agarrar e beijar o seu pescoço. Segui-a até à cozinha.

- Não vou fazer cerimónias consigo, Alexandre.

- Ainda bem. Tenho pouco jeito para grandes efemérides.

- Ainda bem. Já vi que trouxe vinho. Porque não abre uma garrafa e me dá um pouco a beber? – Abriu uma gaveta do armário da cozinha e retirou de lá um saca-rolhas que me entregou. De seguida retirou dois copos do armário e nessa altura já eu tinha uma das garrafas abertas. Despejei vinho nos dois copos e estendi-lhe um, que ela aceitou. De seguida, quis brindar, tendo tocado com o seu copo no meu. Dei um trago. De facto, tratava-se de uma excelente colheita. Caso tudo o resto viesse a correr mal, apesar das expectativas, pelo menos o vinho era muito bom.

- Tenho um prato de carne no forno, mesmo a terminar. Quer ajudar-me a levar o resto das coisas para a mesa?

- Certamente que sim. Vamos a isso. – Disse e secundei-a a levar uns quantos pratos de aperitivos e acompanhamentos para a sala. De seguida regressámos à cozinha e ajudei-a a fatiar a carne previamente assada no forno. Dispus as fatias numa travessa e, agarrando na mesma, bem como no copo de vinho e na garrafa, dirigi-me para a sala.

O jantar resultou numa experiência extremamente agradável, tanto pelas iguarias que a Isabel tinha preparado para o mesmo, como pela nossa conversa. Descobri uma empatia fantástica entre nós. No final do jantar, ela perguntou se desejava tomar café e foi até à cozinha, tendo reaparecido com duas chávenas de café que colocou sobre a pequena mesa de chá, frente ao sofá. Levantei-me da mesa e tomei assento no sofá. A Isabel foi também buscar dois copos e uma garrafa de um wiskie de puro malte com bem mais de 18 anos. Deleitei-me só com a visão da garrafa. Ela serviu uma boa porção nos dois copos e uma vez mais brindámos. Sentia-me saciado e já meio tocado, pelas duas garrafas de vinho e pelo magnífico wiskie e imaginei que o mesmo se passasse com a minha anfitriã. Ela estava linda, de copo na mão e olhava para mim, com um sorriso estampado no rosto. Tinha as pernas cruzadas, o que me permitia ver as suas pernas e grande parte das suas coxas. Era uma visão extremamente agradável que me forçava a um esforço fora do comum para manter o contacto visual com os seus olhos e não com o seu corpo. Conversámos um pouco, sobre variadíssimos assuntos, até que ela sugeriu que jogássemos um jogo. Levantou-se, saindo da sala, tendo regressado com um tabuleiro de jogo. Colocou o mesmo em cima da mesa, preparando o mesmo para que nós pudéssemos jogar e, olhando para mim com uma expressão malandreca no seu olhar, perguntou:

- Tem muita roupa?

- Porque pergunta?

- Ora, porque vamos jogar e os prémios obtêm-se pelo adversário a despir uma peça de roupa, sempre que perca. – Olhei para ela com uns olhos incendiados de excitação, ao mesmo tempo que não fazia qualquer esforço por esconder a minha admiração pelas regras de jogo tão inusitadas. Começámos a jogar e em pouco tempo perdi o meu casaco e a minha camisa, ficando somente em tronco nú.

- Gosto do que estou a ver. – Disse ela, dando mais um trago na bebida.

- Pois eu tenho a certeza que irei gostar muito mais do que esse vestido esconde. – Ela sorriu, com ar malicioso e foi a minha vez de ganhar uma partida. Ela levantou-se, dirigiu-se a mim, voltou-se e pediu ajuda com o fecho do vestido, o qual eu abri de forma delicada. Ela voltou a afastar-se e, olhando para mim com uma expressão bastante provocadora, deixou o vestido cair aos seus pés. As suas mãos afagavam o seu corpo, percorrendo os braços e a sua barriga. De seguida, desceu uma mão até às suas cuecas e disse:

- Ainda tenho muita roupa, até que consigas aqui chegar…

- Podemos sempre fazer alguma coisa quanto às regras do jogo. – No meu olhar eram facilmente identificáveis as minhas intenções para com ela, o que não lhe escapava, pois ela estava atenta.

- Ai sim? Então e como poderás fazer isso?

- Simples. – E de um salto, levantei-me, cheguei-me a ela e enlacei-a com o meu braço esquerdo, ao mesmo tempo que com a mão direita desviava os cabelos da sua face. Tinha as pupilas dilatadas e estava meio ofegante na altura que os meus lábios tocaram nos seus. Estávamos ambos com imensa fome um do outro e aquele beijo, muito rapidamente se transformou numa acção carregada de lascívia. Nesta altura as nossas mãos percorriam freneticamente o corpo um do outro e estávamos entregues ao momento, de forma selvática. Retirei-lhe o soutien e comprimi as suas grandes mamas contra o meu peito cabeludo, o que me deu imenso prazer. De seguida, deslizei a minha mão direita por baixo do elástico das suas cuecas e senti-a completamente inundada e quente, muito quente. Foi neste momento que ela se afastou um pouco e disse:

- Talvez o melhor mesmo é irmos para o quarto, não?

- Para onde quiseres, querida. – E acto contínuo, peguei nela ao colo e dirigi-me ao quarto. Quando lá cheguei, pousei-a em cima da cama e tirei as minhas calças, os boxers, os sapatos e as meias. Ela levantou-se e empurrou-me para cima da cama e, colocando-se por cima de mim, olhando-me nos olhos, disse:

- Acho que vou querer amarrar-te à cama. Deixas?

- Claro que sim, querida. – Nem pensei no perigo que poderia correr ao concordar numa manobra desta natureza executada por uma mulher que acabava de conhecer. Ela saiu de cima de mim, dirigiu-se à cómoda e retirou uns grandes lenços e começou por me amarrar as mãos aos ferros da cabeceira daquela cama de aspecto clássico. Depois amarrou os meus tornozelos e, começando a andar à roda da cama, disse:

- Agora estás completamente à minha mercê. – E abriu a gaveta da mesa de cabeceira, retirando de lá um taser, o qual activou, olhando para mim. Quando vi aquele pequeno raio eléctrico no aparelho, contorci-me todo num enorme esforço por me libertar, apenas interrompido pelas suas palavras:

- Tem calma. Isto serviu apenas para verificar que estavas bem preso. – Sosseguei, até porque ela pousou o aparelho em cima da mesa de cabeceira. Olhando para mim, despiu as suas cuecas e subiu para cima da cama, tendo-se colocado de pé por cima da minha cara. Olhando para mim, perguntou:

- Gostas do que vês? – Na minha perspectiva eram bem visíveis as suas grandes mamas, bem como o seu sexo molhado.

- Claro que sim. Imagem muito sugestiva.

- Estás a vê-la? – perguntou, colocando as suas mãos por cima das suas pernas e ao redor da sua vagina.

- Sim, vejo-a.

- Quero que a comas, que a comas toda. – E acto contínuo sentou-se na minha cara. Pude pela primeira vez sentir o cheiro almiscarado da sua vagina, ao mesmo tempo que a minha língua se enterrou naquelas carnes de sabor meio salgado e ácido, como se estivesse numa prova gastronómica de especiarias. Estava louco de desejo, sentimento esse que era agudizado pelo facto de me encontrar manietado e completamente vulnerável à vontade dela, fosse ela qual fosse. A minha língua começou a trabalhar aquela fenda do prazer e quando finalmente cheguei ao clitóris, pude ouvir um gritinho de prazer. Ela estava a gostar e os seus movimentos por cima de mim aceleravam cada vez mais, ao mesmo tempo que a sua barriga ora se encolhia, ora se distendia, tal era o prazer que estava a sentir. Passados uns bons momentos, ela deu meia volta por cima de mim e mantendo-se sentada na minha boca, agarrou o meu membro, iniciando com as mãos um delicioso movimento de vai e vem. Eu sentia o meu membro a latejar, tamanha era a minha excitação. De repente, senti algo quente e húmido na minha glande. Era a sua boca. Com a língua, desenhava arabescos no meu membro, até que o introduziu na sua boca, não demasiado, apenas o suficiente para a encher. Neste momento iniciou um movimento ascendente-descendente com os seus lábios no meu membro, o qual acabou por se ritmar com o seu corpo e com a forma como o mesmo estava a reagir ao trabalho da minha língua no seu clitóris. Senti que não aguentava mais e que a qualquer momento iria explodir de prazer e ela parece ter reparado nisso, pelo que abandonou o magnífico penilingus que estava a executar. Afastou a sua vagina da minha cara e rodando novamente, ficou com a sua cara em frente à minha. Agarrou-me o pau com uma mão e disse-me:

- Agora vais foder-me, não vais, querido? – E empalou-se no meu membro. Nesta altura eu sentia-me senhor de uma erecção incrível, dado o elevado grau de excitação. Ela começou um movimento de vai e vem compassado, tendo-se baixado por forma a expor à minha boca as suas magníficas mamas. Aproveitei a ocasião e, de forma alternada, encarreguei-me de chupar os seus mamilos, o que pareceu agradar bastante á minha companheira, a qual acelerou a marcha em cima do meu pau.

Não demorou muito tempo até a sentir a estremecer pela força do orgasmo que tomou conta de todo o seu corpo e os seus gritos de prazer fizeram com que também eu não me contivesse, tendo libertado a enorme tensão testicular dentro dela.

Ela deitou-se a meu lado, ofegante e passámos assim uns minutos, até que ela me deu um beijo e disse:

- Venho já, vou só ali beber um pouco de água. – E abandonou o quarto. Eu continuava amarrado à cama, o que já era um pouco desconfortável. Quando ela regressou, sentou-se na cama e ficou uns momentos a olhar para a janela do quarto, até que disse:

- Olha, há movimento no apartamento do prédio em frente. – De forma completamente involuntária, estiquei-me e olhei para lá. Ela olhou para mim e disse:

- Tem calma. – E esticou-se, deu-me um beijo na boca e depois, perto do meu ouvido disse, com uma voz doce e sensual:

- Achas mesmo que eu me exporia da forma como o fiz se não soubesse a quem me estaria a expor?

- Já me conhecias?

- Já nos cruzámos várias vezes. És mesmo distraído pois nunca me viste na pastelaria. - Fiz um esforço por não reagir ao que ela me havia dito. Afinal o caçador foi à caça e foi caçado, pensei…

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