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Doces Tentações

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

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A reunião e a fusão

O táxi parou onde lhe foi possível, no meio da avenida, naquele dia em que parecia que todos os condutores sem excepção resolveram trazer as suas viaturas para a cidade, tal o volume do trânsito, congestionado, com o característico hino de buzinadelas e impropérios atirados pela janela por parte de alguns condutores, e dirigidos a outros que, regra geral, não se deixavam ficar atrás na ofensa.

Abri a carteira, tirei uma nota qualquer, entreguei-a ao condutor, dizendo-lhe para guardar o troco, coloquei a pasta debaixo do braço, abri a porta e saí, mergulhando naquela barafunda infernal. Da forma como me foi possível lá acabei por vencer a avenida, tendo chegado à porta daquele edifício enorme, quase tão alto como as poucas nuvens que hoje insistiam em decorar os céus da cidade. Entrei de rompante no lobbie e corri para o elevador, onde um empregado, com indumentária formal, aguardava pelo próximo passageiro do seu ascensor.

- Bom dia. Para que piso vai, senhor?

- Para o 23º, por favor. – a porta do ascensor abriu-se e o empregado, com um gesto, convidou-me a entrar. Assim fiz. No espelho vi que a porta se fechava atrás de mim, não sem que antes o empregado tivesse tomado lugar no ascensor. Aproveitei para ajeitar a gravata e limpar uma gota de suor que surgira entretanto na testa. Voltei-me para a frente, consultei o relógio. Faltavam dois minutos para a hora combinada. Não contive um longo suspiro. Estava absorto nos meus pensamentos, particularmente na elevadíssima importância da reunião que iria ter agora com o CEO desta multinacional, a qual poderia ditar de forma decisiva, o futuro da minha carreira, no imediato. Estava mandatado pelo Conselho de Administração da minha empresa para conduzir as negociações tendentes à fusão com a empresa com cujo responsável iria agora reunir-me.

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Não conseguia esconder o meu estado de nervosismo e ansiedade pelo que estava prestes a passar-se. Respirei fundo. O empregado, olhando para mim, accionou o manípulo do ascensor, colocando-o na posição de subida. Era um ascensor incrivelmente antigo, até com uma certa patine no espelho, o que contrastava em absoluto com a decoração moderna daquele edifício. Interrogava-me eu acerca do motivo pelo qual assim era e tudo começou a fazer mais sentido quando finalmente chegámos ao nosso destino, a porta do elevador se abriu e o empregado assinalou a porta de saída com um gesto cordial. Ao saír do elevador senti-me a mergulhar num local do passado. Praticamente tudo era feito em pedra, as paredes, colunas um pouco por todo o lado, plantas altas, quase a chegar ao tecto e até o balcão do secretariado era em pedra. Confesso que mesmo estando de algo forma habituado a algum luxo, senti-me um pouco deslocado naquele espaço que era no mínimo grandioso. Deitei-me imediatamente a imaginar que quem quer que seja que dirigisse um tal espaço, eventualmente responsável também por tão fausta decoração, teria forçosamente que ser alguém absolutamente inflexível e até excêntrico, o que não abonaria de todo a meu favor caso surgisse algum diferendo durante a negociação que eu estava prestes a tentar conduzir e que abonasse a favor da empresa que eu vim representar.

Abandonando os meus pensamentos e procurando não revelar qualquer impacto pela envolvência do espaço, dirigi-me ao atendimento. Do outro lado do balcão estava uma mulher de cerca de trinta anos. Era morena, com cabelo muito escuro, tinha uns olhos azuis intensamente penetrantes, uns lábios num tom vermelho vivo que não podiam ser mais convidativos. Vestia uma saia cinzenta, pelos joelhos e uma camisa branca, com apenas aquela quantidade de botões aberta no decote, o suficiente para obrigar um homem como eu a fazer um esforço por não olhar directamente para o volume que se notava no seu peito. De relance deu para constatar que se tratava de um magnífico exemplar do sexo feminino, com uma figura maravilhosa.

- Sr. Alexandre, muito bom dia. Já o aguardávamos – fiquei surpreendido por uma mera secretária estar a par da minha vinda e do meu nome, mas procurei não o demonstrar quando respondi:

- Muito bom dia. Tenho uma reunião agendada para esta hora.

- Muito bem. Queira por favor aguardar que a Dra. Mafalda já o irá receber. Entretanto deseja tomar alguma coisa? Um café, talvez?

- Aceito um café, por favor. – E desloquei-me para a zona de espera, constituída por alguns sofás e uma mesa, também esta em pedra. Não pude deixar de me interrogar sobre quem seria esta Dra. Mafalda. Como seria ela? O quão difícil iria ela tornar a minha missão hoje? Estava mais uma vez envolto nos meus pensamentos e nas minhas considerações quando a secretária regressou com o café. Neste momento foi possível vê-la em todo o seu explendor, a forma como meneava as ancas ao andar em cima daqueles lindos sapatos de salto altíssimo e o enorme sorriso que me ofereceu enquanto me estendia a chávena. Tomei o meu café e pensava para mim que tal talvez não tivesse sido boa ideia, pois sentia-me cada vez mais ansioso e nervoso pela antecipação do que se iria passar de seguida. A secretária veio novamente ter comigo e, estacando à minha frente, disse-me:

- Sr. Alexandre, queira acompanhar-me por favor. A Dra. Mafalda irá recebê-lo agora. – Já tinha terminado o café, pelo que agarrei na minha pasta e segui-a. Neste momento o meu estado de espirito resumia-se a uma curiosidade ansiosa. Chegámos a duas enormes portas em madeira de carvalho envelhecido, com ferragens num metal que me arriscaria ser precioso. A secretária abriu as duas portas de par em par e, com um gesto, introduziu-me no enorme salão. Tratava-se de um espaço ainda mais rico que tudo o que eu tinha visto até então, naquele edifício. Tudo em pedra, de tons cinzentos, uma área com uma enorme mesa de reuniões guarnecida com grandes cadeirões de madeira, mas ainda assim de aspecto bastante confortável, grandes quadros pelas paredes, mas colocados de forma estrategicamente pensada, mas o que mais me cativou foi a janela, ou antes, a parede que dava para o exterior, pois a mesma era totalmente em vidro, oferecendo uma vista magnífica sobre o resto da cidade, a qual se estendia até ao azul do mar, ao fundo. Fiquei imediatamente apaixonado por aquele espaço fantástico.

- Seja bem-vindo, Alexandre – a voz era de uma de uma loira estonteante, a qual tinha envergado um lindo vestido azul, bastante subido nas pernas e com um decote que quase chegava ao seu umbigo. Quando lhe apertei a mão, constatei imediatamente que as negociações iriam ser extremamente difíceis, pois seria assaz difícil deixar de pensar naquele corpo estrategicamente quase despido à minha frente e ainda ter que argumentar e raciocinar na melhor forma de dar conta do meu trabalho.

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- Bom dia. Muito gosto, Dra. Mafalda.

- Trate-me apenas por Mafalda, por favor. – quando disse esta última frase, parecia que o fez num sussurro.

- Certamente, Mafalda. Obrigado. - Tentando recompor-me, tomei lugar junto à cadeira que ficava em frente à mesa da Mafalda, uma enorme mesa em vidro atrás da qual iria ficar a minha interlocutora, num cadeirão majestoso. Aguardei que a Mafalda se sentasse e só nesse momento tomei lugar na cadeira que me estava destinada. Neste momento quis mostrar iniciativa e comecei por dizer:

- A Mafalda sabe bem qual o intuito desta reunião. Fui mandatado pelo conselho de administração da minha empresa para representar o mesmo, pelo que me foram reconhecidos plenos poderes – Ela interrompeu-me:

- Devem tê-lo em muito boa conta, Alexandre. Olhe que não é muito comum não ser o CEO a conduzir negociações desta natureza – Pela forma sem rodeios como ela acabara de dizer o que disse, deu para constatar que ela tinha tanto de belo como de perigoso, o que me desconcertou um pouco, quase tanto como a visão mais que privilegiada que eu tinha de tudo o que estava debaixo da sua mesa, onde se incluía o seu magnífico par de pernas.

- Assim o penso – retorqui, concluindo que a batalha começou. Tentei de alguma forma liderar o processo, demonstrando iniciativa, mas foi em vão, pois ela cortava todas as minhas intervenções, pedindo mais e mais elementos, de uma forma intensa e até desconcertante, como se já os conhecesse de antemão ou aquilo que deveria procurar. Pensei que ela deveria ter a lição muito bem estudada e até alguma informação privilegiada sobre a minha empresa, o que acabava por me desarmar na negociação. Inevitavelmente comecei a acusar algum nervosismo até que, a dado momento, deixei cair no chão a minha pasta, o que fez com que todo o seu conteúdo se espalhasse. Imediatamente comecei a tentar reunir as minhas coisas, o que não consegui fazer antes que a secretária estivesse junto de mim, de joelhos, a ajudar-me a reunir as minhas coisas. Após termos colocado tudo em cima da mesa de apoio, de eu ter agradecido a ajuda e de já estar novamente sentado na minha cadeira, a minha interlocutora, dirigindo-se à secretária, disse:

- Obrigado, Margarida – e olhando intensamente para mim, em tom jocoso, continuou:

- O Dr. Alexandre precisa da sua ajuda preciosa – confesso que pensei que a Mafalda estava de alguma forma a fazer uma piada com a secretária, o que achei um pouco inapropriado, tendo procurado disfarçar um esgar sarcástico que assomou o meu rosto. Inapropriada foi também a visão das pernas da Mafalda, as quais estavam abertas debaixo da mesa, mostrando até a quem não quisesse ver, que não tinha roupa interior. Estou metido numa alhada, pensei. Nesse momento senti a mão da Margarida por cima das minhas calças, deslizando rapidamente para o meu membro. Reagi, fazendo por me levantar, mas sendo imediatamente dissuadido pela Mafalda que disse, com um tom de voz meloso:

- Se o Alexandre estiver verdadeiramente interessado em levar a bom porto esta nossa negociação, terá que se entregar aos cuidados da Margarida – senti-me num turbilhão de sentimentos: Por um lado revoltado comigo próprio pois senti que estava demasiado vulnerável nas mãos daquela mulher encantadora, por outro lado desgostoso pois esta seria a única forma de levar a bom porto a fusão das duas empresas e por fim, maravilhado por ser alvo das atenções de duas mulheres maravilhosas. Acabei por me abandonar nas mãos da Margarida e acontecesse o que tivesse que acontecer. Recostei-me na cadeira, a Margarida tornou-se interventiva, liderando todo este processo de sedução que agora se iniciava, com decisão deu-me um enorme beijo com aqueles lábios de um vermelho vivo como a lava de um vulcão, o meu vulcão, o nosso vulcão, que estava prestes a entrar em erupção. Abriu-me a braguilha e retirou para a liberdade da sua mão, o meu membro, o qual já latejava de excitação. Do outro lado da mesa, pude ver que a Mafalda já havia exposto os seus seios, percorrendo ambas as pernas com as suas mãos, num espectáculo auto erótico. A Margarida olhou-me nos olhos e disse:

- Vamos lá ver como correm estas negociações, Alexandre – e acto contínuo abocanhou o meu membro, obrigando-me a fazer um enorme esforço mental por resistir sem explodir de imediato, tal era o grau de excitação puramente animal que me dominava. E pelos vistos não era apenas a mim. Aquele enorme salão encheu-se de gemidos enquanto prosseguíamos nas nossas negociações puramente sexuais. Levantei-me da cadeira e libertei-me do resto da roupa que ainda tinha vestida. Agarrei a Margarida pela cintura e sentei-a no meu colo. Ela colocou-se a jeito e empalou-se no meu falo. Começou num movimento de vai vem, de costas para mim. Era fantástica, a visão dos seus cabelos a ondularem com os seus movimentos. Fantástica também e extremamente excitante, a visão da Mafalda, já junto à Margarida, e a acariciar os seus seios, na nossa frente. Ergui a Margarida no ar e levei-a até junto da mesa. Penetrei-a por trás e comecei um movimento de vai vem com uma cadência generosa. A Mafalda subiu para cima da mesa, tendo-se posicionado bem à frente da Margarida, a qual iniciou um cunilingus delicioso à Margarida, enquanto eu a bombava por trás. Poucos minutos passaram até que todos nós explodimos em uníssono, num orgasmo fantástico, verdadeira ode aos deuses do prazer e da perdição. Demos por nós os três deitados pelo chão, extenuados com a nossa aventura. Fui o primeiro a reagir, tendo-me colocado de pé e começado a vestir-me. Elas compuseram-se e a Margarida, assim que estava em condições, abandonou-nos, não sem antes me ter dado um grande beijo, com sabor a sexo e carregado de hormonas.

Recompostos, ambos sentados nas suas cadeiras, a Mafalda interveio:

- Dou por finalizadas as negociações e vamos avançar com a fusão. Os documentos estão aqui e poderá assinar, na qualidade de mandatado. O CEO da empresa já assinou pela nossa parte. Procurando retomar uma postura profissional, agarrei na bela caneta que ela me estendia e assinei todos os documentos. Assim que terminei, ela deu-me as minhas cópias e deu por finalizada a negociação. Chegando mais perto de mim, passou as suas mãos pelos meus ombros, deu-me um beijo na boca e disse:

- Tive imenso gosto. Espero que venhamos a ter mais oportunidades de fazer muitas e profícuas negociações.

- O prazer foi todo meu – atirei-lhe com um sorriso, em jeito de retribuição. Após me ter conduzido à porta, já não pude ver a Margarida, tendo iniciado o meu percurso de regresso, duplamente satisfeito, quer pela situação maravilhosa por que havia passado, quer pelo sucesso das negociações. Sentia-me regozijado pelo sentimento de missão cumprida.

Assim que saí do elevador, e ao atravessar o lobbie, fui abordado por um segurança:

- Dr. Alexandre?

- Sim – respondi – Em que posso ajudar?

- Sr. Dr. A CEO pede que o acompanhe à sua viatura pois ela quer dar-lhe uma palavrinha – após ter anuído afirmativamente, segui o segurança, o qual me acompanhou até ao exterior do edifício e me abriu a porta de um magnífico Maserati parado à porta do edifício. Entrei e fiquei admiradíssimo ao ver no seu interior a Margarida, com um sorriso maravilhoso. Imediatamente perguntei:

- Vamos aguardar pela Mafalda? Disseram-me que era a CEO que desejava falar comigo – ao que a Margarida me respondeu:

- Alexandre, eu sou a CEO e a Mafalda é a minha secretária – fiquei boquiaberto com tal revelação. O carro arrancou e iniciou-se a primeira  daquelas que eu desejava serem muitas e apetitosas viagens pelas ruas do prazer, na companhia desta bela mulher.

 

 

 

 

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