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Doces Tentações

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Página para adultos, com textos que procuram seduzir e levar o leitor ao extase.

Uma Dra e a sua paciente

- Sr. Alexandre!

- Sim. - Faça favor de me acompanhar. A Dra. Irá recebê-lo. – Fechei a revista que estava a ler e dei uma olhadela à sala de espera. Já era o último ocupante da mesma. Levantei-me e acompanhei a funcionária. Ao chegar à porta do gabinete, abriu a mesma, fez-me sinal para entrar e disse-me que a Dra. não iria demorar. Pediu que me sentasse e

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ficasse à vontade. Entrei. Atrás de mim senti a porta a fechar-se. Olhei em pormenor para o interior do consultório. Estava mobilado com muito bom gosto, com uns traços clássicos, que se revelavam nas madeiras envernizadas e não pintadas, nas cortinas numa cor bordeaux e numas molduras douradas na parede. Numa delas estava um diploma de curso. Aproximei-me. Era o diploma da Dra. Margarida. Nas restantes molduras, dois diplomas de pós-graduação. Traduz confiança aos pacientes, pensei eu. Na sala, e ao lado da secretária da Dra. estava um armário antigo mas em muito bom estado de conservação. Nele podia ver uma miríade de livros científicos, a maior parte deles em língua inglesa e sobre a maior parte das patologias mentais conhecidas. Achei que deveria ser estimulante ler acerca de todas aquelas maleitas e acompanhá-las no dia a dia dos pacientes que visitavam a sua clínica. Neste momento a porta abriu-se. Voltei-me e vi-a. Deveria ter cerca de 1,60 mts, loira, extremamente bonita, bem maquilhada mas sem ser em excesso, vestia uma saia preta pelos joelhos e uma blusa vermelha por baixo da bata branca que trazia aberta à frente. Estava de saltos altos o que fazia com que as suas pernas se destacassem. Eram uma perfeição. - Boa tarde. Sou a Dra. Margarida. – Disse, enquanto me estendia a mão. Retribuí o gesto. Reparei que tinha umas mãos com dedos compridos, de unhas pintadas de vermelho, a condizer com o vermelho do baton. Era uma mulher deslumbrante. Cheguei imediatamente essa conclusão, nesta rápida avaliação. - Boa tarde. Sou o Alexandre. – Respondi, enquanto sentia o seu perfume a inundar o meu pavilhão olfactivo. Tratava-se de um perfume requintado, doseado com parcimónia mas ainda assim inebriante. Com um gesto em direcção à cadeira que se encontrava em frente à sua secretária, convidou-me a sentar-me. Assim o fiz, logo que ela tomou assento por trás da secretária. Cruzei as pernas e olhei intensamente para aqueles seus olhos azuis. Antes que fosse ela a começar, com as perguntas da praxe, tomei a iniciativa e disse: - Com uma Dra. tão bela não haverá certamente um único paciente que não lhe dedique toda a sua atenção. - O Sr. Alexandre joga sempre ao ataque, como agora? Parece que não perde tempo. – O tiro acabara de saír pela culatra, pensei eu. Prossegui: - Só mesmo quando tenho a enorme felicidade de ser recebido por uma Dra. tão deslumbrante como a Margarida. – Ela pareceu sorrir. Afinal o tiro havia sido certeiro, e não fiquei assim tão chamuscado de pólvora, pensei eu, esboçando um sorriso. - O que o traz à minha consulta, pode saber-se? – Entrava logo o lado profissional em cena, fazendo por cortar qualquer conversa menos formal. Continuei a olhá-la nos olhos. Era um esforço quase sobre-humano, manter o contacto visual com os seus olhos e dominar a força hercúlea que empurrava os meus olhos um pouco mais para baixo, para a posição ocular que permitisse vislumbrar a imagem majestosa de um magnífico e volumoso par de seios que podiam apenas ser vistos com o recurso à minha visão periférica. - Dra. Margarida, sou Inspector da Polícia Judiciária e actualmente estou a investigar um crime que poderá envolver uma sua paciente. - Quem, posso saber? – Mostrando uma expressão grave, sinal que o seu enorme à vontade poderá de alguma ter sido afectado com o que acabava de lhe dizer. - Certamente que sim. Trata-se de uma Mariana Gomes, 38 anos e ligada a um grande grupo económico. – A Dra. Margarida olhava para mim atentamente, com uma sobrancelha franzida. Esta tipa, quando enraivecida deve ser o diabo, pensei eu, ao ver a sua expressão facial. - Ahh sim, estou a ver perfeitamente. A Mariana ainda esta semana esteve cá no consultório. - Qual o diagnóstico dela, Dra? A sua expressão mostrou um misto de admiração e determinação. Olhou para mim com uma expressão muito séria e disse: - Sr. Inspector, saberá muito bem que a relação médico-paciente é confidencial. Não me está a pedir que viole essa garantia da minha paciente, pois não? – Mantinha a sua expressão grave e eu, muito calmamente prossegui: - Sei sim, Dra. Mas também sei que existe algo mais que a mera relação médico-paciente entre si e a menina Mariana. Estarei errado? – Apanhei-a totalmente de surpresa. Olhou para mim com uma expressão de fera encurralada. Muito calmamente prossegui: - Trata-se apenas de uma conversa off the record, Dra.. Conto com toda a sua colaboração por forma a poder ajudar a Mariana e a Dra.. Se eu souber quais as fraquezas da Mariana, será uma forma de vos defender. - Ajudar como? Defender do quê? – Balbuciou. - Corremos perigo? – Quando perguntou isto, já se notava uma pequena dose de inquietação na sua voz. Era mais que notório que a visada nas minhas perguntas não lhe era indiferente. - Correm sim – Prossegui - Risco de vida. - Mas….. Como é possível? Que fizemos nós? Que fez ela de tão grave para corrermos riscos? – Estava completamente desarmada. Toda aquela pose de fêmea alfa tinha caído por terra. Levantou-se da cadeira. Levava uma mão no queixo, o que mostrava que as suas ideias deveriam estar a correr à velocidade da luz. Fitava o infinito. Deu uns quantos passos pela sala e de repente veio para perto de mim e colocou-me uma mão no ombro. Perguntou: - Mas…. A Mariana…. Está bem? – Notava-se um certo desespero quando fez a pergunta. Gostei de ver a sua expressão naquele momento. Estava verdadeiramente preocupada, mas não era preocupação de médica, havia ali algo mais, havia sentimento. Coloquei a minha mão por cima da mão dela, olhei-a nos olhos e disse-lhe: - Tenha calma. Não sabemos do paradeiro da Mariana mas tudo leva a crer que ela estará bem. Como quem lhe quer mal sabe que ela costuma encontrar-se consigo, tanto este espaço, como a sua morada ou dos seus familiares e amigos estão comprometidas. Não estará em segurança em nenhuma delas. - Então, que posso eu fazer? – Perguntou, mostrando que estava abalada com toda a situação. - Vamos fazer o seguinte: Agora vai ligar à sua amiga e vai dizer-lhe para ela esperar por nós na estação do Cais do Sodré. Trata-se de um ponto central, de passagem de muita gente e é essencial que ela esteja num local assim até que possamos ir ter com ela. – A Dra. assim fez. Ligou à Mariana e explicou-lhe tudo tal como eu lhe tinha dito. Ficámos de passar por lá dentro de trinta minutos. A Margarida despediu-se da funcionária e saímos. Chegados ao meu carro, abri-lhe a porta do lado do passageiro e fiz-lhe sinal para que entrasse. Ela assim fez. Fechei a porta, contornei o carro e entrei. Assim que coloquei o carro a trabalhar, Margarida perguntou: - Como vai ser agora? Para onde vamos? - Muito fácil. Tenho em mente o local ideal para ambas estarem desaparecidas durante uns tempos. – Respondi. Ela mantinha uma expressão grave. Não falou durante todo o caminho, limitando-se a ir olhando pela janela durante o trajecto. Aparentava estar realmente preocupada com toda esta situação. Ao chegar à estação do Cais do Sodré parei o carro. Disse-lhe para ligar novamente à Mariana e que lhe dissesse que eu a iria buscar junto à placa do terminal 2. Ela assim fez. Antes de saír disse-lhe para se manter no carro e não atender qualquer chamada telefónica. Avancei em direcção ao terminal, cruzando-me com dezenas de pessoas que iam atarantadas com os seus afazeres. Dirigi-me ao terminal 1 e encostei-me à parede. Puxei de um cigarro com a maior descontracção. Acendi, tirei uma grande passa, e assim que aquela primeira nuvem de fumo se dissipou, comecei a observar a gare. Olhei calmamente para a direita e depois para a esquerda, a tentar identificar alguém que pudesse estar a fazer vigilância em relação à Mariana, a qual já tinha identificado, bem junto à placa do terminal. Tratava-se de uma morena escultural, cabelos muito escuros e pernas estonteantemente torneadas, o que se tornava visível pelas leggings que vestia. Era uma mulher que também não me deixava indiferente. Que sorte tinha eu tido com este processo, pensei eu. Todas as pessoas que eu conseguia visualizar aparentavam estar compenetradas no seu destino, umas saindo da gare e outras entrando, consultando os seus relógios, olhando para as placas informativas ou sentadas a ler qualquer coisa. Já a Mariana, estava aparentemente descontraída. Esta devia ser a Alfa das duas fêmeas, pensei, não conseguindo evitar um pequeno sorriso. Após me certificar que ninguém a observava, resolvi avançar na sua direcção. Ao chegar junto dela disse-lhe: - Olá. Sou o Alexandre. Vim buscá-la. Por favor avance em direcção ao carro azul que se encontra estacionado à porta da estação. Eu irei imediatamente atrás de si. – Ela não disse nada. Mirou-me de cima a baixo, deu meia volta e começou a andar na direcção indicada. A uns 10 metros de distância segui eu, mantendo a distância por forma a poder certificar-me de que ninguém nos seguia ou observava. Ao chegar ao carro, ela não perdeu tempo e entrou no mesmo, para a parte de trás. Logo a seguir, apareci eu. Dei a volta ao carro e quando me preparava para entrar no mesmo ainda dei uma olhada para a entrada da estação, a fim de identificar alguém que não estivesse compenetrado nos seus próprios assuntos, mas sim a olhar para nós. Entrei no carro. Coloquei o motor em marcha e arranquei. Dirigi-me em direcção a Belém, sempre com a preocupação de verificar pelo espelho retrovisor que não éramos seguidos por ninguém. As duas mulheres conversavam uma com a outra. A Dra. Margarida aparentava estar bem mais descontraída, certamente por ter reencontrado a sua amiga. A certo ponto resolvi interromper a conversa e, dirigindo-me à Mariana, disse: - Peço desculpa à Mariana mas para seu próprio bem, foi necessário retirá-la do seu circuito normal, casa, trabalho, família, durante uns dias. Espero que me compreenda, depois de lhe relatar os factos que são do nosso conhecimento. - Estou bastante curiosa para o ouvir. Já agora, para onde nos leva? - Tenho que as levar para um local insuspeito durante uns dias. Pelo menos até termos concluído a outra parte da nossa operação. – Elas entreolharam-se. Era um olhar cúmplice, silencioso, mas que encerrava em si pelo menos metade de toda a bibliografia de Nicholas Sparks. Continuei a conduzir, atento ao retrovisor, até que cheguei à porta do condomínio. Carreguei no botão do telecomando e o enorme portão deslizou, para nos deixar entrar. Tinha pedido emprestada a casa do meu bom amigo Nicolau. Como ele se encontrava no estrangeiro, não viu qualquer problema e acedeu de imediato. Era um condomínio luxuoso, com belos prédios de amplas varandas voltadas para o mar. Fui directamente para o lugar de estacionamento, de onde teria acesso ao elevador que nos levaria directamente à casa, por intermédio de uma chave. Entrámos no elevador e o mesmo parou. Abriu-se a porta e pude ver mais uma vez aquele enorme hall de entrada da casa. Entrámos em casa. Elas foram imediatamente para a sala e começaram a comentar a vista maravilhosa que a mesma tinha, para o mar. Estavam completamente descontraídas, parecendo estar numa viagem de férias, em lugar da situação por que estavam a passar. Mostrei-lhes a casa e disse-lhes que teriam que ficar cada uma num dos quartos, enquanto eu ficaria no sofá da sala. Elas entreolharam-se com uma expressão jocosa, meio a rir, mas nada disseram. De seguida fomos até à sala novamente. Assim que lá chegámos, a Mariana interpelou-me: - Mas, que se passa, afinal? Porquê toda esta confusão? – Olhei para ele e calmamente disse-lhe: - Nada de mais. Apenas o testa de ferro de uma empresa que a Mariana colocou a descoberto na CMVM. Interceptámos comunicações entre ele e outro elemento da sua organização, as quais nada abonavam para o seu bem-estar físico. Assim, e antes que lhe consigamos deitar a mão, mais à sua organização dúbia, impunha-se garantir a sua segurança, pelo que a trouxe para aqui. - Muito bem. Então e porque motivo também trouxe a Margarida? – Olhei seriamente para ela, fiz uma pausa e, esboçando um sorriso que não consegui suprimir, respondi-lhe: - A Dra. Margarida veio também pois tem uma certa afinidade consigo e seria expectável que a Mariana pudesse estar na sua companhia, em sua casa, o que a tornava num alvo. – A Mariana enrubesceu ligeiramente, tendo ficado a olhar para mim em silêncio, com uma expressão que eu catalogaria de enigmática, como de quem

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acabava de ter uma ideia. Como já estávamos a entrar na noite, procurei saber o que elas queriam para jantar e fiz a encomenda a um restaurante que faz entregas ao domicílio. Fui à entrada do condomínio buscar as refeições e quando regressei estavam as duas mulheres sentadas na sala, em amena cavaqueira. A Margarida levantou-se e prestou-se a ajudar a por a mesa, enquanto que a Mariana continuou a admirar a magnifica vista do apartamento. Jantámos com gosto, pois a comida estava excelente e no final, enquanto tomávamos um café, falámos um pouco acerca de trivialidades, coisas da vida. A conversa arrastou-se até tarde, até ambas as mulheres estarem ensonadas. Sugeri que se fossem deitar. Informei-as que nos quartos estavam vários pijamas que elas poderiam utilizar. Despediram-se e foram ambas deitar-se. Fiquei na sala, local onde iria passar a noite e, aproveitando o facto de estar sozinho, acendi um cigarro e fiquei a pensar em toda aquela situação. As mulheres eram lindíssimas, qual delas a mais bela, uma loira e outra morena e havia qualquer coisa em ambas que era de um magnetismo intenso. Não o conseguia explicar, mas tanto uma como a outra aparentavam ser verdadeiras bombas sensuais, prontas para explodir a qualquer momento, por detrás daqueles seus olhares que denotavam uma inteligência acima da média. Resolvi-me por fazer uma pequena ronda pelo apartamento, verifiquei se a porta se encontrava bem fechada, passei pela cozinha, vi as janelas e, quando passava silenciosamente no corredor de acesso aos quartos, apercebi-me que um dos quartos tinha a porta aberta. Espreitei e constatei que o mesmo se encontrava vazio. Regressei à sala com um sorriso rasgado na minha face. Elas tinham ficado ambas no mesmo quarto. Imediatamente pus-me a imaginar o que estariam a fazer. Muito provavelmente estariam nos braços uma da outra, em manobras amorosas. Conseguia sentir uma enorme pulsão sexual, uma vontade incrível de estar com uma daquelas belas mulheres e deixei-me embalar por estes pensamentos libidinosos que me acompanharam durante grande parte da noite, até ter adormecido, deitado naquele enorme sofá da sala. A noite passou-se de forma absolutamente normal, pelo menos até ter ouvido a porta do quarto delas a abrir-se. Mantive-me em silêncio e passados uns momentos via a Mariana a passar em direcção à cozinha. Ao passar pela sala, olhou para mim e vendo que a observava, disse-me um “olá” e continuou a andar. Passados uns momentos regressou para a sala, colocou-se à minha frente e deu um grande gole no copo de água que trazia na mão. Senti um arrepio na espinha. Ela vestia apenas uma minúscula cuequinha, o que permitia visualizar aquele corpo maravilhoso, umas pernas bem definidas e fartos seios que pareciam convidar-me surdamente para que os apertasse. Perguntou: - Dormiu bem? – Procurei não me mostrar demasiado surpreendido pela sua nudez e respondi: - Muito bem, e vocês? – Ela sorriu para mim, ao mesmo tempo que metia um dedo na boca e, com um ar muito jovial respondeu: - Muito bem. Nem imagina! – Ai imagino, imagino, pensei eu. Optei por não verbalizar este meu pensamento. Fiquei a olhar para ela. Ela não tirava os seus olhos dos meus e inevitavelmente desviou o seu olhar na direcção da minha masculinidade. Não teve quaisquer pruridos em olhar descaradamente para uma erecção que avolumava bastante os meus boxers aquela hora da manhã. Aquela mulher não me era de todo indiferente. Numa outra situação já a teria tentado seduzir, mas dadas as circunstâncias, tive que me conter. Ela aproximou-se de mim e sentou-se a meu lado. Olhámo-nos nos olhos e ela aproximou a sua face da minha, encostando-a. Com uma voz sensual disse-me: - Sabe, eu e a Margarida somos amantes…. Boas amantes. Gosto muito dela, ela é a minha mulher, mas também gosto de um bom macho de vez em quando…. – após ter dito isto, afastou-se ligeiramente e fitou-me, ao mesmo tempo que a sua mão direita pousou no meu peito, tendo começado a descer, até agarrar o meu membro, o qual estava rijo como ferro. - Tem aqui um utensílio muito interessante! Quem sabe ainda o venho a requisitar….. – Fiquei imóvel, limitando-me a olhar para ela, apesar de uma vontade quase incontrolável de a agarrar e saltar-lhe para cima. Ela levantou-se e caminhou em direcção ao quarto. Quando chegou à entrada do corredor parou, voltou-se para mim, deu um beijo na mão, estendeu a mesma e soprou na minha direcção. De seguida regressou ao seu quarto. Fiquei num misto de euforia e de frustração. Desejava intensamente aquela bela mulher, mas das as circunstâncias, não seria de todo ético permitir-me envolver com ela. Fui até à casa de banho e tomei um duche, procurando dissipar esta enorme quantidade de energia sexual que me possuía desde aquele episódio. Fiz a barba e vesti-me. Saí de casa para comprar pão e o jornal. Quando regressei estavam ambas no sofá da sala, envergando cada uma o seu robe. Dei-lhes os bons dias e convidei-as para tomar o pequeno-almoço. Por vezes o meu olhar demorava-se um pouco no olhar da Mariana, recordando aquele episódio ocorrido há pouco tempo e dei por mim a ter com ela uma troca de olhares que denotavam uma grande cumplicidade, tal e qual os olhares que ela trocava com a Margarida. Está aqui uma cena do caraças, pensei eu. Convidei-as a tomar um café, após o pequeno almoço. Conversámos um pouco e disse-lhes que iríamos sair, por forma a que elas pudessem comprar algumas peças de roupa. Pela forma como as coisas tiveram que ser feitas, não tiveram oportunidade de vir munidas com roupa de reserva e ainda bem, pois desta forma não deram a quem quer que seja qualquer indício de que se iriam ausentar de suas casas. Elas vestiram-se e saímos. Nas diversas lojas por onde passámos, fartaram-se, como seria de esperar, de experimentar peças de roupa, inclusive peças que não se adequariam à circunstância em causa, como sejam vestidos de noite e outras peças mais elaboradas, o que me levou quase à extenuação, por ter que aturar não uma, mas duas mulheres, e ainda por cima muito amigas entre si. Quando saía do gabinete de prova, a Mariana piscava-me sempre o olho e insinuava-se, enquanto me mostrava a peça de roupa que havia vestido no momento. A Margarida também pedia a minha opinião, mas não da mesma forma e com os mesmos olhos incendiados que a Mariana usava. Senti-me numa situação muito complicada. Eu que sempre gostei de mulheres e apenas de mulheres, estava a viver um verdadeiro sonho, com duas belíssimas mulheres à minha guarda, as quais fariam ou antes, teriam que fazes exactamente tudo aquilo que lhes dissesse para fazer, mas ao mesmo tempo, aquela enorme frustração por estar no desempenho das minhas funções e não poder interagir da forma que tanto desejava com aquela maravilhosa mercadoria que se encontrava à minha guarda. A determinada altura comecei a notar alguma estranheza no olhar de Margarida. Tudo leva a crer que ela se apercebeu que alguma coisa haveria entre mim e Mariana, pelos olhares incendiados que ela me lançava de quando em vez. Apercebi-me que a Margarida terá ficado alerta, pelo que passou a seguir de forma muito mais próxima, todas as acções da Mariana, a qual aparentava estar a vivenciar um momento fantástico. Entrámos no carro e fomos de regresso ao apartamento. Procurei escolher um itinerário diferente de acesso à casa e mantive-me sempre atento ao trânsito que por nós passava, ao mesmo tempo que observava com grande insistência, toda e qualquer viatura que poderia surgir no espelho retrovisor, a fim de garantir que não seriamos seguidos de regresso a casa. Tendo concluído que não éramos seguidos, passei a entrada do condomínio onde estávamos instalados e segui em frente. Dirigi em direcção a um restaurante naquela zona, o qual tinha um bom cardápio e uma vista esplendorosa. Ocupámos uma mesa na esplanada, de onde tínhamos uma vista privilegiada sobre a foz do rio, o mar e sobre os navios que entravam e saíam a barra. Fizemos as nossas escolhas de prato e resolvi quebrar o meu protocolo de serviço e escolher um bom vinho que pudesse acompanhar os magníficos pratos de peixe escolhidos por todos nós. A uma garrafa seguiu-se outra, e uma outra a seguir. Os ânimos estavam bastante animados. Após o prato principal, nenhum de nós pediu sobremesa, apenas um café, mas com o respectivo digestivo. As meninas seguiram o meu conselho e tomaram um vinho do Porto, enquanto que eu optei por um puro malte com mais de 20 anos. Estava calmamente a observar o mar, e os navios que iam e vinham, enquanto tirava umas passas de um cigarro, completamente absorto nos meus pensamentos, quando fui, de repente interrompido. Era a Margarida, que tinha andado muitíssimo silenciosa, mas que, talvez por força dos vapores etílicos da degustação do jantar, resolveu abordar-me, interrompendo assim a sua conversa com a Mariana: - Sr. Inspector…….. - Trate-me por Alexandre, por favor. – Disse, enquanto tirava uma intensa baforada do cigarro e continuava a fitar o oceano. - Alexandre, pronto. Por favor trate-me também somente por Margarida. - Assim farei, obrigado – Retorqui. - Diga-me uma coisa: - Digo pois. Que deseja saber? – E nesta altura voltei-me, fitando-a olhos nos olhos. A Mariana parecia estar muitíssimo divertida com o início do nosso diálogo. - Alguma vez tinhas estado assim, com duas mulheres? - Assim como? – Perguntei eu, em resposta à sua questão. – Interroguei-me onde esta conversa iria dar, pelo teor da questão colocada pela Margarida. - Assim com duas mulheres bonitas, inteligentes e interessantes como nós. – A Margarida sorriu e olhou para a Mariana no sentido de descobrir se ela estava atenta ao nosso diálogo. - Assim com duas gajas podres de boas. – Disse a Mariana. Elas dispararam numa gargalhada. Esperei que terminassem e disse: - Ambas são mulheres lindíssimas. Gosto de estar convosco, apesar de preferir que o motivo pelo qual estamos juntos não fosse única e exclusivamente a defesa da vossa integridade física. Compreendem a minha posição? - Compreendemos sim, Alexandre. – Disse a Margarida, continuando a sorrir. - Mas não respondeu à nossa questão. Já alguma vez tinha estado com duas mulheres como nós? – Desta vez era a Maria a insistir. Olhei para ela, que estava com um olhar carregado de sensualidade selvagem, e depois para a Margarida, que não tinha de todo uma expressão de inocência e respondi: - Assim tão bonitas e deslumbrantes como a Mariana e a Margarida, confesso que nunca, não. – Elas olharam uma para a outra e riram-se. De seguida a Margarida disse: - Coitadinho…. Nas suas funções, com a sua experiência e nunca teve que aturar mulheres bonitas, pelo menos tão bonitas como nós…. – Ela olhou para a Mariana e ambas riram-se. De seguida foi a vez da Mariana intervir: - Um senhor como o Alexandre, que usa de todo o seu tempo, 24 horas por dia, para garantir a segurança de duas donzelas, não me parece algo comum. Não achas, Margarida? – Esta acenou afirmativamente e disse: - E digo mais! Um homem como o Alexandre tem forçosamente que ser recompensado! Façamos um brinde! – E acto contínuo olhou para o seu copo, bem como para os restantes e, tendo constatado que todos estavam vazios, voltou-se e colocou o braço no ar, para chamar o empregado. Questionou-nos acerca do que pretendíamos beber e transmitiu o mesmo ao empregado que, de uma forma muito diligente, satisfez os nossos pedidos. Ao constatar que todos nós estávamos munidos de copos atestados, a Margarida ergueu o seu copo e disse: - Façamos pois um brinde à nossa saúde, e ao imenso prazer que constitui o facto de estarmos os três aqui reunidos. – Enquanto levava o copo aos lábios, olhei para elas e apercebi-me que ambas olhavam para mim, parecendo estar em killer mode. Era óbvio que já havíamos bebido bastante e elas denotavam estar de alguma forma afectadas pela ingestão de bebidas alcoólicas durante a nossa noite. Neste momento receei vir a ter que lidar com situações resultantes de algum excesso, mas constatei que ambas estavam bem, apesar de denotarem um pequeno “grão na asa”. Que melhor altura para me meter com uma mulher? – Pensei eu, enquanto puxava do cartão de crédito para pagar todos os nossos abusos daquela noite. Elas falavam uma com a outra e aparentavam estar imensamente divertidas, enquanto eu procedia ao pagamento. Já na posse da factura, disse-lhes que teríamos que regressar a casa. Elas riram e seguiram-me, quando me levantei da mesa e comecei a dirigir-me para o carro. Aquelas mulheres eram terrivelmente sensuais e estimulavam a minha imaginação e a minha libido a pontos para mim anteriormente completamente desconhecidos. Estava a viver um flirt com duas mulheres, sabendo de antemão que jamais me poderia envolver com qualquer uma delas. Entrámos no carro e seguimos em direcção à nossa casa. Lá chegados, dei uma vista de olhos a todo o apartamento, a fim de confirmar que não se encontrava lá ninguém, nem que havíamos sido visitados. De regresso à sala, disse-lhes que tudo estava bem e que já poderiam ir para os quartos. E elas foram. Servi-me de um bom wiskie da garrafeira do meu amigo, coloquei um bom jazz em surdina na aparelhagem, acendi um cigarro e, preparando-me para vivenciar um momento de abstracção, fui de repente interrompido pela Mariana: - Alexandre, precisamos da tua opinião relativamente às roupas que comprámos hoje. Pode ser? – Olhei para ela e acenei afirmativamente. Iniciou-se um desfile, com as muitas roupas que haviam adquirido durante o dia. A sua visão resultava numa experiência extremamente agradável e divertida, pois elas não paravam de meter-se uma com a outra e comigo, dizendo sempre coisas engraçadas quando não arrojadas. No final, acabámos os três sentados no sofá, a falar acerca de trivialidades. Aquelas mulheres não me eram de todo indiferentes, aliás, colocavam-me num tal estado de excitação que certamente que elas se apercebiam. Após uns quantos cigarros e uma boa hora de conversa, retiraram-se para o seu quarto, enquanto eu me preparei também para me encostar no sofá. Quando finalmente fiquei só, dei por mim a admirar a vasta vista que a janela da sala proporcionava sobre o mar e arranquei numa viagem em pensamento, sobre toda esta situação, particularmente no que se tinha passado durante o dia. O arrojo da Mariana que me tinha deixado desconcertado, bem como a intimidade e uma certa cumplicidade que se estava a instalar entre todos nós, quase como se já nos conhecêssemos de há longa data. Acabados estes largos momentos de introspecção, resolvi dar a noite como encerrada e deitei-me no sofá. Não estava deitado há muito, quando ouvi a porta do quarto delas a abrir-se, seguido de uns passinhos no corredor, a dirigirem-se para mim. Olhei e via a Mariana. Vinha só com a sua cuequinha vestida, com aqueles seios maravilhosos a dançarem ao sabor dos seus passos. Que quereria ela agora? Ela sentou-se no sofá, bem perto de mim, curvou-se na minha direcção e deu-me um longo beijo. Depois disse: - Não queres vir comigo para o quarto? Anda, que vai ser interessante….. – O seu olhar prometia muito mais que tudo aquilo que a minha imaginação conseguia abarcar, naquele momento. Disse-lhe que sim. Abandonei-me nas mãos desta bela mulher e deixei para trás todo o profissionalismo que me era exigido no desempenho da minha profissão. Espero que os meus superiores nunca venham a saber disto. Pensei. Levantei-me do sofá, seguindo a Mariana, que me puxava pela mão direita. Entrámos no quarto e estava acesa apenas uma luz, de uma das mesas de cabeceira. Em cima da cama, completamente nua, estava a Margarida, a qual se voltou para nós, com uma expressão lânguida e disse: - Olha, trouxeste aquele que vai ser o nosso homem da casa. - Para ti tudo, minha querida. – Respondeu a Mariana. - Pois deixa-te ficar sentado aí nesse sofá. – Disse a Margarida, apontando para o mesmo. – Nesta altura irás apenas observar o amor entre duas mulheres emancipadas. – Sentei-me então na poltrona indicada. Estava excitadíssimo pela expectativa de tudo aquilo que poderia seguir-se, e acho que isso era bem visível para ambas as mulheres. A Mariana despiu a sua cuequinha e avançou para a cama, onde se sentou. Ao mesmo tempo que olhava para mim, as suas mãos começaram a percorrer o corpo da Margarida, que se voltou, ficando deitada de costas. Observei a Mariana a acariciar os seios da Margarida, desenhando neles arabescos, com a ponta dos seus dedos. De seguida, deram um beijo, um grande beijo húmido. Demoraram-se neste beijo, enquanto as suas mãos mostravam-se ávidas do corpo uma da outra. Eu parecia sentir em mim todas as carícias que aquelas belas mulheres trocavam entre si. Sou mesmo um felizardo, pensei, enquanto continuava naquele sítio, a admirar o espectáculo que se desenrolava à minha frente. A Mariana, que estava por cima, começou a desviar-se da boca da Margarida, dando-lhe beijos no seu pescoço, começando a descer. Chegada às enormes, maravilhosas mamas da Margarida, agarrou-as com ambas as mãos, deu uma olhada na minha direcção e de seguida desceu a sua boca sobres as mesmas, tendo-se demorado bastante a lamber e a chupar os proeminentes mamilos que eram o cume daqueles globos maravilhosos. Já eram audíveis alguns gemidos, os quais entrecortavam o som de respirações aceleradas. Elas, aliás, nós os três estávamos completamente tomados pelo desejo, o qual pulsava intensamente nas nossas veias e em todos os nossos seres. As mãos da Mariana continuavam a acariciar o corpo da Margarida, quando esta começou a deslocar-se mais para Sul, conquistando milímetro após milímetro do terreno maravilhoso que era aquele corpo. Passou pelo umbigo, pela cintura, deu uns beijos no monte de Vénus da Margarida, o que fez com que fosse visível um leve estremecimento no seu corpo. De repente, a Mariana soergueu-se, agarrando num pé da Margarida. Olhou para mim com uns olhos carregados de intenso desejo, e abocanhou o dedo grande do pé da Margarida, tendo começado a chupá-lo enquanto olhava para mim de forma muitíssimo provocante, como se me estivesse a oferecer aquele gesto, ao meu membro, o qual já latejava de tamanha excitação. Após se ter demorado um pouco com os dedos dos pés da Margarida, Mariana começou a subir, a beijar as suas pernas, como quem regressa ao ponto central, após ter conquistado todo o território ao inimigo. Ao chegar com a sua boa às virilhas, Margarida abriu vagarosamente as suas pernas, expondo completamente o seu baixo ventre a qualquer investida que viesse a sofrer de ali em diante. A Mariana soprou uma e outra vez sobre os grandes lábios, provocando verdadeiros arrepios de prazer por todo o corpo de Margarida. Começou a passar a língua, de forma muito vagarosa, ora num, ora na outra virilha da Margarida. Esta suspirou. A sua respiração estava muito acelerada e intensa. Parecia uma bomba prestes a detonar. A Mariana percorreu os lábios com a língua, apenas uma única vez, de baixo para cima. A Margarida gemeu. Mariana ergueu-se, ficando a olhar para Margarida, de pernas abertas à sua frente, depois olhou para mim. Tinha um olhar completamente toldado pelo desejo, e um sorriso malandreco na cara, qual criança apanhada a fazer uma traquinice. Colocou-se de pé em cima da cama, deu a volta ao corpo da Margarida e colocou um pé de cada lado da sua cabeça. Eu já estava a imaginar o que de ali ía sair. Estava ansioso por poder tomar, de alguma forma tomar parte naquela verdadeira máquina de prazer que funcionava à minha frente. Margarida voltou a sua cara para mim, mostrando o seu rosto completamente ruborizado e alterado pelo prazer que estava a sentir. De repente disse, com uma voz um pouco débil: - Ai Alexandre…. Tens medo de te constipares? Despe esses boxers e junta-te a nós….. – A Mariana também olhava para mim. Levantou a sua mão direita e com o dedo indicador, fez o gesto para me aproximar. Muito calmamente levantei-me da poltrona, fiz deslizar os boxers para o chão, libertando a minha férrea masculinidade que desafiava todas as forças da gravidade e aproximei-me daqueles dois corpos em lenta combustão, no preciso momento em que a Mariana se sentava na cara da Margarida, emitindo de seguida um grande gemido, assim que os seus grandes lábios foram abordados pela língua da Margarida. Manteve-se assim durante algum tempo. Assim que cheguei junto delas, dei um lânguido beijo na boca da Mariana, ao mesmo tempo que lhe agarrei nos cabelos, puxando a sua cabeça para trás. Ela pareceu assanhar-se, cravando as suas unhas na barriga da Margarida. De seguida, ainda a agarrar nos cabelos da Mariana, deslizei a minha outra mão pelo corpo escaldante da Margarida. Com os dedos entreabri os seus grandes lábios, tendo sentido que estava completamente alagada. Meti um dedo dentro dela, e depois dois dedos e, acto contínuo, levei-os à minha boca. Mariana acompanhava atentamente os meus gestos e neste momento ía explodindo de prazer, ao ver-me a tomar esta atitude. Depois levei os dedos à sua boca, tendo ela começado a chupá-los, enquanto olhava para mim. Demorei-me a olhar para ela e de seguida empurrei-a para a frente, em direcção ao baixo ventre da Margarida. Mariana abocanhou aquela vagina com verdadeira fome de prazer. Estavam ambas as mulheres abraçadas num magnífico “69” e eu entretinha-me a percorrer as minhas mãos nos seus corpos de verdadeiras deusas. Sou um gajo com uma sorte do caraças, pensei para mim, e continuei a acariciar aqueles corpos, até que, passados minutos que mais pareciam horas, Margarida conseguiu libertar-se do peso que a Mariana exercia sobre si e atirou-se a mim como um verdadeiro animal selvagem, puxando-me para si, o que fez com que eu caísse em cima da cama. Nesta altura já a Mariana colaborava com ela. Era finalmente chegada a minha vez de tomar parte na maravilhosa acção que vinha assistir. As duas mulheres deitaram-me de costas. Mariana agarrou o meu falo, que se mantia herculeamente rijo e abocanhou-o, começando a fazer um movimento de vai vem com a sua cabeça. Margarida posicionou-se por cima de mim, oferecendo a sua voluptuosa e imberbe vagina á minha boca. Comecei a usar a minha língua, agarrando uma das suas pernas, ao mesmo tempo que a outra mão acompanhava o movimento da cabeça da Mariana, enquanto ela me sugava o membro. O quarto encheu-se de uma mistura afrodisíaca do conjunto de todos os nossos aromas enquanto todos nos entregávamos ao mais básico e puro prazer. Mariana não quis esperar mais e sentou-se sobre o meu membro, tendo-se empalado no mesmo com um audível gemido. Apercebi-me que as mulheres se acariciavam mutuamente, voltadas uma para a outra, enquanto me cavalgavam a boca e o falo. Passámos largos minutos nesta posição, até que uma pós outra, ambas as mulheres atingiram o clímax, com gritos e contracções. Aproveitei o momento e, libertando-me da minha posição, coloquei a Margarida de gatas e posicionei-me por trás dela. Mariana não perdeu tempo e deitou-se à frente da Margarida, oferecendo-lhe a sua vagina, a qual ela aceitou sem qualquer hesitação. Entrei na Margarida e iniciei um delicioso movimento de vai vem. Ao mesmo tempo que com a mão direita, tilintava o seu clitóris. Durante todo este tempo, dei por mim, forçado a pensar em coisas absurdas, completamente despropositadas, por forma a retardar ao máximo aquela vontade de explodir, de chegar ao clímax. Estava de tal forma excitado e a ter um prazer de tal forma forte que tornou-se missão impossível retardar o inevitável orgasmo por muito mais tempo. Agarrei a cintura com força e tudo aconteceu. Senti-me a expandir para o seu interior, ao mesmo tempo que quase perdia os sentidos, pela violência com que tudo sucedeu. Foi algo verdadeiramente indescritível. Caí para o lado, cansado e ofegante. As mulheres não me deram tréguas e caíram literalmente em cima de mim. Agora foi a vez da Margarida abocanhar o meu membro, não me deixando entrar no período refractário e, aproveitando o facto de o mesmo ainda estar erecto, posicionou-se sobre ele e empalou-se de uma vez, começando uma cavalgada frenética. Por sua vez, Mariana posicionou-se por cima da minha cara e disse: - Agora vais-me dar a tua língua, querido. Anda, lambe! – Ao mesmo tempo que aproximava a sua vagina da minha boca. A sessão arrastou-se por uma verdadeira eternidade, com ambas as mulheres a terem orgasmo atrás de orgasmo, até que foi a minha vez de alcançar tão almejado objectivo pela segunda vez. Caímos os três, ofegantes, exaustos, em cima da cama, numa confusão de membros e assim ficámos, até que raiou a luz do dia que acabava de nascer. Repetimos esta actividade em trio em todos os dias que estivemos a ocupar aquela casa e parece que a nova aventura, descobríamos formas de dar e obter ainda mais prazer dos corpos uns dos outros. Foi definitivamente a missão mais gratificante de que alguma vez fui incumbido e tenho a certeza que a mesma ficará para sempre gravada na minha memória, enquanto eu viver, pois o prazer nunca mais foi a mesma coisa, desde aqueles dias, passando a ter um outro significado, uma outra conotação. Finda a missão, lá foi cada um à sua vida e até aos dias de hoje, ainda nos encontramos ocasionalmente para nos entregarmos aos mistérios do prazer.

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